terça-feira, julho 14, 2015

Jornadas Missionárias 2015

Nos dias 19 e 20 de setembro, realizam-se em Fátima as Jornadas Missionárias 2015, com o tema Missão Sempre e em Todas as Frentes | Ad Gentes e Igrejas Particulares.
As jornadas continuam o seu objectivo geral de descobrir, aprofundar e traçar novos caminhos de evangelização a partir de Cristo, focando-se este ano, de um modo particular, no constante incitamento do Papa Francisco a que a Igreja se abra e chegue a todas as pessoas, até nas mais longínquas “periferias existenciais”.

As Jornadas Missionárias começam no dia 19 com a abertura por D. Manuel Linda e a comunicação Missão 'Ad Gentes' e Igrejas Particulares: Profecia e solidariedade, pelo Pe. Fernando Domingues, director geral da Obra de S. Pedro Apóstolo. Durante a tarde realizam-se cinco workshops em simultâneo, seguidos de um plenário e Eucaristia. À noite, a partir das 21h00, terá lugar um convívio com testemunhos missionários.
No segundo dia, a 20, o Pe. Vito Del Prete, director geral da União Missionária Pontifícia, fala sobre Obras Missionárias Pontifícias: Carisma e Atualidade. Às 10h30, no santuário, será celebrada a Eucaristia Dominical. À tarde, a partir das 15h00, o Pe. Paul Karam discorrerá sobre o tema Missão nas 'periferias'.

A organização do evento é da responsabilidade da Comissão Episcopal de Missões, das Obras Missionárias Pontifícias e da CIRP.

Marquem já na vossa agenda! E inscrevam-se aqui.
Para mais informações sobre o Programa, cliquem, por favor, na seguinte imagem:


Fazer surgir na Igreja portuguesa Centros Missionários Diocesanos (CMD) e grupos Missionários Paroquiais que possam fazer com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã.

[…] aconselha-se vivamente que o CMD seja constituído em todas as dioceses de Portugal em ordem a imprimir uma dinâmica missionária a toda a actividade diocesana.

Carta pastoral Para um rosto missionário da Igreja em Portugal, n.º 20 e 21


Continuação de boa Missão!

sexta-feira, julho 10, 2015

Visita aos Centros

Bom dia amigos e amigas. Votos de bem-estar.
Por aqui estamos bem, em pleno tempo de Cacimbo, com alguns a queixarem-se do frio e outros a darem graças a Deus pelo frescura que ajuda a descansar do habitual calor húmido.
Esta semana fomos a Luanda entregar os documentos para o pedido de visto do nosso avô Filipe. Para ele a experiência foi um jorro de emoções: o coração ficou por lá nos sítios por onde passou e até quase arreou quando entrou pela primeira vez num elevador e aquilo tremeu e fez “bô, bô, bô”. Mas correu tudo bem e logo que haja oportunidade iremos a Luanda e esperamos já poder levantar o passaporte com o visto.

Esta semana ainda deu para ir de novo à Conda buscar água, operação liderada pelo Diamantino. Por falar nele, acaba de enviar cumprimentos para todos e diz que faz hoje 100 dias que chegou a Angola. Estão bem contados… J

Agora estamos quase de partida para o Gungo, mais concretamente para a Donga.

No domingo teremos a festa em honra de S. José (que transferimos da Quaresma para agora) a que associamos a “festa das colheitas” para agradecer a Deus o ano agrícola, o melhor dos últimos três anos. Também nesse dia cerca de 60 crianças e adolescentes irão fazer a sua Primeira Comunhão.

Depois continuaremos pela Donga até sexta-feira com atividades pastorais e mais alguns trabalhos de melhorias da missão. Deste dia partiremos para o distante centro da Ondjila, num dos extremos do espaço da comuna do Gungo, com 46 km. de picada que há 40 anos não é reparada. Aí ficaremos cinco dias para uma visita mais demorada à comunidade e podermos assim encontrar-nos com os vários grupos; a última visita já foi em Setembro do ano passado.
Estas visitas são importantes para manter a ligação entre as comunidades locais e a sede da missão com o esforço de caminhada de conjunto. É oportunidade para acompanharmos mais de perto os grupos e pequenas comunidades locais. Também aproveitamos para dar alguma formação e encontrar solução para situações como a de pessoas que foram batizadas e não têm registo de batismo nem nenhum outro documento. Estas visitas também são a alegria dos mais idosos que assim podem confessar-se participar na missão. Muitos deles são “filhos” da passagem dos primeiros missionários pelo Gungo e já não se podem deslocar.

Da Ondjila rumaremos para o centro de Cambinda, já no caminho de regresso à Donga. Serão mais cinco dias de contato e partilha com as pessoas deste centro.

Na última semana do mês estaremos de novo na Donga e na passagem para o mês que vem faremos visita ao centro do Culembe com os mesmos objetivos das visitas anteriores.
No início de Agosto viremos ao Sumbe para participar na celebração dos 40 anos da criação da diocese e tratar de outros assuntos.

Depois voltaremos ao Gungo para as visitas aos centros aproveitando o tempo seco e a maior disponibilidade das pessoas: no tempo seco e mais fresco a atividade agrícola fica praticamente parada.
Ficam algumas fotografias tiradas nas últimas visitas aos referidos centros.

Com estas informações nos despedimos desejando a todos um bom mês de Julho e ótimas férias para quem as tiver.
Ao grupo que vai para o Alentejo desejamos bom envio e bons preparativos finais.

Um abraço de todos nós.
Estamos juntos.
P. Vítor Mira

segunda-feira, julho 06, 2015

Envio Missionário

Saudações a todos os que nos visitam, nos seguem e estão em missão connosco através dos vários meios.
Na próxima segunda-feira, dia 13, às 19:15h, na Sé, em Leiria, iremos realizar o envio missionário da Equipa que irá assegurar a missão no Alentejo.
Este envio surge integrado na celebração do Aniversário da dedicação da Catedral e das instituições de Leitor e Acólito de três dos nossos seminaristas maiores.
A celebração será presidida pelo nosso Bispo D. António Marto.
Será um momento de festa diocesana com vários motivos aos quais somos chamados a estar associados.
No final teremos lanche partilhado.
Convidem quem puderem a associar-se e apareçam. 

Estamos Juntos!

quinta-feira, julho 02, 2015

Visita Pastoral ao Gungo 2015

Caros amigos e amigas, muito bom dia.
Como estava anunciado, de 26 a 28 de Junho teve lugar a visita pastoral de D. Luzizila Kiala à Missão do Gungo.
O primeiro ponto de encontro com a comunidade foi na Tuma, aldeia e centro da zona mais plana do Gungo e também mais próxima do asfalto. Aí o Sr. Bispo celebrou a Eucaristia e almoçou.
A visita prosseguiu com a viagem para a Donga em ritmo lento e com muitos saltos por causa do mau estado da picada.
No chamado Gungo Posto, sede da comuna que fica junto à aldeia do Uquende, registou-se a segunda paragem para uma saudação e breve encontro com as autoridades oficiais (administrador e seu elenco) e tradicionais (principais sobas). Do diálogo mantido destaca-se a importância da presença da Igreja Católica no Gungo e o seu contributo para o bem-estar espiritual e social das pessoas e a ainda a necessidade de convergência de esforços no sentido de superar muitas das carências da comunidade.
A viagem prosseguiu com os jipes cada vez mais ocupados com as pessoas que iam pedindo boleia para a capital espiritual do Gungo.
O acolhimento de D. Luzizila na Donga foi exuberante. Uma pequena multidão o esperava e recebeu com os habituais cânticos e danças. Foi acompanhado até ao local das celebrações campais onde lhe foi lida uma mensagem de boas vindas e bebeu o “copo de água do acolhimento”.
A noite caía e com ela veio a iluminação silenciosa da Donga, graças aos painéis solares; mas a alegria extravasava nas danças festivas deste povo feliz com a visita do seu pastor.
O sábado foi de encontros com vários grupos: catequistas, crismandos, jovens e Movimentos apostólicos. Ao fim do dia teve lugar a Eucaristia.
O domingo foi o dia grande com a eucarística em que 40 pessoas, desde jovens e mais velhos, receberam o sacramento do Crisma. Foi uma celebração contagiante de alegria. Momento marcante foi o da apresentação dos dons: embora as pessoas do Gungo sejam pobres, souberam partilhar da sua pobreza.
Após o almoço com catequistas e outros colaboradores mais próximos da missão, foi a despedida e o regresso ao Sumbe.
Nas suas intervenções o bispo do Sumbe destacou a importância da presença missionária nesta área e mais concretamente da geminação entre as dioceses do Sumbe e Leiria-Fátima. Chamou a atenção para a necessidade de aproveitar as oportunidades de crescimento que são dadas à comunidade com base do tripé: escuta, aprende, ensina! Também focou a sua atenção em questões como o alcoolismo, a poligamia, a feitiçaria, o analfabetismo e a necessidade de um testemunho cristão autêntico.
Calculamos que da Donga tenham estado entre 800 a 1000 pessoas. Muitas chegaram de muito longe com as suas cargas à cabeça onde se incluía a lenha para cozinhar as suas refeições.
A missão tem vindo a melhorar as condições de alojamento das pessoas. Para isso foram feitas duas estruturas em blocos e barras de ferro onde foram colocadas as lonas usadas oferecidas em Portugal pela Transportadora “Luís Simões”; várias dezenas de pessoas dormiram nessas tendas ao abrigo do frio deste tempo de cacimbo. Também foi colocado um depósito de água para abastecer a missão; durante os três dias da visita o camião transportou do rio para a missão 14.000 litros de água.
Muito mais se poderia contar e mostrar em fotografias do que foi esta visita. Fica esta pequena partilha com todos aqueles que nos acompanham porque sabemos que esta missão é de muita, muita gente. E muito obrigado à linha da retaguarda pelo apoio que sempre nos dá.
Hoje vamos subir para visitar o centro do Uquende.
Um abraço de todos nós.

P. Vítor Mira

quarta-feira, junho 24, 2015

À espera da Visita pastoral

Olá, muito bom dia.
Votos de bem-estar.
Nós por aqui estamos bem, graças a Deus.
Estou no Sumbe, quase de partida para o Gungo e com mo Cavalinho Branco carregado.
O resto da equipa ficou na Donga a ultimar os preparativos da visita pastoral do Sr. Bispo, D. Luzizila Kiala, que terá lugar de 26 a 28 deste mês, ou seja, já neste fim-de-semana. Durante a visita terá vários encontros e irá crismar 42 pessoas.

Estes últimos dias têm sido de preparação desta visita.
As comunidades, muito dispersas, estão avisadas e foi feito um pequeno folheto com o programa da visita e outras informações alusivas a esta ocorrência.
Em termos de estruturas físicas, temos a alegria de informar que as duas casas que temos vindo a construir estão praticamente terminadas, pelo menos em termos de habitabilidade.
Foram colocadas as portas e janelas e também foram caiadas por dentro e por fora, a combinar assim com a imagem renovada da missão, graças a campanha “Missão com Pinta”, a que já nos referimos.
Muitos são os que nos têm apoiadas nestes trabalhos. Mas aqui cabe uma palavra especial gratidão à MOPIC, que nos ofereceu a cal, e ao nosso amigo Luís Matias que foi o grande impulsionador da referida campanha. Também o nosso amigo Adriano Caseiros nos ofereceu as janelas de alumínio que dão outra beleza e conforto a estas casas. Agora, uma ficará à responsabilidade do catequista José Calei e a outra da dupla David Bocoto e Luís Zeferino, responsáveis, respetivamente, da lavra e da cantina. Se Deus quiser, D. Luzizila irá inaugurar estas duas casas.
Foi Também colocada uma cobertura junto ao salão que serve de capela e que será o local do altar nas missas campais.
Temos ainda vindo a trabalhar na construção da nossa pequena pocilga, que está quase pronta, como se pode ver.
Já abrimos um grande buraco onde será feita a fossa das duas casas já feitas e de uma terceira prevista para ficar entre as duas existentes. Foi ainda aberta uma vala para colocação do tubo de drenagem dessa mesma fossa.
Neste últimos dias temos vindo a trabalhar na construção de umas tendas que servirão de local de dormida de pelo menos algumas das pessoas que virão à Donga nos próximos dias. É por isso que o Cavalinho Branco está carregado com os tubos que vemos na foto.
Estas tendas vão ser cobertas com lonas usadas, oferecidas pela empresa de transportes Luís Simões e transportadas para Angola pela empresa Espaço Mecânico. A todos, um grande obrigado.
Hoje falámos muito das coisas materiais porque elas são importantes para que a mensagem espiritual possa chegar ao coração das pessoas. O terreno está preparado, pelo menos um bocado. Esperamos agora pela semente e uma boa chuva que permitam que esta visita pastoral dê bons frutos na comunidade do Gungo.
O Diamantino está bom, de saúde, e anda muito emprenhado em todos estes trabalhos; por isso preferiu ficar. A Teresa e o avô Filipe também estão bem. Todos enviam de muitos cumprimentos e agradecem todo apoio material e espiritual.
Aproveito para informar que o avô Filipe tem passaporte e já estamos a tratar do seu visto para ir a Portugal, no final de setembro. Já temos entrevista marcada no Consulado. Vamos rezar para que tudo corra bem.
Ficam as fotos que ilustram as palavras.
Um abraço e cumprimentos a todos.
Estamos juntos.

P. Vítor Mira

quinta-feira, junho 18, 2015

Missão no Alentejo 2015

Como é sabido, desde o ano 2002, que o Grupo Ondjoyetu tem realizado missões de curta duração por terras do Alentejo nos primeiros dias do mês de Agosto de cada ano.
Dando seguimento a esta iniciativa, neste ano, a missão decorrerá de 01 a 09 de Agosto nas proximidades da cidade de S. André, mais precisamente na povoação de Brescos, junto à conhecida Lagoa de Santo André. 
Para a missão deste ano está em preparação um grupo de sete pessoas. Os encontros continuam no sentido de ganharmos espírito de grupo e podermos preparar cada momento que vamos viver por lá.
Neste ano, infelizmente, não é possível contarmos com a preciosa colaboração do Sr padre Agostinho, dos padres vicentinos, por motivos de doença. Estamos unidos a ele na oração e no sofrimento para que esta etapa da sua vida seja ultrapassada da melhor forma e ele possa continuar a servir a Deus e ao próximo.
A preparação está a ser feita em diálogo com o pároco daquela área, o Sr padre Abílio, a fim de o trabalho poder ser enquadrado na pastoral local e ter depois continuidade.

Estamos juntos!

sexta-feira, junho 05, 2015

Analepse

Olá, muito bom dia.
Cá estamos de novo para dar conta de mais algumas páginas da nossa missão, desta vez anteriores às últimas que demos. Em literatura isto até é uma figura de estilo. Analepse. Na blogosfera também deve ser…

O final de Abril e princípio de Maio foram vezes de grandes vivências diocesanas.
No dia 26 de Abril foram ordenados dois diáconos na catedral do Sumbe. A Missão do Gungo fez-se representar com uma pequena delegação oficial que vemos na fotografia em que está o nosso Cavalinho Branco com a baía do Quicombo ao Fundo.
De oito a dez de Maio participámos na peregrinação diocesana ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima de Calulo, criado em 1967. Desta vez a delegação foi um pouco superior à das ordenações e por isso fizemos a viagem no nosso Unimog que, embora mais lento que muitos outros, se comportou muito bem. Também aqui deixamos a fotografia deste grupo.

Nos meses de Abril e Maio continuámos com os nossos trabalhos na Donga onde a comunidade residente ou quase residente vai aumentando. Aqui fica também a fotografia numa das semanas em que o grupo de trabalho foi maior. Continuamos a fazer melhorias nas infraestruturas da missão: abrimos um enorme buraco para a fossa das novas casas, abrimos as valas para a tubagem, melhorámos as condições da nossa pequena pocilga, fizemos portas e janelas em ferro para as construções, entre muitas outras coisas. O nosso jovem Diamantino também foi dando a sua colaboração e como se vê pela foto está em plena forma para trepar às alturas. Desta vez estava a colocar um interruptor para pouparmos energia.
Também nestes meses, dos vários centros, vieram à missão cerca de 230 pessoas que voluntariamente sacharam a lavra da missão que onde tínhamos semeado feijão e ginguba (amendoim) que entretanto já estão a ser colhidos. Vemos a imagem da plantação da ginguba. Este trabalho de agricultura é muito importante e uma grande ajuda em ordem à sustentabilidade da missão.
Também fizemos viveiros de plantas para depois fazermos hortas, mas a bicharada estragou quase tudo. Mas tentaremos de novo…

Estes trabalhos foram intercalados com acções de ordem mais pastoral e catequética: continuámos a acompanhar os grupos que estão em caminhada para os sacramentos: Primeira Comunhão, Crisma, Baptismo de crianças, retiro de catequistas e movimentos, entre outras. Também vivemos os dias 12 e 13 de Maio com fé e emoção. Fizemos um novo andor novo em madeira para a imagem de Nossa Senhora que até tem sistema de iluminação. No dia 12 fizemos uma bonita procissão de velas, desta vez com copos de plástico, oferecidos pelo Santuário de Fátima. No domingo do retiro dos catequistas a dança de acção de graças foi feita por eles (costumam ser meninas) com as suas varas de pastores nas mãos. Foi bonito!

Se Deus quiser, amanhã de manhã iremos para a Donga onde iremos celebrar o domingo da festa do Corpo de Deus.
Entretanto, também já estamos a preparar a visita pastoral de D. Luzizila Kiala que terá lugar de 26 a 28 de Junho.

 
Um abraço para todos e até uma próxima, se Deus quiser.
Cumprimentos desta equipa.

P. Vítor Mira

quarta-feira, junho 03, 2015

Parcerias

Saudações a todos,

O Grupo Ondjoyetu, quer em Portugal, quer em Angola, vai realizando parcerias para conseguir ir levando a missão por diante e para alargar o mais possível as oportunidades de colaboração na missão e as áreas de intervenção. Neste momento, na área da saúde, temos duas parcerias em andamento. Uma delas com o Grupo Move-te Mais, da Faculdade de Medicina de Lisboa, outra está a iniciar com a ESENFSM - Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria do Porto.




Em relação à primeira, para este ano 2015, recebemos a notícia de que não foi possível a angariação de voluntários para o projecto de Angola. Nesse sentido, e com tristeza, não teremos a presença das "médicas" que têm sido presença habitual na missão do Gungo entre Julho e Setembro desde 2011. E tão bom trabalho têm feito.







No que toca à segunda parceria, com a Escola de Enfermagem, estão ainda abertas as inscrições de candidatos. Oxalá possamos contar com uma colaboração este ano. Campo de trabalho não falta.






A ambas as entidades continuamos a desejar o maior bem em todas as suas iniciativas e agradecer, a disponibilidade e a sensibilidade para a causa da saúde na Missão do Gungo.

Lalipo tchiwa! (Fiquem bem!)
Pe David

segunda-feira, junho 01, 2015

Nós por cá...

Olá, muito boa noite.
Há quanto tempo… não é verdade?
Pois é. Por falar em tempo… ele tem sido pouco para partilhar aqui o caminhar da nossa missão, como é habitual. E às vezes os meios técnicos também não ajudam.
Mas estamos vivos e de saúde, graças a Deus.
Não será possível contar tudo o que foi acontecendo ao longo destas últimas semanas. Mas algo vamos partilhar.
E vamos começar pelo fim.


Eu e o Diamantino chegámos hoje à noite de Luanda. Tínhamos ido para lá na sexta-feira e fizemos uma série de visitas e contactos que só seriam possíveis ao fim-de-semana. Fomos muito bem acolhidos e os resultados muito positivos.
Mas já na semana passada eu e o Mário lá tínhamos ido, dessa vez com o camião. Levámos uma carrada de 63 sacos de carvão (que ajuda à sustentabilidade da missão) e trouxemos uma carrada de solidariedade e ajudas preciosas: bens que vieram de Portugal (mais uma vez no contentor da EST – muito obrigado), comida oferecida por alguns armazéns de produtos alimentares, restos de painel sandwich oferecidos pela Steeldoor, e que nos vão ser muito úteis nos nossos trabalhos na Donga. Ainda trouxemos umas barras de ferro também para as obras que vamos fazendo na sede da missão.
Entre todos estes bens, um merece especial destaque: o novo frigorífico. Até agora temo-nos servido do “minorca” oferecido pelo meu primo Rui Ferreira em 2008 e que tem sido muito útil. Mas desde que temos energia da rede temos vindo a sentir cada vez mais a necessidade de um frigorífico com maior capacidade. E ele veio, ele veio!!! Muito obrigado ao nosso amigo António Agostinho pela oferta e à equipa Ondjoyetu em Leiria que no-lo fez chegar, tal como outros bens.
As fotografias dizem o resto. Até o esferovite do frigorífico serviu de moldura para uns “retratos”.
Quando houver oportunidade contaremos mais. Um abraço desta equipa e até à próxima, se Deus quiser.


P. Vítor Mira

sábado, maio 23, 2015

Sr Bispo Visitou a feira de Maio

Saudações,

Venho testemunhar a visita do Sr Bispo à feira de Maio com passagem pelo espaço do Grupo Ondjoyetu. 
Quem ainda não passou por lá que não perca tempo. A Feira está quase a acabar. Quem não for agora terá de esperar para o próximo ano.
O Grupo Ondjoyetu é uma presença habitual neste evento. Muitos amigos sabem que lá estamos a fazem questão de nos visitar e ver as novidades que por lá temos.


Obrigado ao Sr Bispo e a todos os que passam e ainda vão passar pelo nosso espaço. Missão também é isto!

P. David

terça-feira, maio 19, 2015

Assim foi o concerto, assim continua a missão...

Já foi há uns dias mas aqui ficam umas palavras: «Decorreu na tarde de Domingo, dia 10 de Maio, com início às 16:00h, no Teatro José Lúcio da Silva. Foi organizado pelo Grupo Missionário Ondjoyetu em colaboração com alguns amigos do Grupo ondjoyetu de que destacamos o Luís Matias, que é natural do Arrimal, e um grande amigo e membro do Grupo Ondjoyetu. Foi ele que mobilizou os músicos e até que desafiou o Grupo Ondjoyetu a realizar este concerto. O Luís Matias tem estado a trabalhar em Angola o que lhe possibilita o contacto periódico com os trabalhos realizados no Sumbe e no Gungo e, estando em Portugal, colabora com o Grupo a partir de cá.
Este espetáculo contou com a presença de um grupo de músicos de Vila Nova de Famalicão e do Porto que aceitaram vir gratuitamente pela causa e, assim serem músicos missionários.
Na plateia estiveram cerca de 400 pessoas que puderam deliciar-se com a beleza artística do concerto que pôde contar com piano, violino, violoncelo, guitarras, cavaquinho entre outros instrumentos e belíssimas vozes quer individuais quer em coro.
Graças às novas tecnologias, foi lido um SMS de agradecimento proveniente do Pe Vítor Mira e da Equipa Missionária que está em Angola, manifestando a união de toda a ação missionária. Como imagens de fundo, ao logo das quase duas horas do espetáculo, foram passando cenas da vida da missão em Angola e algumas belas paisagens naturais e humanas.
Ao longo do espetáculo foi sorteada uma tela alusiva à missão e tinha como título: "a lição". Foi pintada propositadamente para este evento pela pintora Georgina Efigénio, esposa de um dos músicos em palco, e reconhecida no panorama nacional das artes plásticas.
Será difícil citar todos os que contribuíram para o bom êxito desta iniciativa. Mas, desde os músicos à plateia, aos patrocinadores, divulgadores e entidades colaboradoras, a todos, o Grupo Missionário Ondjoyetu, e em nome do povo do Gungo, endereça um profundo Twapandula tchiwa (Muito obrigado)»





Obrigado a todos os que nas cadeiras do Teatro José Lúcio da Silva, ou de qualquer outra forma, colaboraram. Boa missão a todos!

quarta-feira, maio 06, 2015

Troca dos Vouchers em curso - Concerto a chegar!

Saudações,

Vimos dar a conhecer que a troca dos "Vouchers" pelos bilhetes para o concerto Solidário já pode ser efetuada na bilheteira do Teatro José Lúcio da Silva. O horário da bilheteira é das 18:00h às 22:00h.
Quem ainda não tem o voucher para trocar que se apresse a adquirí-lo na Gráfica de Leiria ou na portaria do Seminário...



Vamos ao espectáculo vamos em missão!

sábado, maio 02, 2015

A Feira de Maio já abriu

Abriu ontem a feira de maio dando um ar de festa à cidade de Leiria.
Não perca a oportunidade de nos visitar conhecer um pouco mais deste projeto e se quiser adquirir algum produto de artesanato, jinguba ou outros produtos vindos de Angola. Estão também à venda bilhetes para o concerto solidário a realizar no próximo dia 10 no teatro José Lucio.
Estamos juntos Jacinta

sábado, abril 25, 2015

Concerto solidário

O grupo missionário está a promover um concerto solidário a realizar no teatro José Lucio em Leiria às 16h00.
Propomos uma tarde bem passada com músicos de qualidade e veia missionária.
Este concerto é a favor do projeto missionário da Diocese que tem uma grande parte da sua ação em Angola caminhando com o povo do Gungo. Associe-se a esta causa participando no concerto.
Os bilhetes estão à venda junto de um dos membros do grupo missionário, na gráfica de Leiria e na portaria do seminário.

quinta-feira, abril 23, 2015

Equipa aguadeira

Boa noite.
Hoje o nosso novo missionário teve mais uma experiência nova (e vão sendo muitas): foi à Conda buscar água para o nosso consumo.
A Conda é uma vila que fica a cerca de 100 km. do Sumbe para o interior e onde se chega a partir de um desvio da estrada da Gabela.
Agora é um pouco melhor lá ir porque toda a estrada está asfaltada, mas ninguém nos poupa a um bom trecho muito sinuoso e que exige muita atenção do condutor.
Este hábito de lá ir a uma nascente buscar água já vem desde o ano 2006. Ao longo destes quase nove anos poupámos muito dinheiro evitando a aquisição deste bem tão essencial à vida. De cada vez que lá vamos trazemos cerca de 1000 litros e por isso a equipa é só de três elementos para haver lugar para os bidons.
Como a mana Teresa já é "velha" nestas andanças propusemos que a acompanhassem o Diamantino e a Rita, dois estreantes.
De manhã estavam todos bem dispostos e lá foram cumprir esta tarefa. Eu e as meninas Rosa e Celestina, que estudam, ficámos em casa com outras tarefas.
Ao fim do dia chegou o trio aguadeiro.
Dizia o Diamantino que para lá foi turismo, pois conheceu coisas que nunca tinha visto. A tarefa e o regresso já foram mais duros porque lavar, encher e carregar 40 bidons de água ainda é "dose". No regresso ainda apanharam chuva, mas não houve percalços, graças a Deus.
Agora devemos ter água para beber para uns dois a três meses.
Amanhã de manhã partirei eu para o Gungo para ir buscar os representantes da comunidade que vêm participar nas ordenações de dois diáconos que terão lugar aqui no Sumbe no próximo domingo. Por isso, é subir amanhã e descer no sábado.
Um abraço e tudo de bom.

P. Vítor Mira 

sábado, abril 11, 2015

Páscoa 2015

Olá, bom dia.
Finalmente uns minutos para por a escrita em dia…
Este ano a celebração da Páscoa foi marcada pelo “factor surpresa”. Estava marcada para a Donga e tudo se encaminhava nesse sentido.
Mas no fim-de-semana anterior, chuvas torrenciais abateram-se sobre o Gungo. Pouca gente participou na missa dos Ramos e as notícias que chegavam era que a picada tinha troços intransitáveis para veículos automóveis.
Assim, no domingo de Ramos mudámos a celebração da Páscoa para a Tuma, que também nos acolheu nesse fim-de-semana.
Escreveram-se cartas e enviaram-se por mão a todo aquele imenso Gungo. Havia esperança de que a mensagem chegasse e também que as pessoas viessem, mas sabíamos que a alteração ia causar transtornos: afinal os dois locais distam entre si 40 quilómetros e a Tuma fica num extremo da área da missão.
Chegámos à Tuma na quinta-feira Santa ao fim da manhã e estava pouca gente. Na missa da Ceia do Senhor já estava um pouco mais. Depois, como o caudal de um rio, vimos a cada momento chegar gente e mais gente, alguns de mota, a maior parte a pé, as mamãs com os cestos e bacias à cabeça e muitas delas com filhos às costas; os homens com as mochilas às costas. Mas também jovens e muitas crianças. A maior parte vinha com ar cansado mas à saudação respondiam sempre com um sorriso alegre e aberto.
Na sexta à tarde fizemos a via-sacra pelas ruas da aldeia e à noite celebrámos a Paixão do Senhor. Durante estes dias houve reuniões finais de preparação dos casamentos e dos baptismos. Também o sacramento da Reconciliação foi muito procurado. Na tarde de sábado foi exibido o filme “Paixão”.
A Vigília Pascal já foi marcada por uma grande enchente de pessoas. A celebração foi muito festiva e vivida com aquele espírito próprio das Páscoa. Na vigília receberam o baptismo 35 pessoas: idosos, adultos, jovens e bebés, entre eles, o meu xará Vítor. A missa durou cerca de 4 horas.
A noite foi curta e o domingo nasceu com um sol radioso. A missa deste dia ainda teve mais gente que a da vigília, de tal modo que muitos tiveram que ficar fora da capela (quem conhece sabe que é a maior do Gungo).
Nesta missa nasceram mais nove famílias cristãs no Gungo. Alguns dos noivos tinham recebido o Baptismo na noite anterior.
Mais uma vez, a liturgia foi de encher a alma: alegria, ritmo, cor, envolvência… fé que trouxe gente de locais tão distantes.
Após a missa foi a debandada geral. Em poucos minutos todos aqueles “acampamentos” desapareceram e ficaram apenas as marcas das fogueiras. Partiram mesmo sem almoçar porque as distâncias eram grandes para a hora que já era.

Nesta semana já subimos à Donga na terça com o camião e descemos na quarta. A picada está mesmo muito estragada, mas, com cuidado, dá para passar. Neste momento estamos a preparar-nos para sair de novo e por lá ficaremos até dia 20.

Até lá e continuação de santas festas pascais.

P. Vítor Mira

quinta-feira, abril 09, 2015


Saudações
Vimos por este meio informar que a habitual reunião mensal do Grupo realizar-se-á no próximo sábado, dia 11 de Abril, às 21:00h horas, no Seminário Diocesano de Leiria. Entre outros assuntos falaremos do concerto missionário a realizar em 10 de Maio.





Aproveitamos ainda para informar que, à semelhança dos anos anteriores, também este ano o Grupo Missionário Ondjoyetu estará presente na Feira de Maio de Leiria.





Continuação de Boas Festas Pascais!
We, we, we, Yesu Wapinduka!
We, we, we, Jesus Ressuscitou!


quarta-feira, abril 01, 2015

Batpismo com água... muita água!!

Olá, muito boa noite.
Cá estamos nós, como é habitual quando é possível, para partilhar uma pouco mais do nosso caminho missionário por estas terras quentes de Angola.
O baptismo do nosso novo missionário estava marcado para a Tuma, aldeia onde todos os anos celebramos o domingo de Ramos. Já o tínhamos avisado do calor que ali o esperaria e que por isso o baptismo de missão poderia ser algo duro, ainda para mais a dormir na pequena casa de adobes a que chamamos micro-ondas, por ser tão quente.
Afinal não foi quase nada como esperávamos.
No trajeto fomos apanhados por uma forte chuvada que formava grandes regos de água ao longo da picada. Durante a viagem tivemos que parar duas vezes para rebocar uma “avó-veio” (mota de três rodas com atrelado) e uma carrinha. A chover como estava, ficámos todos encharcados.
Quando chegámos à Tuma a chuva continuava a cair com grande intensidade. Saímos porque já estávamos molhados e só uns minutos mais tarde pudemos tirar as bagagens e mudar de roupa. À nossa chegada, encontrámos muito pouca gente por causa da chuva que por ali caía intensamente desde o dia anterior.
Durante a tarde a chuva continuou a cair e pouca gente esteve no retiro que estava programado. Alguns foram chegando todos encharcados, outros tiveram que acampar do outro lado de um pequeno ribeiro que se tinha transformado no largo rio, com alguma profundidade e forte corrente. Se tivéssemos chegado umas horas mais tarde o jipe já não chegaria à aldeia.
Com a chuva o tempo não estava assim tão quente. E também escapámos ao micro-ondas porque a comunidade já tinha preparado a nova casa para nos acolher, embora ainda não esteja acabada e faltem as portas e janelas.
De sábado para domingo toda a noite choveu.
No Dia de Ramos vieram mais algumas pessoas e com elas os relatos das tragédias que tinham acontecido: ribeiros com grandes caudais impossíveis de transpor, lavras inundadas e com as sementeiras arrastadas pelas águas, casas e celeiros destruídos pela intensidade da chuva. Também nos chegou a informação de que a picada principal estava intransitável para viaturas de quatro rodas: a água da chuva abriu grandes valas que “partem” a picada em bocados e não permitem o trânsito automóvel.
Nunca como neste ano tinha visto tão pouco gente no domingo de Ramos. As chuvas torrenciais que tinham caído e o receio de encontrar maiores dificuldades no regresso a casa impediu muita gente de participar.
No domingo de manhã chegaram alguns catequistas e os manos Carlos e Ana que tiveram que atravessar o citado ribeiro com água pela cintura e uma corrente mais fraca.
No fim do almoço regressámos ao Sumbe, tendo ficado decidido na reunião com os catequistas que a celebração da Páscoa será nesta mesma aldeia da Tuma porque não é possível chegar à Donga.
Para o nosso novo missionário foi um baptismo mesmo com muita água. A gincana na picada por causa da lama até o fez entender melhor os filmes que já viu.
Hoje, terça-feira, tivemos a Missa Crismal na Sé; amanhã será o dia de preparações e na quinta partimos de novo para o Gungo.
Boa semana santa para todos e um abraço.

P. Vítor Mira