* Este domingo, na Cripta do Seminário.
em ao nosso encontro como príncipe da paz. O Grupo Ondjoyetu agradece todo o apoio que tem recebido de todos os seus amigos e deseja a todos um Santo e Feliz Natal com as maiores bênçãos do Deus menino. Partilho convosco um texto da Inês que nos conta como foi o seu último Natal no Gungo.
Um abraço para todos vós.
P. Vítor Mira
Faz agora um ano vivi um dos Natais mais diferentes de todos. Um Natal no Gungo, um Natal em Missão.
Um Natal sem as iluminações nas ruas, ou até nas casas, sem árvores de Natal, sem pais natal, sem correrias ou qualquer tipo de consumismo. Talvez um Natal bem diferente daquilo que todos nós estamos habituados. Também se por outro lado, o Natal faz lembrar o encontro com a família, este agora seria bem diferente, afinal, estava bem distante da família biológica. Mas seria a oportunidade para o encontro e partilha com uma família que o meu coração acolheu!
Uma semana antes subimos até ao Uquende, uma das aldeias do Gungo, onde estava previsto a celebração do Natal com a comunidade. A semana foi preenchida de actividades com crianças, jovens e catequistas, afinal, o importante seria preparar os corações para acolher Aquele que, mais uma vez, vinha dar-nos a oportunidade de transformarmos a nossa vida.
Mas o dia 24, como em quase todas as casas portuguesas, é reservado a preparar alguns miminhos para a ceia de Natal. Esse aspecto também estava providenciado. Da nossa parte, e em conjunto com algumas pessoas locais, fomos fazendo uma mistura de tradições portuguesas com as de Angola. E empenhadas para que tudo corresse bem, a hora da ceia aproximava-se.
Já eram 19h quando um catequista veio até nós e muito timidamente perguntou: “Manas, desculpem incomodar, sei que vocês certamente têm muito que fazer, mas não acham que falta um Belenzinho?”. A princípio não estávamos a perceber bem o que o catequista queria dizer, só mais tarde percebemos: “Ah!!!! Falta-nos o presépio!!!!!”.
Na Igreja não havia ainda nenhum sinal exterior de que estávamos nesta época natalícia. Mas rapidamente se reuniram algumas pessoas que nos ajudaram a fazer um dos presépios mais bonitos que já vi.
A simplicidade de tudo o que existia à nossa volta, com a combinação dos trabalhos que havíamos realizado durante essa semana permitiu a beleza de um presépio de todos e para todos. A imagem da Nossa Senhora e de S. José foram adaptados dos fantoches que usámos no retiro com as crianças, o menino Jesus em barro tinha sido enviado pelo grupo missionário, em Portugal. À volta, a gruta era feita de capim que um catequista arranjou, a estrela era uma folha que um jovem carinhosamente dobrou, as flores foi uma mamã que apanhou. Poderia ser um presépio mais comunitário?
Eram já 22h quando todos em procissão cantaram alegremente “Twendi com Belém”, vamos a Belém, e tenho a certeza que lá chegamos. Os cânticos foram cantados bem alto e tocaram lá bem no coração, naquele lugar onde os olhos começam a brilhar e o coração a tocar batuque.
Foi um Natal diferente, muito diferente até! Afinal, não está nas coisas bonitas que compramos, ou nas frases bonitas que escrevemos. Encontramo-lo sim na nossa vida, com o amor que temos no coração e o colocamos ao serviço dos outros.
Para todos, Onatale Yiwa (Feliz Natal).
Mana Maria Inês Pereira
“Deixa de ser uma banda de garagem”. Foi com este lema, que exprime a vontade de sair de si para ir ao encontro dos outros, que o MCE (Movimento Católico de Estudantes) de Leiria resolveu realizar uma iniciativa que tivesse fins solidários. A ideia surgiu no acampamento que teve lugar no Verão passado.
Depois de tomada a decisão, a questão era que projecto apoiar. Surgiu a ideia de canalizar a ajuda para o Grupo Missionário Ondjoyetu.
Seguiram-se as reuniões para decidir local, data, moldes da iniciativa e modo de a levar por diante. Desde a primeira hora que o grupo missionário também deu o seu apoio, tendo também em conta que seria o beneficiário da iniciativa.
O festival de sopas teve lugar na Barreira no passado dia 6 de Novembro. O empenho na organização e divulgação foram grandes e por isso o número de pessoas presente também foi bastante elevado. As sopas eram óptimas e tantas que dificilmente alguém t
erá provado de todas. No fim das sopas ainda houve bifanas e música com grupos de garagem.
Pelo meio ainda houve a organização de dois sorteios; para o primeiro as rifas foram vendidas antes do dia das sopas, para o segundo, no próprio dia. E os prémios saíram mesmo porque foram sorteados à frente de todos.
A todos os que estiveram presentes e/ou compraram rifas o nosso bem-haja.
Saudamos os jovens do MCE pela iniciativa e pelo modo tão competente como a realizaram; foram incansáveis nos trabalhos de preparação e no próprio dia era muito agradável ver a alegria com que se dedicavam às várias tarefas com um magnífico entusiasmo. É de sublinhar como, sendo tão jovens, conseguiram rentabilizar ao máximo a iniciativa, aproveitando todas as oportunidades para angariar mais uns euros.
O seu empenho e dedicação arrastaram outros e por isso também os restaurantes da região colaboraram com a oferta das sopas. Houve ainda outras empresas qu
undos para as suas próprias despesas ou para alguma iniciativa ao nível do grupo?” Eles o sabem e Deus também.
O Grupo Missionário Ondjoyetu agradece este acto de partilha e confiança. O montante é mais uma ajuda para podermos prosseguir a nossa missão no Gungo; mas o gesto significa que não estamos sozinhos e que Deus se faz presente neste trabalho por gestos como este.
Parabéns jovens e que esta experiência fique no vosso coração como sinal da vossa capacidade de organização, trabalho e partilha.
Boa tarde.
Olá amigos hoje venho falar-vos de como a retaguarda participa também na missão missão. Um dos nosso trabalho é o artesanato que vamos fazendo todas as semanas e cujos lucros revertem a favor do grupo missionário. Venho apresentar-vos alguns trabalhos que estão disponíveis para quem os quiser adquirir.
Conforme tinha sido anunciado, a cidade de Leiria viveu, de 17 a 24 de Outubro, uma semana de sensibilização para a luta contra a pobreza.
Olá amigos e amigas.
Mana Martinha e Tio Diamantino
Caros amigos, boa tarde.
Caros amigos e amigas, boa tarde.
O Grupo Missionário Ondjoyetu, da diocese de Leiria-Fátima, está a co-organizar o XI Dia do Voluntário Missionário, que terá lugar no dia 23 de Outubro, Sábado. Este dia é anualmente promovido pela FEC - Fundação Evangelização e Culturas e nele participam mais de uma centena de jovens associados a movimentos de cooperação missionária com países em Desenvolvimento, sobretudo com os países lusófonos. Este ano a iniciativa decorre em Leiria e a temática será a “Luta Contra a Pobreza”, integrada na sensibilização pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
Tendo nós a honra de acolher este encontro a nível nacional com grupos de todo o país na nossa cidade de Leiria, pensámos em organizar uma semana de sensibilização da comunidade local para esta temática. Isto só será possível graças à Câmara Municipal de Leiria que muito amavelmente se disponibilizou para colaborar neste projecto com o apoio institucional, cedência e autorização para a ocupação de espaços.
A semana decorrerá de 17 a 24 de Outubro e o local central será no Largo do Papa onde será colocada uma tenda. Aí serão postos à disposição das pessoas vários materiais de sensibilização e terão, inclusivamente, a oportunidade de participar num barómetro que ajudará a aprofundar as causas da pobreza.
O programa fica também em JPEG.
Agrdacemos a divulgação desta iniciativa.
P. Vítor Mira