sexta-feira, maio 16, 2014

Maio: Ordenação de Diáconos e Peregrinação ao Calulo

Olá, muito boa noite.
Já foi comunicado em breve chegarei a Portugal para uns dias de reencontro com a família, amigos e algum descanso.
Mas antes, ainda queria partilhar convosco mais alguns passos da nossa missão.
Este início de Maio foi marcado por duas grandes celebrações de impacto diocesano. No dia 4 de Maio foram ordenados três diáconos, um dos quais natural do Gungo, o Matias. Foi motivo de festa e contentamento. As ordenações tiveram lugar em Porto Amboim, num santuário dedicado a Santo António, sob um calor muito forte.
Tendo em conta a ligação do Gungo a esta ocorrência, pedimos uma autorização especial à polícia e o nosso Unimog Elefante Branco serviu de autocarro para levar cerca de 20 pessoas às ordenações, tendo também o cavalinho dado a sua ajuda. Fica uma foto do grupo que participou na ordenação com o apoio da missão.
No fim-de-semana seguinte, de sexta a domingo, teve lugar a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima Peregrina do Calulo. Estiveram presentes várias centenas de pessoas, entre elas uma delegação do Gungo. Nesta celebração foi feita menção à diocese irmã de Leiria-Fátima e ao fato de nesse dia ter lugar a ordenação de um novo padre, o Fábio.
Se Deus quiser, em breve daremos mais notícias. Um abraço e fiquem bem. Para muitos, até ao nosso reencontro que será em breve.

P. Vítor Mira

quinta-feira, maio 15, 2014

5.ª Sessão de Formação FEC

O Grupo Missionário Ondjoyetu vem por este meio informar que a 5.ª e última sessão do Plano de Formação de Voluntariado 2014, organizado pela FEC (Fundação Fé e Cooperação), realizar-se-á no dia 24 de maio, em Fátima, na casa das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres
As inscrições podem ser feitas até ao dia 19 de maio. Para esse efeito, contacte o Secretariado do Grupo Ondjoyetu ou envie um e-mail para a FEC (geral@fecongd.org), contendo o mesmo as seguintes informações: nome do(s) participante(s), organização a que pertence(m), tipo de estadia (completa, só refeições, só dormida…). 
Esta sessão estará subordinada ao tema Desenvolvimento Humano e Dádiva Cristã e desenvolver-se-á das 10h às 16h30, incluindo a celebração eucarística. O almoço é partilhado e aberto a todos os familiares e amigos dos formandos.

Logo que tenhamos acesso ao programa detalhado, actualizaremos este post com a publicação do mesmo.

http://www.fecongd.org/
Boa formação!

quarta-feira, maio 14, 2014

Convívio Ondjoyetu

Saudações a todos os membros Ondjoyetu e amigos que passam por este espaço.
 
 


 
 
Venho dar algumas informações e deixar um convite.
No próximo sábado, dia 17 de Maio chega de Angola o Pe Vítor Mira e a Deolinda Ferreira. O Pe Vítor vem para um tempo de descanso e a Deolinda regressa após três meses em missão. Chegam ao aeroporto de Lisboa às 15:55h.
 
 
 
 
 
No Domingo, dia 18, às 15:30 faremos um convívio para acolher estes missionários. O Convívio será em Urqueira, na antiga fábrica da Vigobloco. Fica a cerca de 800m da igreja de Urqueira no sentido de Caxarias. Aí escutaremos o testemunho do padre Vítor e da Deolinda que nos actualizarão sobre o andamento da missão.
Cada um poderá levar alguma coisa para fazermos um lanche partilhado durante a tarde.
Aos aficcionados do futebol informo que estamos a fazer todos os esforços para que possamos visualizar o jogo da taça de Portugal e continuar em convívio logo que o jogo comece.
 
 
 
A escolha deste local prende-se com o facto de aproveitarmos a ocasião para apresentar mais um projecto para a missão do Gungo que é o Projecto do BTC (bloco de terra comprimida). Nesta fábrica está o estaleiro com as máquinas que estão a ser testadas e aperfeiçoadas para depois irem para a missão. Faremos uma demonstração do seu funcionamento e o padre Vítor poderá explicar-nos melhor o enquadramento e a necessidade deste projecto.
 
Este convite é para toda a família Ondjoyetu mais ou menos cativos, mais ou menos colaboradores, simpatizantes, dos Mil e Tal Amigos, pessoas envolvidas no projecto do BTC... Quem quiser beber mais um pouco de missão que apareça.
 
Até lá!

quinta-feira, maio 08, 2014

Uma nova ferramenta... e o Gungo mais conhecido

Olá, muito boa noite.
Mais uma vez estamos no Sumbe, mas de passagem, porque no sábado vamos ao Calulo para participar na peregrinação diocesana ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima Peregrina.
Às vezes as nossas vindas ao Sumbe são tão rápidas e preenchidas que nem sempre dá para partilhar o que vamos vivendo por cá.
Desta vez partilhamos mais dois momentos que consideramos importantes.


No dia 25 de Abril o Gungo recebeu mais uma ferramenta de trabalho: uma moto de marca Husqvarna, de 125 cc.
Era um meio que de que já sentíamos necessidade há algum tempo. É mais rápido, ainda que implique alguns riscos, e permite acesso a locais onde nem os jipes chegam. Por vezes temos que pedir recados e boleias aos motoqueiros do Gungo e eles nem sempre estão quando deles precisamos. Por outro lado, como em praticamente todo o Gungo não há rede de telemóvel, quando surge a necessidade de tratar de algum assunto com urgência a moto permite ir mais rapidamente ao local onde há rede.
Há uns meses transmitimos esta nossa necessidade a um conterrâneo nosso, o Sr. Filipe da empresa “Motoshow”, que tem uma representação em Angola.
Ele foi sensível à nossa necessidade e por isso ofereceu-nos a referida moto que, embora usada, se encontra em ótimo estado.
Sr. Filipe, um grande bem-haja.

No domingo seguinte, 27 de Abril, fizemos uma visita à comunidade do Eval Guerra, uma aldeia que se situa junto à estrada que liga Luanda a Benguela, a 80 km a sul do Sumbe.
Quando chegámos encontrámos uma comunidade alegre e acolhedora, um calor abrasador, e música muito alta e de pouca qualidade, com um som bastante “roufenho”, muito próximo da “nossa” capela. Ali perto uns carros ligeiros, uma carrinha de 9 lugares e uma carrinha 4x4.
Logo nos disseram que era a “concorrência”, uma das mais de mil igrejas que existem em Angola, e que já ali estava desde o dia anterior. Incomodou, principalmente o ruído, mas não nos tirou a paz. Além do resto, a maioria dos seus “fiéis” eram os tais que vieram nas viaturas que ali estavam estacionadas.
Após algum tempo de atendimento de Confissão, preparámo-nos para a missa. Como o ruído continuava, enviei dois catequistas que fossem pedir para baixarem o som da sua aparelhagem. Disseram que o iriam fazer, mas nada mudou. A determinado momento da “nossa” missa a musica parou e começaram a falar dois homens, em umbundo, tipo parada e resposta, quase em género de despique. Mas o tom e musicalidade mais parecia de um comício político do que de um culto religioso. Depois continuou a “música” que se prolongou até ao início da tarde. Vim a saber que a “delegação” daquela igreja tinha vindo de Benguela. A líder local é uma senhora que era católica e que agora tenta cativar fiéis para a nova igreja porque parece que isso lhe traz algum benefício, mas ela própria ainda parece muito indecisa pois a “católica é a mãe de todas”. Enfim…

Ainda com aquele barulho de fundo, distribuímos sementes hortícolas e tivemos a reunião do ondjango (conselho pastoral) local. A terminar convocámos o soba e tendo recebido dele a autorização, fomos colocar uma placa que diz “Missão Católica – Gungo” junto à estrada de asfalto para que toda a gente que ali passa fique a saber para onde é o Gungo. Também pode ajudar algumas visitas nossas a lá chegar.

Por aqui fico e despeço-me com um grande abraço e deixando duas fotografias que ilustram as informações.

P. Vítor Mira

quarta-feira, maio 07, 2014

"Bicsionários" e a mana Ana

Saudações fraternas,
 
Na última reunião de grupo, em que escutámos o testemunho da mana Ana, tivemos a presença de alguns elementos da empresa INCENTEA.
A mana Ana brindou-nos com algumas fotos e o seu testemunho na primeira pessoa. Para quem já esteve em missão algumas das partilhas fizeram recordar a experiência vivida. Para todos foi um reforço de coragem missionária e também o reforço de que vale a pena e é necessário continuar este projecto.
Estiveram presentes alguns membros da Empresa Incentea pois, nesse dia, terminaram um percurso de bicicleta de três dias em que transportaram com eles o nosso projecto Ondjoyetu e, de modo particular, o projecto do BTC, (Blocos de Terra Comprimida), técnica que será utilizada para construir na missão do Gungo.
Esta foi uma forma encontrada por aquele grupo de amigos para darem mais conteúdo às pedaladas que tinham previsto. Cumpriram uma distância de cerca de 100Km e foram fazendo diferentes paragens onde aproveitavam para falar do projecto missionário da diocese de Leiria-Fátima e carimbando um passaporte preparado para o efeito.
Esta foi mais uma forma de fazer missão: de bicicleta e a pedalar. Por isso se achou por bem chamar-lhes: "bicsionários" Os missionários da bicicleta.
 
Pe David

quarta-feira, abril 30, 2014

Reunião mensal de maio

Boa noite!
Vimos por este meio informar que a habitual reunião mensal do Grupo realizar-se-á no próximo sábado, dia 3 de maio, às 21 horas, no Seminário Diocesano de Leiria. Entre outros, serão tratados assuntos concernentes à nossa ação missionária em Angola e em Portugal, partilhar-se-ão ideias e vivências e não faltarão os momentos de convívio e de oração. Nesta reunião, teremos também a presença e testemunho da nossa missionária Ana Pereira, que chegou sábado a Portugal, depois de um longo período de missão em Angola.

https://www.facebook.com/ Aproveitamos ainda para informar que, à semelhança dos anos anteriores, também este ano o Grupo Missionário Ondjoyetu estará presente na Feira de Maio de Leiria, que se inicia amanhã e terminará no dia 25 do mesmo mês. Procurem a nossa barraquinha e levem amigos. "Tamos na vossa espera" :)

Amanhã, Dia do Trabalhador, o Grupo Missionário, representado por alguns membros, participará no evento Agarra o Mundo - A fraternidade ao teu alcance', em Abrigada - Alenquer.

Continuação de Boas Festas Pascais!
We, we, we, Yesu Wapinduka!
We, we, we, Jesus Ressuscitou!

terça-feira, abril 29, 2014

Ana Sofia, muito obrigado

Olá, muito bom dia e votos de bem-estar.
Cronologicamente, estamos atrasados, mas a mensagem continua atual.
Antes da chegada da mana Ana Sofia a Lisboa teve lugar a sua partida de Luanda, um momento nada fácil especialmente para ela, depois de tantos anos dedicados à missão.
Todos os missionários que por cá passam deixam a sua marca e cunho muito particulares e tem sido essa uma das riquezas desta missão: pessoas tão diferentes e com carismas tão próprios a trabalharem no mesmo sentido, com o mesmo objetivo, para o mesmo projeto. E é assim que a nossa missão tem avançado, graças a Deus.
Mas, sem menosprezar ninguém, a nossa mana Ana Sofia merece um especial destaque por dois motivos: porque é a missionária leiga que mais tempo dedicou a esta missão em regime de voluntariado (somando os dois períodos são mais de quatro anos) e porque a sua capacidade de adaptação e resposta aos vários desafios e apelos que a missão vai colocando são de sublinhar.
Nota de particular destaque merece a atenção que deu nos últimos meses na área da saúde (a sua formação é engenheira civil). Depois de deixarmos de ter voluntários nessa área sentimos um grande vazio porque são muitas as pessoas que acorrem à missão para pedir ajuda.
Já quando cá estavam médicas e enfermeiras a mana Ana acompanhava de perto e manifestava interesse. Depois, já sozinha, às vezes muito insegura e com algum receio, lá foi procurando dar as respostas que estavam ao seu alcance. Para isso perguntava aos enfermeiros e médicos de cá e também se manteve em contato com os de Portugal e com a própria mãe, D. Delfina, que também é enfermeira.
Onde faltavam conhecimentos, sobrou amor e compaixão. Alguns dos que estão vivos lho devem a ela.
Havia pessoas que vinham à Donga dizendo que vinham ao médico ao hospital. E o hospital é a sala onde tomamos as refeições; diga-se, um grande risco para nós… mas à falta de outro espaço… foi este que teve de servir.
Cada dia teve a sua história, o seu drama, o seu momento de alegria e vitória.
Fica a imagem da despedida no aeroporto de Luanda e a mana Ana com o meu Xará, Vítor, neto do catequista José Calei, que ela queria levar para Portugal na sua mala. Mas levou-o no coração! É filho da Eugénia, uma menina que tem alguma diminuição mental, sofre de epilepsia e aos 14 anos foi violada, dando origem a esta vida tão frágil e de que a Ana Sofia foi um importante suporte na gestação e nos primeiros meses de vida.
Um grande bem-haja, Ana Sofia, e que Deus te ilumine e conduza pelos seus caminhos.

P. Vítor Mira

sábado, abril 26, 2014

A mana Ana já chegou

Muito boa tarde amigos missionários,
Chegou esta tarde a Lisboa a mana Ana após um longo período de missão em Angola. Vinha bem animada e africana, não só pelas cores do vestido mas também com o bronze que trazia. 
Não percam a próxima reunião do grupo missionário para poderem ouvir mais histórias sobre a missão os trabalhos que se têm realizado.

À mana Ana um bom regresso e uma boa adaptação ao tal o Puto (Portugal).

Estamos juntos*

sexta-feira, abril 25, 2014

Ana Sofia está a chegar

Saudações missionárias e Pascais.
 
No próximo sábado, chegará de Angola a Ana Sofia, que está a terminar uma etapa de missão de quase três anos e que no total de tempo dado à missão já contabiliza cerca de quatro anos e meio. É motivo de alegria a sua vinda até nós.
A sua chegada a Lisboa será no sábado, dia 26, às 16:00h. Poderemos contar com o testemunho dela na próxima reunião de grupo, dia 03 de Maio. Claro está que quem se encontrar com ela contará com o seu testemunho personalizado.
À Ana Sofia, em nome do Grupo Ondjoyetu e de todo o projecto nós dizemos: "Twapandula tchiwa" (muito obrigado) por todo o bem que Deus fez através dela e por todas as dificuldades que aceitou ao estar em missão.
Esperamos que as lágrimas da despedida reguem a vocação missionária para as próximas etapas da sua missão sejam elas onde forem.
 
Até breve!

Páscoa 2014


Olá, muito boa noite e votos de Santa e Feliz Páscoa 2014.
Finalmente é possível saudar-vos e partilhar connosco um pouco do que foi a nossa Páscoa deste ano.

Na terça-feira santa participámos na Missa Crismal – aqui, devido às grandes distâncias, é antecipada para permitir aos missionários estarem com as suas comunidades no Tríduo Pascal.
Na quarta ainda fomos fazer compras e começámos a organizar as bagagens e a carregar a “Mula” e o “Cavalinho”. O plano era sair nesse dia, mas tínhamos tanta bagagem que o tempo foi passando e nem à hora que deveríamos chegar à Donga conseguíamos sair do Sumbe. Por isso resolvemos sair no outro dia de madrugada.

O despertar foi por volta das 4 h. da madrugada, ainda bem escuro. Quando a aurora anunciava os seus esplendores saíamos da Ondjoyetu. Após algumas paragens por motivos diversos: boleias, carregamento e descarregamento de encomendas, saudações, recados, notícias, curativo ao Neto… chegámos à Donga, sede da missão, por volta do meio-dia. Já por ali estava muita gente.
Logo que pudemos começámos as nossas atividades: atendimento de doentes, atendimento de fotocópias, preenchimento de documentos para os sacramentos, confissões, encontros formativos ao nível da fé, funcionamento da cantina da missão… Mas à noite todos nos reunimos naquele que já era um pequeno salão para a celebração da missa do lava-pés.

A sexta-feira santa, sendo o dia da celebração da Paixão do Senhor, foi mais dedicado à catequese, preparação da via sacra, confissões e também alguns encontros de formação para os que iam receber sacramentos. Entretanto, a fila para o atendimento de consultas continuava igual, por mais gente que fosse atendida por sinal por uma engenheira civil, a Ana Sofia.
Na parte de tarde fizemos a Via Sacra animada pelos jovens sob a orientação da Deolinda. As várias estações foram representadas em cima da carroçaria do camião Unimog, o que permitia que toda a gente visse. As pessoas seguiram aquele ato de piedade com grande atenção.
Ao fim da tarde fizemos a celebração da Paixão do Senhor, e já teve que ser no exterior do salão tão grande era o número de pessoas que já ali estava presente. A chuva ainda ameaçou, mas permitiu terminar a celebração.

O sábado foi um dia de realização de várias tarefas, aproveitando a presença de tanta gente na Donga. As pessoas dividiram-se em grupos e realizaram as seguintes tarefas: arranque de pedras para as construções futuras na missão, busca de lenha, preparação do local da celebração de sábado e domingo, sacha da lavra, descasca e debulha do milho da lavra, entre outras tarefas de menor dimensão.
A parte de tarde já serviu mais para a preparação das celebrações com ensaios e preparativos de documentos. Mas era já impressionante ver as centenas de pessoas que por ali estavam, que improvisavam as suas cozinhas e locais de dormida, que se saudavam, dialogavam, riam. Sentia-se a missão com vida, com muita vida, a mexer de verdade. E pelos caminhos continuavam a chegar pessoas de mota com as suas trouxas amarradas ou a pé e aí eram sempre as senhoras que traziam as suas enormes trouxas à cabeça para ali passarem aqueles dias.
A missa da Vigília Pascal fez lembrar uma garrafa de champanhe quando a rolha sai a grande velocidade e o espumante sai em esfuma que anuncia a festa. Os batuques, cansados de esperar, sentiam o calor de mãos ágeis que lhes davam vida e batiam o compasso de cânticos interpretados a vozes que saiam com a naturalidade da água de uma nascente. Houve festa, alegria, expressão de fé não só por aquele momento como por toda a envolvência, a começar pelo esforço da deslocação. Muitas famílias estavam “incompletas” porque os outros tiveram que “ficar na lavra a espantar macacos”. Corolário de toda a festa, o batismo de 24 catecúmenos, entre adolescentes, jovens e adultos, e a sua primeira comunhão; alguns ainda ficaram na espera ansiosa do seu matrimónio cristão no dia seguinte tal como o batismo de seus filhos.
A noite foi curta e para muitos passada ao relento; era tanta gente que nem o salão, varanda da casa da missão, duas novas casas construídas, um novo armazém e ainda uma grande tenda improvisada chegaram para dar abrigo a alguns. Mas nem por isso arredaram pé.

O domingo foi a continuação da festa. Na missa da Páscoa nasceram mais 16 famílias cristãs, entre elas a do Ezequiel, um jovem ligado à missão desde o ano 2007. E também nasceram para a fé 31 crianças, filhas destes casais.
Após a missa foi a debandada quase geral. Mas os de mais longe tiveram que ficar para o dia seguinte porque a caminhada era de muitas horas. Também a equipa teve que ficar e só na segunda à noite chegou ao Sumbe, cansada, mas com o coração bem cheio de alegria pascal.

Nesta sexta-feira iremos a Luanda levar a nossa mana Ana Sofia que termina um tempo de missão de quase três anos e a quem muito agradecemos por toda a dedicação e tudo o que deu de si a este projeto e a este povo. Desejamos-lhe um bom regresso e as maiores felicidades para os seus projetos e que Deus a abençoe.

Um abraço e continuação de santas festas pascais.

P. Vítor Mira

segunda-feira, abril 14, 2014

Duas semanas e meia

Olá, muito boa tarde.
Mais uma vez nos servimos deste meio para comunicar com todos vós, partilhando um pouco mais do que vai sendo a missão de todos nós.
Aqui no Sumbe hoje está um calor muito abafado e húmido. Não tem chovido muito, mas há uns dias, quando estávamos no Gungo, caiu uma boa chuvada que quase encheu as duas cisternas. Esta chuva não é só água, mas também quanzas porque assim evitamos de mandar vir o camião cisterna com o respetivo custo.
No Gungo, na parte montanhosa, tem chovido um bocado, não muito e de forma pouco generalizada. Em alguns campos as sementeiras lá vão germinando, noutros morrem de sede. Na Donga, graças a Deus, tem chovido um bocado e as nossas sementeiras vão sorrindo e prometendo algum fruto. Na zona mais plana a seca tem sido muito forte e muita gente vê o futuro com apreensão.

Como tínhamos dito, estivemos no Gungo quase três semanas seguidas. Os trabalhos correram bem, tanto os pastorais como os de melhoria das nossas condições de vida.
A correspondência dos centros ao dia de retiro ainda não é o que deseja, mas sentimos que gradualmente as pessoas vão despertando para a necessidade de aproveitarem as oportunidades de formação. Nestas semanas já atendi mais de 200 pessoas no sacramento da Reconciliação, o que certamente irá “descongestionar” a busca deste sacramento nos dias do Tríduo Pascal, permitindo assim fazer outras atividades.
Ao longo destes domingos os catecúmenos fizeram os três escrutínios e todos perseveraram, à exceção de um. São ao todo 24. Também nestes domingos da Quaresma fizeram a sua apresentação um total de 210 catecúmenos que estão a iniciar a sua caminhada. Daqui a algumas semanas serão admitidos oficialmente ao catecumenato e receberão os seus cartões.

Além das atividades pastorais, que têm sido reforçadas nos fins-de-semana, temos tido outras atividades. A Deolinda, por exemplo, não tem tido descanso a tirar fotocópias. Desde que as pessoas souberam que a missão dá também este apoio tem sido um corrupio de gente à procura deste serviço. Já lá vão várias resmas de papel… há muita gente a tratar de documentos para tirar bilhete de identidade e para outros fins como subsídios, compensações por serviços militares, entre outros. Assim evitam de ir ao Sumbe de propósito.
Na Donga, a casa do catequista, depois do acidente já narrado, também já tem telhado e agora está a ser rebocada por dentro. Atrás do salão fizemos um armazém em adobes para aumentar o espaço de guarda dos bens da missão e também já tem telhado. As duas casas e este armazém aumentam consideravelmente o espaço para dormidas nesta Páscoa.

Hoje por aqui nos ficamos. Partilhamos uma fotografia do dia de ontem em que celebrámos o Domingo de Ramos na Tuma, tendo participado várias centenas de pessoas.
Um abraço desta equipa e até à próxima.

P. Vítor Mira

terça-feira, abril 08, 2014

Projecto do BTC - Ajudante de grande porte

Saudações aos caros amigos Ondjoyetu,
 
Enquanto a Equipa da Linha da frente está por terras do Gungo e avança com os programas de formação humana e cristã, agricultura, melhoria de infraestruturas e outros trabalhos que vão surgindo, por cá vamos avançando na preparação da próxima fase do projecto de BTC (Bloco de terra comprimida).
Um dos trabalhos a realizar na produção deste tipo de blocos é fazer a mistura da terra (argilosa) com alguma areia e com a pequena quantidade de cimento e depois humedecer e homogeneizar. Para isto cada monte de mistura leva cerca de doze voltas. Isto provoca um grande desgaste físico nos trabalhadores e, estando esses trabalhadores no estaleiro não podemos contar com eles em obra. Tendo feito esta observação e avaliação procurámos uma solução que nos ajudasse e eis que a generosidade de um bom coração nos ofereceu uma betoneira especial que é prória para este tipo de massa. O misturador de eixo vertical.
Foi necessário adaptá-lo à realidade local com a substituição do motor eléctrico por um motor diesel e aligeirar alguns aspectos. Cremos que será uma mais valia para tornar a produção dos blocos mais rápida e menos cansativa, podendo contar com mais trabalhadores na construção.
Apresento as fotos desta máquina que, assim, faz conjunto com a outra máquina de prensar os blocos. Um grande bem haja a todos os que têm colaborado para que, dentro em breve, no Gungo, se possa retomar o projecto de construções em BTC com nova técnica e isso possibilite criar melhores condições de funcionamento da missão e de vida para o povo.



 
 
 

4.ª Sessão de Formação FEC

O Grupo Missionário Ondjoyetu vem por este meio informar que a 4.ª Sessão do Plano de Formação de Voluntariado organizado pela FEC (Fundação Fé e Cooperação) realizar-se-á no próximo fim de semana, 12 e 13 de abril, em Leiria, no Seminário Diocesano.

Seminário Diocesano de Leiria

Não tarde a fazer a sua inscrição. Para esse efeito, contacte o Secretariado do Grupo Ondjoyetu ou envie um e-mail para a FEC (geral@fecongd.org), contendo o mesmo as seguintes informações: nome do(s) participante(s), organização a que pertence(m), tipo de estadia (completa, só refeições, só dormida…).
Apresenta-se a seguir o programa detalhado:

Tema: Relações Humanas e Vida em Grupo
Local: Seminário Diocesano de Leiria – Leiria

Sábado – 12 de abril
09h30: Acolhimento
10h00: É sempre possível ir mais além...
             Quais são os objetivos que estabeleço para a minha permanência no voluntariado?
             Debate
11h15: Intervalo
11h45: O que limita ou potencia o meu desenvolvimento como voluntário(a)?                   
13h00: Almoço
14h30: O desafio do grupo
16h30: Intervalo
17h00: O que desejo ver realizado como fundamentos do meu voluntariado?
20h00: Jantar
21h30: Convívio  
    
Domingo – 13 de abril
08h30: Pequeno almoço
09h00: Oração da Manhã
09h30: Testemunho Missionário
11h00: Avaliação
12h00: Eucaristia         
13h00: Almoço       


Formador convidado
Paula Silva

www.ondjoyetu.com
Testemunhos
Grupo Missionário Ondjoyetu |Angola

Equipa Plataforma Voluntariado Missionário 
Ana Patrícia Fonseca | FEC | 936665042
Grupo Missionário ONDJOYETU


Inscrição na Formação FEC – 1 sessão = 10€; 5 sessões = 20€
Estadia quarto duplo = 32,5€ 
Estadia quarto individual = 37,5€
Refeições = 7,5€  

http://www.fecongd.org/


Boa formação!

quarta-feira, março 26, 2014

Finalmente, a chuva

Olá amigos, boa noite e votos de bem-estar.
Por aqui estamos bem, graças a Deus e mais uma vez a preparar “armas e bagagens” para mais uma “incursão” no Gungo.
Amanhã sairemos para a Donga por lá estaremos até dia 7 de Abril. Teremos noivos, catecúmenos, um dia de retiro para cada centro, desta vez os de Chitiapa, Culembe, Longundo e Caponte. Nos dois próximos domingos teremos mais dois escrutínios dos catecúmenos com os respetivos dias de preparação. Neste sábado também teremos batismo de algumas crianças que “tinham ficado para trás”.
Ainda neste fim-de-semana teremos a visita de uma delegação da Comissão Diocesana de Juventude e no próximo (primeiro de Abril) de uma delegação diocesana do Apostolado da Oração.
Pelo meio teremos também os habituais trabalhos na lavra e também das construções.
Também esperamos que na semana que vem a Deolinda tenha consigo um grupo de meninas e senhoras para lhes dar formação.
No dia 7 iremos para o Uquende para o mesmo programa de caminhada quaresmal com os centros de Uquende, Chitonde e Chitunda. Também nessa semana faremos alguns trabalhos na moagem pois ainda existem alguns acabamentos à espera.
Finalmente, no dia 11 de Abril, sexta-feira, iremos para Tuma para mais um dia de retiro com o centro da Tuma e algumas comunidades do centro da Ondjila. É nesta comunidade que iremos celebrar o domingo de Ramos, o que já é uma tradição. Nesse mesmo dia devemos regressar ao Sumbe.

Então e a chuva?

Pois, esperaram por ela até agora… e nós também. Em Portugal tem sido demais; aqui muito escassa.
Normalmente começa a chover em meados de Fevereiro e os meses de Março e Abril costumam ser meses muito chuvosos. Mas estes últimos anos têm sido secos e este não escapou à regra. Entretanto, e ainda que timidamente, no início de Março começou a chover em algumas partes do Gungo. Houve um dia em que até nos prejudicou, mas não nos podemos queixar porque a temos andado a pedir.
Na semana passada ficámos na Donga para colocar o telhado na segunda casa que ali foi construída, a do catequista. Entre ameaça de chuva e algumas pequenas chuvadas, lá fomos colocando a estrutura metálica. Na quinta-feira alinhámos toda a chapa das duas águas, já com cumeeiras e tudo. Eram 22 chapas lacadas de 5 metros… íamos no quinto parafuso e começou a pingar. Recolhemos para não estragar as ferramentas elétricas. Ainda colocámos umas tábuas em cima das chapas… mas a chuva era cada vez mais forte, depois veio o vento, vieram os trovões e em poucos minutos as chapas voavam como se fossem folhas de papel e as tábuas pareciam lápis a cair no chão. Algumas até ficaram um pouco amolgadas e foram parar a uma certa distância.
Mas a vida é mesmo assim. Ainda a chover fomos recolher a ferramenta que entretanto ficara exposta à chuva e recolhemos a chapa com o projeto de a voltar a colocar no sítio.
Também aqui no Sumbe hoje choveu para contentamento nosso. Graças ao sistema de recolha de água das caleiras, a cisterna pequena ficou cheia, o que adia a vinda do camião cisterna.
Se em todo o lado a chuva é importante e necessária, aqui não o é menos. O povo depende dela para levar por diante uma agricultura que é ainda muito rudimentar e primitiva. Praticamente não existem sistema de rega no Gungo. Devido à seca dos últimos anos, muita gente se tem deslocado para a periferia das cidades ou para as zonas mais planas para aí produzir carvão.

Nas fotografias vemos a nossa lavra a ser cultivada com a colaboração de jovens e a fase de construção da segunda cada, que está à espera do telhado, tendo como fundo, à direita, a primeira casa que já está a entrar em fase de acabamentos.

Mesmo ficando algumas semanas sem contato, continuamos unidos espiritualmente.
Alegramo-nos com o nosso grupo por todos os avanços que tem feito na retaguarda, de modo particular a máquina de BTC.
Também agradecemos todas as renúncias que façam nesta Quaresma a favor da nossa missão na certeza de que elas contribuirão para continuarmos no caminho em que nos encontramos.
Um abraço e continuação de Santa Quaresma. 

P’la Equipa Missionária, P. Vítor Mira
 

terça-feira, março 25, 2014

Parabéns Geminação, parabéns às dioceses

Faz hoje, dia 25 de Março, oito anos que foi assinado o protocolo de geminação entre as dioceses de Leiria-Fátima e Sumbe, Angola. Essa geminação foi depois tornada pública a 13 de Abril do mesmo ano. Mais do que comemorar uma data histórica é de notar o trabalho que a diocese de Leiria-Fátima tem feito na diocese do Sumbe, de modo particular, na missão de S. José do Gungo.
Graças à presença da Equipa missionária e a todas as ajudas materiais e espirituais tem-se feito um trabalho de desenvolvimento social de base que faz caminhar uma comunidade de cerca de 25.000 pessoas para um desenvolvimento sustentado aos mais variados níveis.
O ponto de partida é o desenvolvimento da fé mas passa por muitos aspectos que se prendem com os problemas reais e diários daquele povo.
Dando cumprimento à geminação, desde Agosto de 2006 que está uma equipa missionária a acompanhar a comunidade e caminhar com ela e a construir o futuro qual casa comum onde todos se entreajudam... É ONDJOYETU (a nossa casa) e são muitos a colaborar.
 
Um forte abraço a todos os construtores

segunda-feira, março 24, 2014

Finalmente... Notícias


Olá amigos e amigas, muito boa noite.
Até me dói a alma por há tanto tempo não vos darmos notícias, mas estas últimas semanas têm sido bem exigentes e o tempo para nos sentarmos a escrever tem sido muito pouco. E agora haveria tanto por dizer… Vamos apenas a algumas coisas.
Como muitos de vós sabereis, desde o dia 21 de Fevereiro temos connosco uma nova missionária leiga, a Deolinda da Barreira. Com ela vieram dois casais amigos que vieram conhecer um pouco da nossa missão e também de Angola. Esta vinda coincidiu com a partida do P. David que esteve connosco quase três semanas para grande alegria nossa.
Com a Quaresma iniciámos um novo ciclo de trabalhos ao qual estamos a procurar dar continuidade.
Tal como o ano passado, este ano temos a proposta de um dia de retiro para cada centro da nossa comunidade a fim de melhor viver a Quaresma e preparar a Páscoa. Neste tempo de chuva (quando e onde chove) não é fácil mobilizar as pessoas para estas iniciativas porque a sementeira dos campos é a principal preocupação.
Entretanto, com a Quaresma abrimos as inscrições para catecúmenos e neste momento temos mais de 300 em toda a comunidade. Em cada domingo da Quaresma vamos fazendo a sua admissão simples ao catecumenado; daqui a uns meses faremos uma mais solene com entrega de cartões para os que estiverem a perseverar.
Também no início desta quaresma fizemos os exames de admissão à eleição para os catecúmenos que já estão a caminhar há alguns anos. Dos 51 examinados, 25 foram aprovados para a eleição e já estão a fazer os escrutínios para serem batizados na próxima Páscoa. Alguns também irão celebrar o seu Matrimónio Cristão. Existem ainda outros casais candidatos a este sacramento que ainda estão em fase de exame para poderem dar esse passo.
No dia 16 de Março celebrámos por antecipação o dia do nosso padroeiro, S. José. Como era um domingo da Quaresma, não pudemos dar um cunho muito festivo. Mesmo assim, ainda fizemos uma procissão… era para ser com uma imagem (pequena estátua) de S. José, mas como não chegou a tempo, imprimimos uma imagem e fizemos um pequeno estandarte com ela. Tudo tem um começo. No fim da missa houve uma surpresa: um pacontinho de leite achocolatado para cada pessoa presente (e eram mais de 500), oferecido por um armazém de produtos alimentares). Estamos a pensar transferir esta festa para o Tempo Comum. Ah, mas a festa teve a matança de um porquinho da missão que foi comido ao jantar com o Conselho Permanente e alguns outros colaboradores da missão. 

Outra faceta da nossa missão continuam a ser os trabalhos, com destaque para os agrícolas. Este ano ultrapassámos as barreiras anteriores de quantidades semeadas: 101 canecas de ginguba (amendoim) e 80 de feijão. Isto foi possível graças ao empenho da equipa, de alguns catequistas, de uma empresa do ramo alimentar de Luanda que nos deu comida e da população da Gungo que aceitou a modalidade de comida por trabalho. Assim foi possível preparar mais terreno e aumentar a área cultivada. Esperamos agora que a chuva, que tem estado muito incerta, ajude.
Por falar em agricultura podemos ver a bela melancia que a nossa horta deu e que ainda tinha sido semeada pelo Sr. Serra. E se era boa. Foi única, mas valeu por todas as outras que germinaram mas que por várias razões não chegámos a comer. Na foto da melancia podemos ver o Luís Menezes, nosso conterrâneo de Leiria e nossa visita nesse dia na missão.

Bem, como sempre, ao silêncio sucedem-se textos que nunca mais acabam. Hoje ficamos por aqui com as fotos que ilustram um pouco o que dissemos.

Um abraço e continuemos juntos. Cumprimentos a todas e obrigado por nos acompanharem.

P’la Equipa Missionária, P. Vítor Mira


quarta-feira, março 19, 2014

Feliz dia de S. José - Parabéns à missão do Gungo

Hoje, dia 19 de Março é o dia litúrgico da festa de S. José e, por esse motivo, é tradicionalmente o dia dedicado a todos os pais partindo do exemplo de S. José, pai adoptivo de Jesus.
Esta data também é muito significativa para a missão do Gungo pois o padroeiro daquela missão é exactamente S. José. Para além disso, em 2007, a 18 de Março, foi a criação da missão de S. José do Gungo deixando de ser um centro missionário dependente da paróquia da Sé, no Sumbe.
Por todos estes motivos nos alegramos e não deixamos de parte todos os "papás" da missão do Gungo. Implorando de Deus as maiores bênção para todos.
Vivamos unidos esta festa e que, por intermédio de S.José, todos sejamos abençoados.
Para a Equipa da Linha da Frente auguramos uma coragem semelhante à do santo padroeiro para irem levando por diante a tarefa de orientar o povo do Gungo. E um forte bem haja por todos os cuidados e protecção que têm sido.

S. José do Gungo: Rogai por nós!

Primeira parede


No seguimento do fabrico da máquina de fazer blocos BTC estivemos, na segunda, dia 17 e terça, dia 18, em testes e afinações na fábrica onde está a ser feita. Após muito fazer e desfazer blocos conseguiu-se o que se pretendia. Três modelos de blocos com a compressão e tamanho desejados. Isto permitiu fazer a "primeira parede" que fica como testemunho.
Estamos quase a dar por terminada a fase de fabricação e afinações, depois virão os testes de fabrico de blocos para ver o comportamento da máquina no processo de fabricação e a seguir o envio para Angola...
Na missão do Gungo estão à espera para poder iniciar novas construções e dar seguimento a este projecto.
 
Vamos construindo!

sábado, março 15, 2014

Evolução da máquina do BTC

 
Como já se vem falando dentro e fora do grupo, um dos projectos que está a preparar-se para dar passos mais sérios é o projecto do BTC (Bloco de Terra Comprimida).
Para tal estamos a preparar uma máquina que faça estes blocos. Já há umas semanas aqui se mostraram alguma imagens. Eis algumas imagens da evolução.
Esta máquina está a ser preparada na metalúrgica: ANCOL, em Albergaria dos Doze, uma empresa de fabrico de máquinas industriais e agrícolas.
 
Esta máquina permitirá fabricar tijolos com terra do Gungo e 10% de cimento. Estes blocos têm um processo de cura de 28 dias: 10 dias de cura húmida (debaixo de plástico e sendo molhados algumas vezes) e 18 dias de cura seca, à sombra. Só após este tempo poderão ser aplicados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Numa das imagens podemos ver as primícias dos blocos. Este foram os "primeirinhos" e estão já com bom aspecto.
 
 
 
 
 
Logo que a máquina seja dada por terminada iremos realizar um período de testes em estaleiro. Só depois disto se poderá enviar para Angola.
 
 
 
 
 
Este é um projecto que está a avançar com muitas colaborações sejam elas em ideias, em ajudas efectivas, em contactos, apoios monetários ou institucionais... É um projecto que vai mobilizando boas vontades e vai envolvendo muitas pessoas. Esta é a semente que agora está a florir e depois frutificará quando as construções na missão do Gungo se forem erguendo. Estes frutos multiplicar-se-ão quando a utilidade das construções der os seus resultados como locais de formação, oração e descanso...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vale a pena fazer parte da construção da ONDJOYETU (a nossa casa) 

quarta-feira, março 12, 2014

IRS solidário

Todos os anos, os contribuintes podem doar 0,5% do seu IRS a uma entidade particular ou de solidariedade social, religiosa ou de utilidade pública reconhecida pelo Estado.
Mais uma vez, estará ao nosso dispor por meio deste modo a possibilidade de ajudar a FEC (Fundação Fé e Cooperação) – organização de enquadramento do voluntariado missionário com a qual o Grupo Missionário Ondjoyetu tem trabalhado em estreita colaboração.
Para tal, basta que no Anexo H Quadro 9 (Consignação de 0,5% do Imposto Liquidado) - Campo 901Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública – se insira o NIPC da FEC - 502 868 783




Twapandula tchiwa.
Muito obrigado.