segunda-feira, junho 01, 2015

Nós por cá...

Olá, muito boa noite.
Há quanto tempo… não é verdade?
Pois é. Por falar em tempo… ele tem sido pouco para partilhar aqui o caminhar da nossa missão, como é habitual. E às vezes os meios técnicos também não ajudam.
Mas estamos vivos e de saúde, graças a Deus.
Não será possível contar tudo o que foi acontecendo ao longo destas últimas semanas. Mas algo vamos partilhar.
E vamos começar pelo fim.


Eu e o Diamantino chegámos hoje à noite de Luanda. Tínhamos ido para lá na sexta-feira e fizemos uma série de visitas e contactos que só seriam possíveis ao fim-de-semana. Fomos muito bem acolhidos e os resultados muito positivos.
Mas já na semana passada eu e o Mário lá tínhamos ido, dessa vez com o camião. Levámos uma carrada de 63 sacos de carvão (que ajuda à sustentabilidade da missão) e trouxemos uma carrada de solidariedade e ajudas preciosas: bens que vieram de Portugal (mais uma vez no contentor da EST – muito obrigado), comida oferecida por alguns armazéns de produtos alimentares, restos de painel sandwich oferecidos pela Steeldoor, e que nos vão ser muito úteis nos nossos trabalhos na Donga. Ainda trouxemos umas barras de ferro também para as obras que vamos fazendo na sede da missão.
Entre todos estes bens, um merece especial destaque: o novo frigorífico. Até agora temo-nos servido do “minorca” oferecido pelo meu primo Rui Ferreira em 2008 e que tem sido muito útil. Mas desde que temos energia da rede temos vindo a sentir cada vez mais a necessidade de um frigorífico com maior capacidade. E ele veio, ele veio!!! Muito obrigado ao nosso amigo António Agostinho pela oferta e à equipa Ondjoyetu em Leiria que no-lo fez chegar, tal como outros bens.
As fotografias dizem o resto. Até o esferovite do frigorífico serviu de moldura para uns “retratos”.
Quando houver oportunidade contaremos mais. Um abraço desta equipa e até à próxima, se Deus quiser.


P. Vítor Mira

sábado, maio 23, 2015

Sr Bispo Visitou a feira de Maio

Saudações,

Venho testemunhar a visita do Sr Bispo à feira de Maio com passagem pelo espaço do Grupo Ondjoyetu. 
Quem ainda não passou por lá que não perca tempo. A Feira está quase a acabar. Quem não for agora terá de esperar para o próximo ano.
O Grupo Ondjoyetu é uma presença habitual neste evento. Muitos amigos sabem que lá estamos a fazem questão de nos visitar e ver as novidades que por lá temos.


Obrigado ao Sr Bispo e a todos os que passam e ainda vão passar pelo nosso espaço. Missão também é isto!

P. David

terça-feira, maio 19, 2015

Assim foi o concerto, assim continua a missão...

Já foi há uns dias mas aqui ficam umas palavras: «Decorreu na tarde de Domingo, dia 10 de Maio, com início às 16:00h, no Teatro José Lúcio da Silva. Foi organizado pelo Grupo Missionário Ondjoyetu em colaboração com alguns amigos do Grupo ondjoyetu de que destacamos o Luís Matias, que é natural do Arrimal, e um grande amigo e membro do Grupo Ondjoyetu. Foi ele que mobilizou os músicos e até que desafiou o Grupo Ondjoyetu a realizar este concerto. O Luís Matias tem estado a trabalhar em Angola o que lhe possibilita o contacto periódico com os trabalhos realizados no Sumbe e no Gungo e, estando em Portugal, colabora com o Grupo a partir de cá.
Este espetáculo contou com a presença de um grupo de músicos de Vila Nova de Famalicão e do Porto que aceitaram vir gratuitamente pela causa e, assim serem músicos missionários.
Na plateia estiveram cerca de 400 pessoas que puderam deliciar-se com a beleza artística do concerto que pôde contar com piano, violino, violoncelo, guitarras, cavaquinho entre outros instrumentos e belíssimas vozes quer individuais quer em coro.
Graças às novas tecnologias, foi lido um SMS de agradecimento proveniente do Pe Vítor Mira e da Equipa Missionária que está em Angola, manifestando a união de toda a ação missionária. Como imagens de fundo, ao logo das quase duas horas do espetáculo, foram passando cenas da vida da missão em Angola e algumas belas paisagens naturais e humanas.
Ao longo do espetáculo foi sorteada uma tela alusiva à missão e tinha como título: "a lição". Foi pintada propositadamente para este evento pela pintora Georgina Efigénio, esposa de um dos músicos em palco, e reconhecida no panorama nacional das artes plásticas.
Será difícil citar todos os que contribuíram para o bom êxito desta iniciativa. Mas, desde os músicos à plateia, aos patrocinadores, divulgadores e entidades colaboradoras, a todos, o Grupo Missionário Ondjoyetu, e em nome do povo do Gungo, endereça um profundo Twapandula tchiwa (Muito obrigado)»





Obrigado a todos os que nas cadeiras do Teatro José Lúcio da Silva, ou de qualquer outra forma, colaboraram. Boa missão a todos!

quarta-feira, maio 06, 2015

Troca dos Vouchers em curso - Concerto a chegar!

Saudações,

Vimos dar a conhecer que a troca dos "Vouchers" pelos bilhetes para o concerto Solidário já pode ser efetuada na bilheteira do Teatro José Lúcio da Silva. O horário da bilheteira é das 18:00h às 22:00h.
Quem ainda não tem o voucher para trocar que se apresse a adquirí-lo na Gráfica de Leiria ou na portaria do Seminário...



Vamos ao espectáculo vamos em missão!

sábado, maio 02, 2015

A Feira de Maio já abriu

Abriu ontem a feira de maio dando um ar de festa à cidade de Leiria.
Não perca a oportunidade de nos visitar conhecer um pouco mais deste projeto e se quiser adquirir algum produto de artesanato, jinguba ou outros produtos vindos de Angola. Estão também à venda bilhetes para o concerto solidário a realizar no próximo dia 10 no teatro José Lucio.
Estamos juntos Jacinta

sábado, abril 25, 2015

Concerto solidário

O grupo missionário está a promover um concerto solidário a realizar no teatro José Lucio em Leiria às 16h00.
Propomos uma tarde bem passada com músicos de qualidade e veia missionária.
Este concerto é a favor do projeto missionário da Diocese que tem uma grande parte da sua ação em Angola caminhando com o povo do Gungo. Associe-se a esta causa participando no concerto.
Os bilhetes estão à venda junto de um dos membros do grupo missionário, na gráfica de Leiria e na portaria do seminário.

quinta-feira, abril 23, 2015

Equipa aguadeira

Boa noite.
Hoje o nosso novo missionário teve mais uma experiência nova (e vão sendo muitas): foi à Conda buscar água para o nosso consumo.
A Conda é uma vila que fica a cerca de 100 km. do Sumbe para o interior e onde se chega a partir de um desvio da estrada da Gabela.
Agora é um pouco melhor lá ir porque toda a estrada está asfaltada, mas ninguém nos poupa a um bom trecho muito sinuoso e que exige muita atenção do condutor.
Este hábito de lá ir a uma nascente buscar água já vem desde o ano 2006. Ao longo destes quase nove anos poupámos muito dinheiro evitando a aquisição deste bem tão essencial à vida. De cada vez que lá vamos trazemos cerca de 1000 litros e por isso a equipa é só de três elementos para haver lugar para os bidons.
Como a mana Teresa já é "velha" nestas andanças propusemos que a acompanhassem o Diamantino e a Rita, dois estreantes.
De manhã estavam todos bem dispostos e lá foram cumprir esta tarefa. Eu e as meninas Rosa e Celestina, que estudam, ficámos em casa com outras tarefas.
Ao fim do dia chegou o trio aguadeiro.
Dizia o Diamantino que para lá foi turismo, pois conheceu coisas que nunca tinha visto. A tarefa e o regresso já foram mais duros porque lavar, encher e carregar 40 bidons de água ainda é "dose". No regresso ainda apanharam chuva, mas não houve percalços, graças a Deus.
Agora devemos ter água para beber para uns dois a três meses.
Amanhã de manhã partirei eu para o Gungo para ir buscar os representantes da comunidade que vêm participar nas ordenações de dois diáconos que terão lugar aqui no Sumbe no próximo domingo. Por isso, é subir amanhã e descer no sábado.
Um abraço e tudo de bom.

P. Vítor Mira 

sábado, abril 11, 2015

Páscoa 2015

Olá, bom dia.
Finalmente uns minutos para por a escrita em dia…
Este ano a celebração da Páscoa foi marcada pelo “factor surpresa”. Estava marcada para a Donga e tudo se encaminhava nesse sentido.
Mas no fim-de-semana anterior, chuvas torrenciais abateram-se sobre o Gungo. Pouca gente participou na missa dos Ramos e as notícias que chegavam era que a picada tinha troços intransitáveis para veículos automóveis.
Assim, no domingo de Ramos mudámos a celebração da Páscoa para a Tuma, que também nos acolheu nesse fim-de-semana.
Escreveram-se cartas e enviaram-se por mão a todo aquele imenso Gungo. Havia esperança de que a mensagem chegasse e também que as pessoas viessem, mas sabíamos que a alteração ia causar transtornos: afinal os dois locais distam entre si 40 quilómetros e a Tuma fica num extremo da área da missão.
Chegámos à Tuma na quinta-feira Santa ao fim da manhã e estava pouca gente. Na missa da Ceia do Senhor já estava um pouco mais. Depois, como o caudal de um rio, vimos a cada momento chegar gente e mais gente, alguns de mota, a maior parte a pé, as mamãs com os cestos e bacias à cabeça e muitas delas com filhos às costas; os homens com as mochilas às costas. Mas também jovens e muitas crianças. A maior parte vinha com ar cansado mas à saudação respondiam sempre com um sorriso alegre e aberto.
Na sexta à tarde fizemos a via-sacra pelas ruas da aldeia e à noite celebrámos a Paixão do Senhor. Durante estes dias houve reuniões finais de preparação dos casamentos e dos baptismos. Também o sacramento da Reconciliação foi muito procurado. Na tarde de sábado foi exibido o filme “Paixão”.
A Vigília Pascal já foi marcada por uma grande enchente de pessoas. A celebração foi muito festiva e vivida com aquele espírito próprio das Páscoa. Na vigília receberam o baptismo 35 pessoas: idosos, adultos, jovens e bebés, entre eles, o meu xará Vítor. A missa durou cerca de 4 horas.
A noite foi curta e o domingo nasceu com um sol radioso. A missa deste dia ainda teve mais gente que a da vigília, de tal modo que muitos tiveram que ficar fora da capela (quem conhece sabe que é a maior do Gungo).
Nesta missa nasceram mais nove famílias cristãs no Gungo. Alguns dos noivos tinham recebido o Baptismo na noite anterior.
Mais uma vez, a liturgia foi de encher a alma: alegria, ritmo, cor, envolvência… fé que trouxe gente de locais tão distantes.
Após a missa foi a debandada geral. Em poucos minutos todos aqueles “acampamentos” desapareceram e ficaram apenas as marcas das fogueiras. Partiram mesmo sem almoçar porque as distâncias eram grandes para a hora que já era.

Nesta semana já subimos à Donga na terça com o camião e descemos na quarta. A picada está mesmo muito estragada, mas, com cuidado, dá para passar. Neste momento estamos a preparar-nos para sair de novo e por lá ficaremos até dia 20.

Até lá e continuação de santas festas pascais.

P. Vítor Mira

quinta-feira, abril 09, 2015


Saudações
Vimos por este meio informar que a habitual reunião mensal do Grupo realizar-se-á no próximo sábado, dia 11 de Abril, às 21:00h horas, no Seminário Diocesano de Leiria. Entre outros assuntos falaremos do concerto missionário a realizar em 10 de Maio.





Aproveitamos ainda para informar que, à semelhança dos anos anteriores, também este ano o Grupo Missionário Ondjoyetu estará presente na Feira de Maio de Leiria.





Continuação de Boas Festas Pascais!
We, we, we, Yesu Wapinduka!
We, we, we, Jesus Ressuscitou!


quarta-feira, abril 01, 2015

Batpismo com água... muita água!!

Olá, muito boa noite.
Cá estamos nós, como é habitual quando é possível, para partilhar uma pouco mais do nosso caminho missionário por estas terras quentes de Angola.
O baptismo do nosso novo missionário estava marcado para a Tuma, aldeia onde todos os anos celebramos o domingo de Ramos. Já o tínhamos avisado do calor que ali o esperaria e que por isso o baptismo de missão poderia ser algo duro, ainda para mais a dormir na pequena casa de adobes a que chamamos micro-ondas, por ser tão quente.
Afinal não foi quase nada como esperávamos.
No trajeto fomos apanhados por uma forte chuvada que formava grandes regos de água ao longo da picada. Durante a viagem tivemos que parar duas vezes para rebocar uma “avó-veio” (mota de três rodas com atrelado) e uma carrinha. A chover como estava, ficámos todos encharcados.
Quando chegámos à Tuma a chuva continuava a cair com grande intensidade. Saímos porque já estávamos molhados e só uns minutos mais tarde pudemos tirar as bagagens e mudar de roupa. À nossa chegada, encontrámos muito pouca gente por causa da chuva que por ali caía intensamente desde o dia anterior.
Durante a tarde a chuva continuou a cair e pouca gente esteve no retiro que estava programado. Alguns foram chegando todos encharcados, outros tiveram que acampar do outro lado de um pequeno ribeiro que se tinha transformado no largo rio, com alguma profundidade e forte corrente. Se tivéssemos chegado umas horas mais tarde o jipe já não chegaria à aldeia.
Com a chuva o tempo não estava assim tão quente. E também escapámos ao micro-ondas porque a comunidade já tinha preparado a nova casa para nos acolher, embora ainda não esteja acabada e faltem as portas e janelas.
De sábado para domingo toda a noite choveu.
No Dia de Ramos vieram mais algumas pessoas e com elas os relatos das tragédias que tinham acontecido: ribeiros com grandes caudais impossíveis de transpor, lavras inundadas e com as sementeiras arrastadas pelas águas, casas e celeiros destruídos pela intensidade da chuva. Também nos chegou a informação de que a picada principal estava intransitável para viaturas de quatro rodas: a água da chuva abriu grandes valas que “partem” a picada em bocados e não permitem o trânsito automóvel.
Nunca como neste ano tinha visto tão pouco gente no domingo de Ramos. As chuvas torrenciais que tinham caído e o receio de encontrar maiores dificuldades no regresso a casa impediu muita gente de participar.
No domingo de manhã chegaram alguns catequistas e os manos Carlos e Ana que tiveram que atravessar o citado ribeiro com água pela cintura e uma corrente mais fraca.
No fim do almoço regressámos ao Sumbe, tendo ficado decidido na reunião com os catequistas que a celebração da Páscoa será nesta mesma aldeia da Tuma porque não é possível chegar à Donga.
Para o nosso novo missionário foi um baptismo mesmo com muita água. A gincana na picada por causa da lama até o fez entender melhor os filmes que já viu.
Hoje, terça-feira, tivemos a Missa Crismal na Sé; amanhã será o dia de preparações e na quinta partimos de novo para o Gungo.
Boa semana santa para todos e um abraço.

P. Vítor Mira

sábado, março 28, 2015

O Diamantino está entre nós

Muito bom dia.
Como já foi noticiado, o Diamantino Narciso chegou a Angola ontem de manhã. Vinha sorridente e cheio de expectativa para esta missão de seis meses que o trás a Angola.
A recebê-lo estávamos eu, a Teresa e a sua prima, irmã Júlia da comunidade das irmãs hospitaleiras, uma veterana da missão que já anda por África há mais de 30 anos. Agora estava bem contente com a vinda do primo.
Logo que chegou o Diamantino começou em missão efetiva e de trabalho braçal. Fomos a um "cash and carry" de Luanda fazer umas compras para a missão e receber uns donativos em bem alimentares. Debaixo daquele sol escaldante, o nosso novo missionário teve logo um momento de grande transpiração.
Depois rumámos ao Sumbe onde já chegámos noite fechada. A receber-nos estavam as pessoas que vivem cá em casa e mais tarde chegou a Ana com o seu "filhinho". Estamos todos na foto. Depois vieram os sacos e saminhos, as encomendas e miminhos. Obrigado a todos os que enviaram  em nome de todos os que receberam.
Hoje iremos para a aldeia da Tuma para o dia de retiro desta comunidade e lá celebraremos amanhã o Domingo de Ramos. Vai ser mais um batismo de calor para o Diamantino. Aproveito para enviar os cumprimentos dele para todos e dizer que estas primeiras horas estão a decorrer muito bem.
Um abraço.

P. Vítor Mira

Projeto das manilhas no programa 70X7


Vejam o documentário no programa 70x7 que fala da água em que demos um contributo com a partilha do nosso projeto das manilhas. Podem ver todo mas é principalmente a partir do minuto 07:30.
Pode ainda calhar ao Diamantino colaborar na construção do poço.
Para ver clicar em: 70x7 (há sempre uma publicidade antes que não dá para saltar).

Vejam e partilhem. Estão aqui alguns dos presentes solidários do Natal de 2010...



O Diamantino já está em Angola

Saudações,

Eis uma foto antes da partida no dia 26/03/2015:


E ontem, dia 27, às 10:37 recebi um SMS que dizia: "O Diamantino chegou bem. Estamos no Mega a carregar. Abraço".
Isto significa que o Diamantino já está com o Sr Pe Vitor Mira e os restantes elementos da missão. Estavam num hipermercado de Luanda a carregar algumas mercadorias para depois rumarem ao Sumbe. 330Km estavam à espera. Para o Diamantino será o deslumbramento da chegada, os primeiros contactos...
Boa missão para todos! Os que estão do lado de lá e os que estamos do lado de cá. Seja na ação concreta ou através da oração continuemos juntos.
Um abraço

quinta-feira, março 26, 2015

Palavras e imagens...

Olá, muito boa noite.
No momento em que o Diamantino Narciso estará a viajar para Angola, partilho aqui convosco algumas palavras e imagens da nossa missão.
Chegámos ontem a Luanda, por volta do meio dia, eu e a Teresa. Apanhámos uma forte chuvada pelo caminho e encontrámos Luanda com inúmeras lagoas de água castanha, algumas dessas lagoas em estradas e vias rápidas. E calor, calor húmido.
Aproveitámos o dia de ontem e hoje para andar nas voltas. Há menos trânsito em Luanda porque muita gente nem pode sair de casa nestes dias, principalmente os que vivem nos bairros. Mas o menor tráfego é "compensado" palas lagoas e buracos que fazem abrandar a velocidade e "empancam" os trânsito. Há lagoas que fazem tremer o coração: o jipe entra, vai afundando, a água vai subindo nele e nunca sabemos que começar a emergir... mas, graças a Deus, sempre emergiu.
Já foram partilhadas palavra e imagens das últimas estadias no Gungo. As construções antigas estão todas caiadas por dentro e por fora e muito mais bonitas.
Agora só faltam as casas de adobe, mas primeiro teremos que lhes colocar as janelas.
Além da campanha da caiação que deu origem à missão com pinta também tivemos encontro com as comunidades no contexto da caminhada quaresmal para a Páscoa.
Entre os vários grupos contamos o dos casais amigados que se preparam para celebrar o seu casamento nesta Páscoa e alguns também para serem batizados. Vemo-los numa das fotos.
Também vemos o Luís Matias numa noite de convívio e partilha com a comunidade numa troca de músicas e cumplicidades que vão fortalecendo a amizade.
Mas digam lá... a nossa missão está muito muito mais bonita, não está? E olhem que cá em direto e ao vivo ainda é melhor. Ampliem a foto e contemplem aquela paisagem onde está o salão fotografado de um plano superior.
Um abraço e até ao nosso reencontro.

P. Vítor Mira

quinta-feira, março 19, 2015

Feliz dia de S. José


Saudações,


venho por este meio desejar a todos os que passam por este espaço um feliz dia de S. José que é o padroeiro da missão do Gungo. Faço votos de que o grande exemplo deste santo nos continue a edificar a todos.

E não se esqueçam de que ele é modelo para os pais...

quarta-feira, março 18, 2015

Missão com pintaaaa - Parte II


Um grupo de amigos que trabalha em Angola está a cumprir a promessa feita há uns tempos atrás de tornar a missão Donga mais branca. Vejam o resultado na partilha na nossa página do Face:https://www.facebook.com/luis.matias.524381/posts/620080394792276




Envio Missionário do Diamantino na peregrinação diocesana

O Diamantino Vieira Narciso tem 65 anos, reside na paróquia dos Parceiros, integra o grupo missionário Ondjoyetu há vários anos e, desde o início, que procurou integrar-se nos vários dinamismos e actividades. Já participou por duas vezes nas missões do Alentejo e faz parte dos membros cativos do grupo.
Durante muito tempo não estava no horizonte deste missionário partir para Angola mas, no desenvolvimento da sua caminhada de formação e discernimento, surgiu o apelo a uma entrega mais profunda. Decidiu partir durante seis meses para integrar a Equipa missionária na missão do Gungo e juntar-se ao Pe Vítor Mira e aos leigos angolanos que estão ao serviço na missão.
A doação e entrega deste voluntário não se resume ao grupo missionário pois integra o grupo dos Samaritanos como visitador das cadeias e faz parte da equipa do Banco alimentar do distrito de Leiria.
Este voluntário missionário será enviado pelo Sr Bispo D. António Marto no próximo domingo 22 de Março, no encerramento da peregrinação diocesana em Fátima às 16:45h.
Deixa a esposa, dois filhos e uma neta à espera do seu regresso dentro de seis meses e parte de coração disponível para todo o trabalho que seja necessário realizar e esteja ao seu alcance.
A partida será no próximo dia 26 de Março e, na bagagem, o Diamantino leva muitas palavras de incentivo daqueles que o vão acompanhando neste últimos tempos e, certamente, levará o apoio de toda a diocese de Leiria-Fátima que o envia.
Assim se vai construindo “Ondjoyetu” a nossa casa.

Aos membros do Grupo Ondjoyetu recomendamos que marquem presença no envio para engrossarmos o número dos diocesanos presentes...
Até lá!


terça-feira, março 10, 2015

IRS solidário

Todos os anos, os contribuintes podem doar 0,5% do seu IRS a uma entidade particular ou de solidariedade social, religiosa ou de utilidade pública reconhecida pelo Estado.
Mais uma vez, estará ao nosso dispor, por meio deste modo, a possibilidade de ajudar a FEC (Fundação Fé e Cooperação) – organização de enquadramento do voluntariado missionário, com a qual o Grupo Missionário Ondjoyetu tem trabalhado em estreita colaboração.
Para tal, basta que no Anexo H Quadro 9 (Consignação de 0,5% do Imposto Liquidado) - Campo 901Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública – se insira o NIPC da FEC - 502 868 783



Twapandula tchiwa.
Muito obrigado.

sexta-feira, março 06, 2015

Duas máquinas a caminho e a reunião mensal "na calha"

Saudações,

Ontem, dia 05 de Março, foi carregada em Urqueira e levada para as instalações da empresa Espaço Mecânico a "máquina de BTC" e o crivo.
São duas peças importantes para este projecto que servirá para as novas construções na sede da missão (a Donga) e outras que se venham a fazer no nosso Gungo.










Na carrada estava a prensa hidráulica com respetivo carrinho de transporte e elevador, o crivo, que servirá para preparar a terra e areia, e as rampas para carregar e descarregar as máquinas do camião da missão (o nosso elefante).









À espera de vez fica ainda a betoneira (uma misturadora de eixo vertical) em que falta fazer uns últimos retoques mas que seguirá brevemente.



Recordo que amanhã, sábado, dia 07 de Março, teremos a nossa reunião mensal às 21:00h no Seminário em Leiria. Aí vamos construir as próximas atividades... Até lá!

terça-feira, março 03, 2015

"Uma Missão... com pintaaaa!!"


Olá, muito boa tarde a todos os nossos amigos e visitantes.

Antes de mais, espero que o teatro na Batalha tenha corrido bem e, em nome do povo do Gungo que vai beneficiar de mais este gesto solidário, quero agradecer a todos os que o tornaram possível.

Por cá este fim-de-semana foi de mais uma ida ao Gungo, mas desta vez com uma tarefa especial: mudar a imagem da nossa missão Donga.
A ideia foi do nosso amigo Luís Matias e ele é que mobilizou a equipa. Desta vez foi pequena, mas acreditamos que da próxima vez terá mais colaboradores.

A Mopic também deu um contributo fundamental com a oferta da cal.

Saímos do Sumbe no sábado pelas sete da manhã. A viagem correu bem porque não tinha chovido.
À chegada vimos que a “empresa de desratização” esqueceu-se uma “funcionária” na nossa cozinha (as cobras comem os ratos) e o catequista José Calei teve que a despedir de uma forma violenta (como se pode ver na imagem).
A matança continuou, mas desta vez da cal. Até deitou fumo…
Depois do almoço deram-se as primeiras pinceladas. No fim do dia já as paredes tinham outra cor e a ausência de chuva (que nos últimos dias tinha sido abundante) foi uma ótima ajuda.
No domingo celebrámos a Eucaristia com a comunidade da Calumbamba (desta vez não tivemos atividades de cariz pastoral) e a equipa de caiação ainda aproveitou para dar mais umas pinceladas antes do almoço.
Depois de “devorados” dois galos da capoeira da missão com funge de milho e esparguete (o trabalho físico, no campo, ajuda a abrir o apetite), preparámos as bagagens e regressámos ao Sumbe com a promessa de voltarmos em breve. E foi na despedida que o nosso poeta teve esta bela expressão: "Esta é uma missão... com pintaaaa!"
Pelo caminho apanhámos chuva, dançámos na lama e ainda tivemos que tirar uma árvore que estava caída na picada.
Mas tudo correu bem, graças a Deus. E a nossa missão vai ficando cada vez mais bonita com a ajuda de tanta e tanta gente que acredita e apoia este projeto.
Um abraço para todos e boa semana.

P. Vítor Mira