domingo, setembro 28, 2014

Reunião mensal de outubro

 Saudações fraternas!

Vimos por este meio relembrar que a habitual reunião mensal do Grupo se realizará no próximo sábado, dia 4 de outubro, às 21 horas, no Seminário Diocesano de Leiria. Entre outros, serão tratados assuntos concernentes à nossa acção missionária em Angola e em Portugal, partilhar-se-ão ideias e vivências e não faltarão os momentos de convívio e de oração.


http://portal.ecclesia.pt/pjuvenil/site/index.php/recursos/documentos/outros-documentos/396-conclusoes-jornadas-missionarias-2014-e-jornadas-nacionais-da-pastoral-juvenil
 
 Aproveitamos ainda para vos fazer um convite à leitura imprescindível das conclusões das Jornadas Missionárias Nacionais / Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil 2014. Para o acesso às mesmas, cliquem por favor na imagem ao lado. 



Também este ano, o Grupo Ondjoyetu marcou presença nestes dois dias de reflexão, aprendizagem, comunhão, alegria missionária. Além da grande variedade de convidados que nos enriqueceram vivamente com as suas partilhas, destacamos aqui uma família de músicos que a todos nós nos encantou com a sua actuação de diversos temas e o seu testemunho de vida: Figo Maduro

Figo Maduro na SIC, em maio de 2014

Até sábado!

sexta-feira, setembro 26, 2014

Obrigado mana Tânia

Olá, muito boa tarde.
Há quanto tempo, não é verdade? Pois é, não têm sido possíveis as nossas habituais partilhas porque o tempo tem sido muito preenchido, com mudanças dos zero aos mil e picos com muita frequência. Eu explico: no Sumbe estamos ao nível do mar (zero), quando subimos ao Gungo passamos dos mil metros de altitude, eh, eh.
E com tudo isto já andamos com umas voltas de atraso, isto é, já se passaram muitas coisas de que não demos conta e ainda desejamos partilhar.

Já foi dada conta de que a Tânia Santos regressou a Portugal. Ficamos contentes por ter chegado bem, ainda que cansadita. É normal.
Mas antes de chegar… partiu. E antes de partir, despediu-se da comunidade, na aldeia da Tuma.
Na missa desse dia leu a primeira leitura em umbundo e todos ficaram impressionados com a qualidade da leitura. Diziam que até parecia que já cá estava havia muito tempo, ainda para mais com a ajuda da indumentária.
No fim da missa foi lida uma mensagem de agradecimento pelo tempo em que esta jovem estudante de medicina esteve no Gungo e pela sua dedicação à comunidade.
Além do trabalho que fez no Gungo a Tânia ainda colaborou nos hospitais provincial e municipal do Sumbe, onde foi muito bem acolhida pelos médicos que ali trabalham que também apreciaram o seu humanismo e amor ao próximo. Foram cerca de 10 dias em que ajudou e aprendeu muito numa experiência algo diferente da do Gungo.
Depois das despedidas no Gungo foi tempo de no Sumbe fazer as tradicionais e demoradas trancinhas realizar a viagem para Luanda, onde tirámos a última fotografia, e partir para Portugal.
Em nome do Grupo Missionário Ondjoyetu e do povo do Gungo queremos agradecer ao “Move-te Mais” a reedição desta parceria pelo quarto ano consecutivo. À Tânia queremos dar os parabéns pela sua dedicação e trabalho que aqui fez.
Dois aspetos destacamos: o fato de ter vindo sozinha, o que aconteceu pela primeira vez no âmbito da nossa parceria com o “Move-te Mais”, e ter aceite vir sem ter na missão nenhum voluntário leigo de Portugal integrado na equipa missionária, ainda para mais tendo-me eu ausentado para Portugal durante dez dias.
Parabéns Tânia, muita coragem para a tua caminhada humana e de fé e para os teus estudos.
Um bem-haja também a todos os que colaboraram de algum modo para a realização desta missão desta jovem estudante de medicina.

P. Vítor Mira

quinta-feira, setembro 18, 2014

Calendário das atividades Ondjoyetu 2014/2015

Saudações missionárias!

Divulgamos desta forma o calendário das atividades Ondjoyetu previstas para este novo ano pastoral.

Aproveitamos para relembrar os eventos mais próximos:
  • 20 e 21 de setembro - Jornadas Missionárias Nacionais / Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil, em Fátima;
  • 4 de outubro - reunião mensal de grupo;
  • 17 de outubro - vigília missionária diocesana;
  • 24, 25 e 26 de outubro - celebração dos 15 anos Ondjoyetu, no mercado de Sant'Ana, em Leiria. 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZSEpwc7Ddlx-dxKDMIciRj_8SI_GRri0WxqknRcocaK6R_VYpvk84L5JJo-pxNlO7LDiPHpjDhbx8jJrnHPs0xcno3GP9ktj783gsxNuoVcpXtW7igNoVYUA6j754AIzl5vr4/s1600/calend%C3%A1rio+anual+2014-15+-+ondjoyetu2-2.jpg
Clicar na imagem para ampliá-la.


Tukasi kumosi.
Estamos juntos. 

terça-feira, setembro 16, 2014

Chegada da Tânia Santos

Saudações a todos os que percorrem este espaço,
 
Venho testemunhar a chegada da Tânia Santos, a voluntária da Associação Move-te Mais que esteve em missão em Angola durante um mês e meio a cuidar da saúde do povo do Gungo e a desenvolver formações nesta área.
Chegou na quinta-feira, dia 11, vinha um bocadinho cansada mas animada e cheia de histórias e vivências para contar e partilhar. Destacam-se ainda as trancinhas que lhe ficam mesmo bem.
Cada etapa desta parceria é uma mais valia no sentido de haver melhor saúde no Gungo. É um complemento ao trabalho contínuo que se vai fazendo em ordem ao desenvolvimento da comunidade do Gungo que está sob a responsabilidade da Equipa Missionária.
Um grande bem haja à Tânia pela coragem de ter aceite ir em missão e à Associação Move-te Mais por manter a parceria com o Grupo Ondjoyetu.

terça-feira, setembro 09, 2014

Novidades aquém e além

Saudações a todos os que vistam este espaço,
 
 
Venho dar conhecimento das últimas novidades.
No passado dia, 04 de Setembro, o Pe Vítor regressou a Angola após uma breve vinda a Portugal. No mesmo avião seguiu também a Ana Sofia Pereira, membro do nosso grupo, mas, desta vez, não irá para integrar a Equipa da Linha da Frente.
Em Angola está a Tânia Santos, estudante de medicina, que está a terminar o seu tempo de estadia por terras angolanas. Ao longo desta semana, na quinta-feira, regressa a Portugal para continuar os seus estudos.
 
 
Por cá fizemos, no passado sábado, dia 06, a abertura oficial do ano de actividades do Grupo Ondjoyetu e, ao mesmo tempo, marcámos os 15 anos do início do Grupo. O programa incluiu a celebração da Eucaristia evocativa destas intenções seguida de reunião-convívio em que nos reencontrámos e foi possível transmitir informações e organizar os próximos tempos.

sexta-feira, setembro 05, 2014

Jornadas Missionárias 2014

Nos dias 20 e 21 de setembro, realizam-se em Fátima, juntamente com as Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil, as Jornadas Missionárias 2014, sob o tema Família, um projeto… .
As jornadas continuam o seu objetivo geral de descobrir, aprofundar e traçar novos caminhos de evangelização a partir de Cristo, focando-se este ano, de um modo particular, nos desafios que a sociedade atual lança à Família.

As Jornadas Missionárias começam no dia 20 com o painel Família hoje…, cujos intervenientes serão Margarida Cordo, Pedro Valinho e Joaquim Azevedo, e o moderador o padre João Aguiar. Durante a tarde realizam-se seis workshops em simultâneo, seguidos de um plenário e Eucaristia. À noite, a partir das 21h00, terá lugar um convívio com testemunhos missionários.
No segundo dia, a 21, D. António Couto reflete sobre o tema Evangelho e missão da Família, e à tarde, a partir das 15h00, uma mesa redonda reúne atores, escritores e apresentadores que discorrerão sobre o tema Família e comunicação.

A organização do evento é da responsabilidade da Comissão Episcopal de Missões, das Obras Missionárias Pontifícias, do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil e da CIRP.

Marquem já na vossa agenda! E inscrevam-se aqui.
Para mais informações sobre o Programa, cliquem, por favor, na seguinte imagem:

http://www.opf.pt/index.php/jm2014

“Se as famílias são frágeis por definição, elas são ao mesmo tempo esse lugar único onde sempre se pode manifestar o milagre de amar de novo, amar ainda mais, para além das incompreensões, sofrimentos, desilusões. Amar e sentir-se amado. É que o amor de Deus faz que da sua própria família nos abramos a uma nova família: à família da sociedade, à família da Igreja, à família do mundo. E isto é Missão!” Pe. António Lopes, SVD (Diretor Nacional OMP)

Boas Jornadas Missionárias!

quarta-feira, setembro 03, 2014

Angelicana, mãe de uma grande família

Olá, muito boa noite.
Amanhã já é dia de regresso a Angola. Por isso ainda quero aproveitar para partilhar convosco algumas das últimas novidades da missão.
Na última semana que lá estivemos demos mais uns passos em direção à sustentabilidade da missão, um dos objetivos dos nossos projetos de desenvolvimento.
Depois da primeira capoeira, que já tem habitantes, fizemos a segunda, mesmo ao lado. O objetivo é ter dois espaços separados , um para as galinhas poedeiras, outro para o resto da classe galinácea.
Aqui há uns anos foi oferecida à Angélica Filipe uma porquinha ainda pequena que logo recebeu o nome de Angelicana. Entretanto a porquinha cresceu, ficou prenha, pariu alguns porquinhos, mas comeu-os todos.
Depois “ganhou juízo” e a família cresceu. Já temos ao todo 16 suínos, entre machos e fêmeas, sem contar dois ou três que já comemos, mais três que já foram vendidos e ainda os que morreram. Portanto, a Angelicana é mesmo de boa fibra.
Desde o início que a “família” esteve à guarda da mãe Carolina, no Uquende. Nós fomos apoiando com as despesas da alimentação dos animais. Mas para ela já era um peso. Por isso, há uns tempos começámos a preparar um local que aos poucos foi recebendo melhorias e finalmente ficou terminado neste mês e Agosto. Depois o camião Mogui Mogui Elefante Branco transportou toda a bicharada para a nova “casa”. Ao princípio viu-se que estranharam, depois rapidamente se adaptaram.
A criação destes animais visa apoiar a nossa alimentação (para não estarmos tão dependentes dos enlatados) e também proporcionar receitas para a missão com a sua venda.
Muito obrigado a todos os que de alguma forma foram apoiando a implementação destes projetos.
Um abraço e até breve.

 
P. Vítor Mira

segunda-feira, setembro 01, 2014

Formações na Donga

Olá amigos, boa noite.
Como já foi noticiado, estou em Portugal por uns dias…
Aproveito ainda para partilhar um pouco do que foram os últimos dias da nossa missão antes de vir.
De 14 a 23 de Agosto estivemos no Gungo. Como a cantina da missão estava a precisar de abastecimento, aproveitámos para ir no camião Mogui Mogui Elefante Branco, deixando assim abastecimento para um mês.
Além da peregrinação à Pedra Gonga, a que já fizemos referência, durante esses dias tivemos ainda outras atividades.
A mana Tânia deu três formações: lideres da Pastoral da Criança, Parteiras(os) Tradicionais e Promotores Rurais de Saúde. Pelo meio atendeu inúmeras pessoas que recorrem à missão com vários problemas de saúde. As filas de espera nunca terminam e alguns até parece que querem aproveitar a presença da médica para curar alguma doença que ainda poderão vir a ter quando ela já não estiver…
Durante estes dias também houve retiro de cerca de 50 catecúmenos que andam na escola, aproveitando a pausa escolar de agosto. Num dos dias tivemos aquilo a que chamamos “campanha”: uns foram cortar lenha para missão, outros “capinar” um terrenos que queremos semear nas próximas chuvas. No fim houve surpresa: leite e cereais que tinham oferecido à nossa missão. E como lhes “cuiou” (agradou).  Aquelas crianças e adolescentes ficaram tão animados com o que viveram na missão que nem queriam ir embora… mas tinha que ser porque a seguir vinham outros.
E os que vieram a seguir foram os catequistas, menos do que esperávamos, e os promotores rurais de saúde, cerca de 40. A estes últimos apelámos a que aproveitassem bem a formação e a levassem à prática nas suas vidas, famílias e comunidades. Demos a conhecer que embora a formação para eles fosse gratuita, de fato ela tinha custos que outros suportavam para os poder apoiar.
E foi muito interessante a reação: no fim da formação leram uma bela mensagem de agradecimento à mana Tânia e deram-lhe uma oferta de cerca de 8.000,00 kwanzas (um pouco mais de 50,00 euros). Foi um gesto bonito de quem tem pouco, mas percebeu que mesmo assim também pode partilhar. E a Tânia foi “obrigada” a aceitar.
Mas durante estes dias ainda houve mais… fica para a próxima. Ficam as fotos que ilustram esses dias e um abraço.

P. Vítor Mira






 

domingo, agosto 31, 2014

Peregrinação à Pedra Gonga

Olá, muito bom dia.
Aqui estamos para partilhar em algumas linhas mais alguns passos da nossa missão.
Depois do regresso do Longundo estivemos alguns dias no Sumbe. No dia 14 de Agosto subimos para a Donga para preparar a peregrinação à Pedra Gonga, uma capela construída por volta de 1950 sobre uma enorme  rocha, junto à aldeia do Uquende.
No dia 16 de manhã, sábado, partimos da Donga a pé com algumas dezenas de pessoas que já tinham chegado de vários pontos da missão. Percorremos cerca de 17 km e foram-se juntando a nós outras pessoas que vinham de outras aldeias e com as quais já tínhamos encontro marcado para prosseguirmos juntos. Logo que chegámos encontrámos outras pessoas que já tinham chegado de outros pontos da comuna do Gungo e dirigimo-nos à pequena capela para agradecer a chegada e o encontro.
De tarde tivemos a celebração da missa na capela do Uquende seguida de um tempo de oração de meditação.
À noite fizemos uma procissão de velas com uma imagem de Nossa Senhora desde a capela do Uquende até à pequena capela da Pedra. Foi grande o número de pessoas que participaram neste momento. O andor era muito simples e pobre, feito com uns paus tortos, a inspirar o sonho de fazer um mais adequado; também as velas “made in China” se apagavam com algumas facilidades e estavam a pedir uns copinhos de plástico para as proteger do vento, que entretanto já vão a caminho para uma próxima oportunidade. Durante o percurso meditámos os mistérios do Rosário.
No fim, já de regresso à aldeia, era grande o contentamento das pessoas por aquela experiência de fé e ainda ficaram mais uns largos minutos a cantar e a dançar para expressar essa alegria da fé.
O domingo começou com a oração de Laudes na aldeia. Após o “mata-bicho” e as devidas preparações, tivemos a celebração da missa dominical junto da antiga capela com a presença de várias centenas de pessoas provenientes de toda a área da missão.
No as pessoas voltaram às suas aldeias certamente mais animadas e revitalizadas na sua fé.
Em anos anteriores já tinham feito procissões até esta capela. Mas em 2013 a missão iniciou este que queremos que seja um momento importante ao longo do ano. Foi naquela capela que foram batizados os primeiros cristãos do Gungo e por isso é um marco histórico na fé da comunidade
Um abraço e até breve.

P. Vítor Mira

sábado, agosto 30, 2014

15 anos em missão - vamos celebrar!

Saudações a todos os membros do Grupo Ondjoyetu, nos vários graus de participação, e simpatizantes.

Vimos por este meio anunciar que estamos a passar pela data em que se realizou o primeiro encontro de jovens missionários que terá resultado no que hoje é o Grupo Missionário Ondjoyetu. Esse encontro ocorreu no final de Agosto de 1999 quando se deslocaram à nossa diocese alguns jovens de Créteil, França. Na altura foi feito um encontro de partilha e como continuação e por orientação do Sr Pe Vítor surgiu um grupo que foi reunindo e caminhando ao longo de 15 anos de dinâmica missionária dentro e fora da diocese e do país.

Vamos procurar viver este momento como uma oportunidade para reforçarmos a nossa coragem missionária e aumentarmos o ânimo para continuar. Nesse sentido propomos desde já vários momentos distintos:

- Abertura das actividades do Grupo Ondjoyetu, no dia 06 de Setembro, às 20:30, no Seminário, com celebração da Eucaristia seguida de jantar partilhado e apresentação do plano anual de actividades.

- Vigília missionária diocesana, no dia 17 de Outubro, às 21:00h.

- Presença no Mercado Sant’Ana nos dias 24 a 26 de Outubro. Do programa consta a abertura da exposição fotográfica renovada e do testemunho dos 15 anos de actividade do grupo. Esta presença num espaço privilegiado no coração da cidade pretende mostrar o que se foi fazendo e ao mesmo tempo despertar e aumentar a consciência missionária.

Marquem nas vossas agendas e apareçam!

Pelo Grupo Ondjoyetu: Pe David Nogueira Ferreira

quinta-feira, agosto 28, 2014

Pe Vítor está entre nós

Saudações a todos,


 
 
 

 
 
O Pe Vítor Mira veio a Portugal para uma visita rápida. Damos o testemunho da sua chegada. Estará entre nós apenas dez dias. Vem animado e com mais histórias para contar.
Em Angola ficou a Tânia Santos que tem estado a desenvolver trabalho na área da saúde e os restantes elementos, angolanos, que integram as várias funções na missão.
 
 
 
Esta vinda é oportunidade para nos inteirarmos do andamento da missão e, ao mesmo tempo permite ir preparando mais algumas etapas.
 
Boa missão para todos!

quarta-feira, agosto 13, 2014

Uma mãe sem filho e uma filha sem mãe

Olá, boa noite.
Cá estamos de novo… e com tanto para contar… que nem vai dar.
Como disse no último “post”, na sexta-feira partimos para o Longundo por um caminho desconhecido.
Graças a Deus o nosso guia não falhou e acompanhou-nos a partir do Seles. Já tínhamos percorrido 70 km. desde o Sumbe. Rumámos em direção à Catanda, daí para o Atóme, via da Chila e corte para o Longudo. Foram aos todo 80 km. de asfalto e 75 de picada, nuns sítios melhor, noutros nem tanto. Subimos montes, descemos vales, passámos por dentro de rios graças ao tempo seco em que nos encontramos, cruzámos pontes de paus e tábuas que por vezes fazem arrepiar. Das muitas aldeias por que passámos, todas parecidas, cada uma com o seu nome, ficou o de uma: Leiria. Terá algum conterrâneo nosso andado por ali?
Já perto do Longundo passámos pela Chinjamba, rodámos dentro da aldeia e até parámos para saudar as pessoas que vieram ao nosso encontro. Quando o sol já declinava no horizonte chegámos ao nosso destino, cerca de 7 horas depois de termos partido. À nossa espera um grupo de pessoas com batuques a cantar, dançar, bater palmas… a dar as boas vindas, momento que sempre emociona. Depois acompanharam o jipe com aquelas danças de ritmos tribais até à aldeia.
Foram-nos mostradas as instalações começámos a descarregar o jipe com a ajuda de algumas pessoas e o olhas atento e curioso das crianças com olhos bem arregalados de tanta coisa que saía daquela caixa metálica branca. Algumas das mais pequenas fugiam de medo e ficavam a ver-nos ao longe com olhar desconfiado. Ocupámos os nossos quartos e conhecemos a sala onde tomaríamos as refeições. Logo o avô Filipe se pôs a fazer uma sopa que nos soube muito bem. Nesse dia o cansaço era tanto que só deu para jantar, fazer alguns ajustes no programa da visita e fazer a oração da noite.
No sábado, depois da oração da manhã e do mata-bicho, distribuímo-nos pelas nossas tarefas: a Tânia nas consultas com o apoio das manas Joaninha e Teresa para a tradução e rastreio; o avô Filipe na cozinha, eu com as habituais reuniões com vários grupos da comunidade. A determinada altura a Teresa foi atender de cantina pois tínhamos levado sabão, sal, esparguete e lixívia, o que tínhamos disponível na altura. Como o dinheiro por ali é pouco, a maior parte das coisas foram vendidas à troca por milho.
No domingo tivemos a missa dominical na capela que tem paredes mas a que falta ainda o telhado. Estava muita gente e entre todos, um catequista que agora vive no Atóme e cuja presença me emocionou porque não o via há muito tempo e trazia vestida uma camisa que lhe ofereci em 1995, quando ele vivia no Gungo. Merecemos uma fotografia.
No domingo de tarde mais consultas, mais reuniões e uma lição de culinária para ensinar as pessoas a fazer sopa. Deu sucesso e muitos provaram a dita sopa que teve que ser comida diretamente do prato para a boa porque por ali não há colheres.
Entre muita coisa que aconteceu marcaram-nos duas situações em que nos implicámos. Uma grávida da qual a Tânia suspeitava que tivesse a criança morta no ventre (o que se veio a confirmar quando chegámos ao hospital do Sumbe) e uma bebé de 12 dias que a mãe e a irmã gêmea tinham morrido no parto e que praticamente não estava a comer nada.
Em vez da ginguba que queríamos comprar, trouxemos a mãe que ficou sem filho e a filha que já não tinha mãe e tem sido cuidada pela tia, mais duas crianças e uma cunhada. No tejadilho um cabrito “barreguento” que nos ofereceram no Caponte… mais bagagens, milho, ainda alguma ginguba… jipe a “abarrotar”.
À saída do Seles um polícia mandou-nos parar, mas o outro que estava à sombra na cadeira deu “instruções”: “esse aí é padre, saúda só e deixa seguir”. Recebemos um sorriso simpático, uma cara de admiração pelo local de onde vínhamos e votos de boa viagem. Como é mágica e bela a palavra “missionário”.
No Sumbe, mal chegámos a casa, eu e a Tânia partimos para o hospital noutro carro com os “casos” que trazíamos, enquanto o resto da equipa ficou a descarregar o “Cavalinho Branco”.
Ainda nessa noite a pequena “Quintinha” (porque nasceu à quinta-feira) tomou o primeiro alimento em vários dias (graças ao meu “xará” Vítor tínhamos em casa um biberon e leite próprio para recém-nascidos) e recebeu o nome daquela que pelo menos nestes dias muito a ajudou segurar a vida: Tânia!
Ontem tivemos a visita da simpática família Menezes (já falámos do Luís), que é da Maceira.
Neste momento o camião está carregado e, se Deus quiser, amanhã de manhã partiremos para a Donga para mais uma etapa de 10 dias.
Estamos juntos. Um abraço.

P. Vítor Mira

quinta-feira, agosto 07, 2014

Rumo ao Longundo

Olá, muito boa noite e votos de bem-estar.
Estamos de passagem pelo Sumbe. Chegámos ontem da Donga e amanhã já partimos para o Longundo, um dos centros mais distantes e isolados do Gungo. Para termos uma ideia, por lá ainda surgem esporadicamente casos de lepra. Mais uma vez, como acontece com o centro do Caponte, se as vias estivessem abertas, teríamos que percorrer cerca de 35 km para ir da Donga ao Longundo. Mas como isso não acontece, tivemos que vir ao Sumbe e daqui rumar às referidas paragens.
Para mim e para o resto da equipa é um novo desafio. Dos que aqui estamos só eu e a Teresa visitámos este centro em Setembro de 2012. Mas os dois fomos de mota pelos carreiros e capins do vasto Gungo. Para todos é a primeira vez que vamos de jipe, por estrada e por picada, até ao Longundo.
Sabemos que temos que ir pelo Seles e para lá sabemos o caminho. Esperamos lá encontrar o Genito Jaime, um cristão daquelas áreas, que será o nosso guia. Apenas sabemos que teremos várias dezenas de quilómetros de picada, em alguns sítios em muito mau estado. Depois contaremos como foi…

 Por falar em contar como foi…
O nosso trabalho na Donga correu muito bem, apesar de termos ido coxos, pois a Teresinha ficou no Sumbe, em casa de familiares, com paludismo.
A nossa caçula (a Tânia santos) adaptou-se muito bem. Teve uma plateia de cerca de 40 alunos a escutar atentamente as suas explicações no campo da saúde. Alguns até queriam continuar de noite, mas não dava mesmo. No tempo que sobrou não teve mãos a medir no atendimento de pessoas, num total de 103. As filas pareciam as do “médico da caixa”. Gente com paludismos, febres, infeções diversas, feridas, diarreias… e no meio disto, crianças, muitas crianças, a maior parte delas com doenças evitáveis, sem vacinas, sem os pais conhecerem as suas datas de nascimento… Mas a nossa mana, apesar de vir sozinha, tem sido corajosa e dado muito bem conta do recado.
Mas estes dias também foram de retiro para os casais da Igreja que preparam o batismo dos seus filhos, desta vez o segundo. Eram cerca de 100 pessoas. Também estiveram presentes dos Legionários e os catequistas visitadores que fazem parte do Conselho Permanente da Missão e que tiveram a sua reunião no domingo de tarde.
Pelo meio, houve trabalho de campanha: apanha de lenha, preparação de milho para a moagem (descasca para depois colocar na água), transporte de areia para as obras, limpeza de terrenos para as próximas sementeiras… também assim, com estes trabalhos de voluntariado se constrói a missão.
Em simultâneo continuou a funcionar a nossa cantina que dá um grande apoio às pessoas que se deslocam à missão
Na segunda e na terça deram-se mais alguns passos nas obras: realização da batmilha das duas casas que temos vindo a construir, colocação da cerca da futura pocilga e acabamentos do futuro armazém. Esta obra é muito importante e urgente. Este armazém servirá para guardar ferramentas e materiais de construção que estão num dos quartos. Ficando este liberto, irá servir de posto de atendimento de saúde, serviço que tem sido prestado na sala onde tomamos as refeições, o que não é muito aconselhável, mas tem sido a única maneira de atender as pessoas tão carentes nesta área.
Ficam algumas fotos que ilustram um pouco o que dissemos. Um abraço de todos nós e até segunda, se Deus quiser.

P. Vítor Mira

Missão no Alentejo - Apresentação

Saudações,

No passado domingo foi feita a apresentação da Equipa Missionária que está a desenvolver missão na área de Santo André, próximo de Santiago do Cacém. Esta apresentação foi feita na igreja paroquial, dedicada à Imaculada Conceição sob o título de Santa Maria.
A foto mostra a Equipa que foi no sábado, dia 02, enriquecida com um irmão vicentino, teólogo, que se juntou a nós para viver esta semana.
As actividades têm decorrido conforme planeado quer em Santo André, quer em Deixa o Resto (povoação vizinha).
Já foi possível realizar visitas domiciliárias, animação no centro de dia, encontros de reforço da devoção mariana, explicação do projecto missionário Ondjoyetu, visita à instituição O Farol...
Este está a ser um tempo de graças quer para a comunidade, quer para os membros da Equipa que se deslocaram para estas terras.

Continuem connosco!

sexta-feira, agosto 01, 2014

Missão no Alentejo

É já amanhã, sábado dia 2 de Agosto, que parte para S. André a equipa que vai assegurar a missão deste ano. Será um tempo para contactar com a comunidade de S.André e da povoação de Deixa-o-resto onde se desenvolverá a missão deste ano.
De 2 a 10 de Agosto estaremos  em colaboração com o pároco e com o apoio dos padres vicentinos a viver a fé com aquelas comunidades, fazer visitas domiciliárias aos doentes, fomentar a espiritualidade Mariana, visitar e animar o centro de dia, fazer uma vigília missionária...
Esperamos que seja um tempo de missão frutuoso para as comunidades e para a equipa que vai.

Aqueles que não vão presencialmente que nos acompanhem em pensamento e, se quiserem, na oração.

quarta-feira, julho 30, 2014

Solidariedade & Partidas


Olá, muito bom dia.
Do ponto de vista material, a nossa missão no Gungo só tem sido possível graças à solidariedade e apoio de muitas pessoas individuais, paróquias, grupos de pessoas, empresas, etc. Devido à grave situação que Angola viveu por causa da guerra essa solidariedade veio durante muito tempo a partir do exterior.
No entanto, a situação interna de Angola mudou e os tempos que vive já são outros, muito melhores pelo menos do ponto de vista do desenvolvimento material. Como se continuam a verificar grandes assimetrias a nível interno – com gente a viver já muito bem e outros ainda em grande pobreza – a nossa tarefa como missionários é continuar a despertar a solidariedade, agora também a nível interno.
Tudo isto vem a propósito de alguns apoios que a nossa missão tem tido a partir de Angola.
Recentemente abriu nos arredores do Sumbe uma fábrica de cimento, a FCKS (Fábrica de Cimento do Kwanza Sul). Fizemos um pedido apoio em cimento e foi-nos feita uma oferta de 40 sacos para as obras que estamos a fazer na sede da nossa missão, na Donga.
De assinalar que nesta fábrica trabalham dois conterrâneos nossos, o Luís Menezes, da Maceira, e o Anacleto Crespo, dos Marrazes, que também deram o seu contributo sensibilizando os responsáveis para a importância dessa ajuda. Também para eles o nosso bem-haja não só por esta ajuda como também pela amizade que partilham connosco. Há dias fui almoçar com eles lá nas instalações da fábrica e aproveitámos para tirar esta foto.

Depois desta partilha vamos continuar a arrumar as nossas bagagens para partir ainda hoje para a Donga. Será o batismo do Gungo para a nossa mana estudante de medicina Tânia Santos. Ela irá dar formação aos promotores rurais de saúde e também fazer atendimento de consultas. Também teremos um retiro de dois dias para os casais da Igreja que pediram o batismo para os seus filhos e a reunião do Conselho Permanente da Missão. Além disto continuaremos com os trabalhos nas casas e armazém que temos vindo a construir. Vamos ver se conseguimos concluir um curral que temos andado a fazer para os porcos que ainda estão à guarda da mão Carolina, no Uquende.
Se Deus quiser, regressaremos ao Sumbe na próxima quarta-feira.

Neste momento de mais uma partida queremos desejar uma boa viagem e uma boa missão ao grupo que está de partida para o Alentejo. Mesmo na distância, estaremos juntos e rezaremos uns pelos outros.
Um abraço para todos desta equipa reforçada.

P. Vítor Mira

domingo, julho 27, 2014

A Tânia Santos já está entre nós

Olá, muito boa noite.
Depois das subidas e descidas do Gungo na semana passada, a equipa missionária partiu para Luanda ao princípio da tarde da passada quarta-feira, em direção ao aeroporto de Luanda. Pouco tempo tivemos que esperar até que chegasse a Tânia Santos. Trata-se de uma voluntária da Associação Move-te Mais que vem a Angola por um período de cerca de um mês e meio. Terminou o quarto ano de medicina e vem partilhar os seus conhecimentos e dar ajuda na área da saúde durante o período das férias escolares.
Esta vinda vem na sequência de um acordo entre o Grupo Missionário Ondjoyetu e a referida associação que pelo quarto ano consecutivo envia voluntários na área da saúde para o Gungo. Costumam ser dois, desta vez veio só a Tânia.
O dia de quinta-feira foi passado nas habituais e periódicamente necessárias "voltas de Luanda" com compras, contatos, visitas, etc.

Sexta de manhã rumámos ao Sumbe e no sábado, também de manhã partimos para o Waku Kungo, cidade desta província que dista cerca de 240 km do Sumbe para interior. Fomos visitar o nosso amigo Luís Matias, que nos recebeu muito bem e com o qual tirámos destas duas fotos, uma com a ajuda do José, outra do tripé.
Hoje de manhã fomos à missa e o frei Celino, irmão do P. Rogério que está na paróquia de Maceira, teve a gentileza de nos oferecer o "mata-bicho".
Depois de almoço regressámos ao Sumbe onde já chegámos à noite.
Esta visita prende-se com a possibilidade de a Tânia vir a passar também algum tempo do seu voluntariado no Waku Kungo, no hospital onde o Luís Matias dá a sua colaboração.
Sentimos que aos poucos a nova voluntária se vai integrando e familiarizando com uma nova realidade.
Amanhã iniciamos a preparação do trabalho no Gungo, para onde partiremos na próxima quarta-feira.
Um abraço e boa semana.

P. Vítor Mira

sexta-feira, julho 18, 2014

De partida para o Caponte

Olá, muito bom dia.
Uma pequena saudação para darmos conta de nós, pois há uns dias que não dizemos nada.
No passado fim-de-semana visitámos o centro da Chitunda. Foi uma presença breve mas ajudou a comunidade a sentir-se um pouco mais reanimada na sua caminhada.
O resto da semana foi de trabalhos na Donga com o fabrico de fuba na moagem da missão, entre outros trabalhos. Também foi a oportunidade de ir buscar o camião a Benguela onde esteve a beneficiar de algumas melhorias e pequenas reparações na oficina do Espaço Mecânico. Depois foi a subida para o Gungo com 40 sacos cimento oferecido pela fábrica de cimento do Kwanza Sul. Também levou 440 litros de gasolina, 200 de gasóleo, os painéis solares, alguns bens alimentares, chapas de zinco, rede para a cerca da horta, bomba de combustível manual, entre outras coisas. Ia uma boa carrada!
A quarta-feira foi dia de ir buscar água a um poço e a levar para a cisterna da moagem e depois também para a missão. Este tempo do cacimbo é sempre mais crítico em relação à falta de água e também nisto o nosso Elefante Branco Mogui Mogui dá uma grande ajuda.
Ontem foi dia de preparativos e agora estamos quase a sair para o centro do Caponte numa viagem de cerca de 300 km, dos quais 115 de picada. Vamos os quatro de camião, um bocadinho apertados, é certo, mas vamos todos (avô Filipe, Joaninha, Teresa e eu. Aproveitamos para levar alguns bens de primeira necessidade como chapas de cobertura em zinco, arroz, açúcar, leite condensado, óleo vegetal, entre outros. No regresso contamos trazer alguns bens de produção agrícola que as pessoas têm dificuldade em escoar devido ao grande isolamento.
Se a picada da Donga para o Caponte estivesse aberta, seriam só 30 km de distância. Assim, tivemos que vir ao Sumbe e percorrer as três centenas de quilómetros para cada lado.
Regressaremos do Caponte na segunda-feira e, se Deus quiser, ainda passaremos pela Donga para acompanhar alguns trabalhos e dar apoio no transporte de areia e água para as obras que lá decorrem. Regressaremos ao Sumbe na terça-feira.
 
Aproveitamos para desejar uma boa celebração de envio no próximo domingo e continuação de bons preparativos para a missão no Alentejo. Mesmo na distância estaremos em comunhão de espírito. Também, desde já, damos as boas vindas à Tânia Santos que chegará a Angola na próxima quarta-feira. Lá estaremos em Luanda à sua espera.
 
Para todos um grande abraço e até à próxima.

P. Vítor Mira

segunda-feira, julho 07, 2014

Missa de envio missionário

 
Saudações a todos os membros Ondjoyetu, amigos e simpatizantes...
 
Venho por este meio dar a conhecer uma actividade próxima para a qual contamos com a presença de todos.
No próximo dia 20 de Julho, na igreja paroquial da Marinha Grande, às 19:00h celebraremos missa de envio missionário seguida de convívio partilhado.
Nesta celebração de envio será enviada a Equipa que partirá para o Alentejo em Agosto e também a voluntária Tânia Santos, da Associação Move-te Mais que partirá para Angola no dia 23 de Julho dentro da parceria que temos com esta associação.
É uma oportunidade de reunirmos a "família Ondjoyetu" e de reforçarmos a nossa consciência missionária. Esta celebração está aberta a todos os que queiram participar, pelo que, podem convidar quem quiserem.
 
A missão do Alentejo, este ano decorrerá na área de S. André. Ainda não sabemos ao certo quantos elementos poderão ir em missão devido às disponibilidades mas houve 12 que iniciaram e estão em formação. Nem todos conseguirão estar presentes.
 
A voluntária que vai para Angola chama-se Tânia Santos, é natural de Bragança e está a estudar medicina na Faculdade de medicina de Lisboa. Este é o quarto ano consecutivo em que temos presença de voluntários na área da saúde provenientes da Parceria com o Move-te. Tem sido uma experiência de grande apoio para o povo do Gungo e para a Equipa Missionária numa área tão sensível e necessitada como a área da saúde.
 
 
Pe David
 

terça-feira, julho 01, 2014

Novidades fresquinhas


Olá amigos, muito boa tarde.

Num “salto” ao Sumbe para fazer algumas compras para a nossa cantina e buscarmos outros bens de que estamos a necessitar na Donga, aproveitamos para partilhar um pouco do caminhar da nossa missão.

O domingo 22 de Junho já foi celebrado na Donga. Estiveram presentes mais de duas centenas de pessoas provenientes de todo o espaço da missão. Juntos celebrámos o “Corpo de Deus” e também fizemos a nossa procissão, ainda que pequena e apenas passando pelo espaço da missão. A simplicidade e pobreza material que caracteriza as nossas celebrações não impede a vivência e celebração da mesma fé.

A semana seguinte foi de trabalho duro. Retomámos as obras nas casas da missão e no armazém e começámos a colher a ginguba (amendoim). Graças a Deus, temos contado com a colaboração de muitas pessoas da comunidade. Como gratificação oferecemos pão cozido pelo avô Filipe e feito com a farinha oferecida na semana anterior. Também damos sumo que já nos tinham dado antes. Este ano aumentámos o espaço semeado e também a colheita é maior.

Na quarta e quinta-feira estiveram 85 catecúmenos em formação na Donga. Era para ser só para adolescentes e adultos. Mas esqueci-me de explicar o que são adolescentes e apareceram crianças que até andam na escola e faltaram para ir à catequese. Lá terei que escrever uma carta à direcção escolar a explicar o engano e a pedir desculpa… Todos eles também deram uma boa ajuda nos trabalhos que já referimos.

Na sexta de madrugada fomos para Canjala com 30 sacos de ginguba fresca em como, mas o negócio não foi tão bom como esperámos; por isso decidimos que o melhor é secá-la, descascá-la e vende-la em “grão”. Queremos que esta produção seja uma grande ajuda como contributo da comunidade para os projectos da missão.

No fim-de-semana fomos visitar o centro do Culembe. Dista 11 km. da Donga, mas a picada está tão má que demorámos uma hora e meia para cada lado, sem chuva.

É uma comunidade com muitas dificuldades e limitações; vamos tentando dar o nosso apoio e ajudá-la a caminhar na fé.

Entretanto, a Donga vai passando de um lugar deserto a um sítio cada vez mais bonito e acolhedor. Fica aqui uma fotografia da comunidade ali residente. Às vezes estamos todos, outras, só alguns; mas há sempre alguém na Donga o que vai fazendo dela um espaço cada vez mais acolhedor. Muito obrigado a todos os que têm vindo a contribuir para tornar este sonho numa realidade.
Ah, e as novidades também são fresquinhas porque estamos no tempo do Cacimbo, mais fresco, na Donga mesmo frio.
Um abraço e até breve.

 

P. Vítor Mira