Saudações a todos os que passam por este espaço electrónico.
Venho transmitir uma notícia que a todos nos deixa consternados e deve motivar a nossa união na dor. Faleceu o Sr Serafim Matias, do Resouro, Urqueira. É o pai da nossa missionária Joana Matias que esteve em missão em Angola em 2013 durante 4 meses e continua ligada ao grupo.
O funeral será hoje, dia 15 de Agosto, às 15h na igreja paroquial de Urqueira. Quem puder marcar presença ou encontrar outra forma de manifestar união espiritual pois que o faça. Ser grupo também passa por aí.
Podemos e devemos também fazer da nossa oração uma forma de apoio a esta família marcada pela dor.
A toda a família Serafim eu deixo, em nome do Grupo Ondjoyetu, Sentidas Condolências" e um abraço de aconchego.
Pe David
sábado, agosto 15, 2015
quarta-feira, agosto 12, 2015
Visita aos centros de Ondjila, Cambinda e Culembe
Olá, muito boa noite e votos de bem-estar.
Mais umas semanas se passaram desde o nosso último contato e
durante este tempo muita coisa se passou, tanta… e vamos contar algumas.
As visitas aos centros de Ondjila e Cambinda correram bem e
valeram mesmo a pena. Os cinco dias que passámos em cada comunidade deu para um
contato mais próximo com as pessoas, reunir com vários grupos e ajudar estas
comunidades a organizarem-se melhor e ganharem um mais forte ritmo de caminho
comum.

Outro centro visitado foi o Culembe, um dos mais “duros” por
várias razões. Mas a jinguba está a dar uma boa ajuda. Passo a explicar: este
ano foi um bom ano de jinguba (amendoim) e aquela área é uma das que mais
produz. A dificuldade em escoar o produto devido ao mau estado das vias e à
falta de comerciantes levou as pessoas a procurarem apoio na missão. E que
grande ajuda nos tem dado o nosso Unimog que vaio a todo o lado. Começámos por
comprar cerca de cem sacos de “jinguba em coco” (por descascar). A notícia
correu e agora já lá devemos ter uns seiscentos sacos, o que deve corresponder
a umas oito toneladas. E parece que há mais. Guardada em como conserva-se mais
tempo. A nossa intenção é ir descascando a ginguba à medida que houver procura
e tentar também assim contribuir para a sustentabilidade da missão. Tudo isto provocou
diálogos, encontros, uma confiança que foi aumentando e até trouxe mais gente à
Igreja. E é engraçado que já nem temos dinheiro para pagar esse produto e as
pessoas não se importam de esperar porque sabem que a missão vai mesmo pagar.
Tendo em conta que o tempo do cacimbo já vai a mais de meio,
começámos a fazer algumas manilhas para fazer um poço na zona baixa da lavra da
missão. Em breve vamos começar a afundar o poço e a colocar as manilhas no
sítio. A água é uma das nossas grandes carências. Vamos ver se este será um
passo no sentido certo.
Neste domingo, dia 9 a diocese do Sumbe celebrou os 40 anos
da sua criação e, como não podia deixar de ser, estivemos presentes com uma
delegação do Gungo.
Cumprimentos de todos nós.
P. Vítor Mira
Um dado importante destas visitas foi a realização de
bastantes justificações de batismo de pessoas batizadas há muitos anos (a maior
parte em 1998) e cujo registo do sacramento nunca foi feito. É um processo algo
complexo para esta realidade, mas vamo-lo levando por diante.
Outro avanço importante é a organização de cantinas locais
com o apoio da missão e com produtos a preços mais acessíveis graças aos apoios
que recebemos. Em áreas em que muitos negócios são feitos em sistema de troca
direta, nem sempre é fácil lidar com dinheiro, trocos, quantias mais avultadas…
mas também neste campo vamos tentando fazer caminho.
Em Cambinda a celebração da missa inclui um casamento de um
casal de viúvos que já queriam ter casado na Páscoa de 2014. Mas só agora os
documentos ficaram prontos. Estavam felizes.
Outro passo importante dado nos últimos dias foi a chegada
da betoneira vertical para fazer adobes e do crivo. Deu um bocado de trabalho a
descarga, mas tudo correu bem. Já começámos a preparar o espaço onde será feito
o estaleiro para o funcionamento destas máquinas. Agora só falta trazer de
Benguela a própria máquina que faz os BTCs.
Amanhã iremos para o Gungo e no próximo fim-de-semana
teremos a peregrinação à capela da Pedra Gonga.
Um abraço e boas férias para quem as tiver.Cumprimentos de todos nós.
P. Vítor Mira
sábado, agosto 08, 2015
Notícia da Agência Ecclesia sobre a missão
Grupo missionário Onjoyetu está a ser «alento» para as populações de Brescos, junto à Lagoa de Santo André

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o padre David Nogueira, coordenador do projeto, destaca a importância de dinamizar “uma comunidade que ainda não tem um local de culto próprio, uma capela ou igreja” e onde por isso as pessoas “não têm por hábito reunirem-se para rezar”.
“Uma das nossas tarefas é ajudar as pessoas a tomarem consciência da sua fé cristã, para alguns será um despertar da fé, para outros o ganhar de um novo ânimo”, sublinha o responsável pelo Serviço de Animação Missionária da Diocese de Leiria-Fátima.
Paralelamente a estas atividades de evangelização, que até ao próximo sábado vão englobar momentos de oração e de partilha de testemunhos, os voluntários missionários promovem visitas porta-a-porta para prestarem apoio às pessoas, sobretudo às mais sozinhas, doentes ou carenciadas.
“Procuramos fazer um contacto de proximidade”, acrescenta o sacerdote.
Sendo um grupo proveniente da Diocese de Leiria-Fátima, o "Onjoyetu" quer ser em todas as suas atividades portador da “mensagem de Fátima, como uma mensagem de esperança, de alento para a vida”.
Para além do padre David Nogueira, a missão conta com a participação da irmã Nancy Casas, uma consagrada atualmente a trabalhar na Paróquia da Marinha Grande; e de um casal também da Marinha Grande, José Marrazes e Maria do Rosário.
Estão ainda presentes mais quatro leigos, o António Canhoto, da Paróquia da Golpilheira; a Ana Matos, da Paróquia de Marrazes; a Fernanda Barreiro, da Paróquia de Regueira de Pontes; e a Susana Querido, proveniente das Caldas da Rainha.
Ana Matos, de 61 anos, já integra a semana missionária do "Onjoyetu" no Alentejo desde 2005 e realça a oportunidade de “dar muita coisa” mas também “aprender” com os outros.
“Levamos mais do que trazemos”, frisa a voluntária, para quem “é muito gratificante chegar ao fim do dia e ver a alegria das pessoas, ver os laços que se criam”.
O encerramento das atividades na povoação de Brescos está marcado para o próximo sábado, com a celebração de uma eucaristia ao meio-dia, sendo que no dia seguinte o grupo vai despedir-se da região com outra celebração, na Paróquia de Santo André, com o pároco local, o padre Abílio Raposo.
Para o sacerdote, este tipo de iniciativas são “muito importantes”, sobretudo quando está em causa a dinamização de “pequenas comunidades que habitualmente não têm assistência eclesiástica de espécie nenhuma”.
“Alguém que lhes leve a Palavra de Deus, aquilo que é o alimento espiritual para verem que a Igreja Católica não se esquece deles”, conclui.
JCP
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