quarta-feira, dezembro 30, 2015

Natal 2015 no Gungo

Olá, muito boa noite e votos de boas festas.
Nós chegámos ontem do Gungo, mais concretamente da Donga, onde celebrámos o Natal.
No último apontamento que aqui deixámos fizemos referência às dificuldades que se adivinhavam para chegar à Donga.
A chuva deixou as suas marcas na picada e a viagem teve que ser feita a um ritmo muito lento, embora já não esteja a chover. Graças a Deus, conseguimos chegar. Já era bem noite. Mas com a energia elétrica que temos graças aos painéis solares e todo o sistema a ele ligado não se torna incómodo chegar de noite. Temos instalação elétrica em todas as divisões.
Algumas pessoas já tinham chegado e até começado a limpar e preparar os espaços.
No dia 23 de manhã teve início o retiro dos jovens. Oitenta e dois, dos quais 24 com menos de 15 anos. Mas procurámos distribuí-los pelos grupos e também participaram.
Aproveitámos o tema deste Ano da Misericórdia para colocar os jovens em sintonia com a caminhada que faz a Igreja. Meditámos na passagem do Evangelho que fala do Zaqueu.
Depois de sabermos a “multidão” que tínhamos para aquele retiro (só no próprio dia se sabe e estão sempre a chegar…) dividimo-los em grupos entregando a cada um uma passagem do Evangelho também alusiva ao tema da Misericórdia. Depois da leitura dos textos cada grupo fez uma pequena representação da passagem que lhe calhou. Nesse trabalho de grupo também foram pintadas as letras que depois foram colocadas no local da missa e que vemos numa das fotos. Também fizeram sopa de letras.
Os adultos foram fazendo outros trabalhos como limpezas, descasca e debulha de milho, montagem das tendas, entre outras tarefas.
No dia 24 um dos catequistas teve um encontro com os mais crescidos para lhes transmitir uma catequese alusiva ao Natal. Também continuaram as outras tarefas e houve atendimento de várias horas no sacramento da Reconciliação.
Ao longo destes dias víamos as pessoas a chegar, algumas de motorizada, a maioria a pé, com os seus carregos à cabeça e ainda com a lenha que apanhavam já perto da missão para as suas cozinhas.
À noite a equipa missionária foi fiel à tradição e no jantar de Natal comemos o bacalhau, desta vez assado no forno.
A missa da noite de Natal teve lugar às 21:00 horas e prolongou-se para lá das 23:00 h. Como sempre, as nossas celebrações são marcadas pela simplicidade e por uma grande alegria que extravasa nos cânticos, palmas e danças. E não faltou o presépio que teve um Jesus “importado” e o resto dos figurantes “made in Donga by Camungungos”. Como os voluntários eram muitos, abundaram os figurantes,
Após a missa a festa continuou por um longo tempo animada pelos batuques, cantos e danças.
No dia de Natal celebrámos a missa às 9:00 horas, mais uma vez marcada pelo espírito próprio do Natal.
Depois foi a quase debandada total porque não é ali que as pessoas habitam. No fim das celebrações regressam às suas aldeias e algumas são muito distantes.
No sábado tivemos um encontro com casais vindos dos vários centros que compõem a missão. O objetivo é que eles venham à missão de dois em dois meses receber formação e depois a retransmitam nas zonas onde vivem. Participaram 30 pessoas, mesmo assim abaixo das 44 que seriam supostas. Mas valeu, para começar.
No domingo celebrámos a Festa da Sagrada Família. De tarde tivemos a reunião do Conselho Permanente que analisou a caminhada da comunidade, atividades desenvolvidas e fez o programa da missão até ao fim de fevereiro.
O dia de segunda-feira foi o da despedida de algumas pessoas que ainda estavam connosco e também serviu para a realização de algumas tarefas na Donga.
A viagem de regresso também foi vagarosa mas correu bem. Agora estamos no Sumbe a tratar de alguns assuntos e à espera do novo ano.
Aproveito para informar que no dia de Natal, após prolongada doença, faleceu a avó Isabel, esposa do avô Filipe que esteve em Portugal em Outubro deste ano. Rezemos por ela e pela família.
Um abraço para todos e boas despedidas de 2015.


P. Vítor Mira

terça-feira, dezembro 22, 2015

Santo e Feliz Natal

Muito bom dia.
A equipa missionária já carregou o camião que em breve partirá para o Gungo, mais concretamente para a Donga, conduzido pelo Mário.
Ainda falta carregar o nosso jipe Cavalinho Branco, mas é pouco porque a maior parte da bagagem vai no camião.
Depois de almoçarmos partiremos também nós em direcção à Donga. Lá iremos celebrar o Natal, se lá conseguirmos chegar. Esperamos que sim, embora a informação de que tem chovido muito nos deva fazer ser cautelosos.
Amanhã teremos o retiro dos jovens, no dia 24 os preparativos finais, no dia 25 a celebração do Natal.
Entre nós é uma festa marcada pela simplicidade, mas é Natal.
Estamos contentes por mais uma vez sermos portadores da luz de Belém até às pessoas do Gungo para que o verdadeiro espírito do Natal seja vivido. Sim, porque para muita gente por lá, Natal é festa de comer um pouco mais e, principalmente de beber muito. Por isso a "festa" por vezes descamba em bebedeira, pancadaria, abusos de vária ordem.
Mesmo que não chegue a todos, vamos tentar levar o Natal a todos os que o quiserem acolher e que esses sejamos nós, em primeiro lugar.
No dia 26 teremos um retiro de casais. Esperamos que estejam dois casais em representação de cada centro. Domingo celebraremos a Festa da Família e de tarde teremos a reunião do Conselho Permanente para fazer o programa da missão para as próximas semanas.
Devemos regressar ao Sumbe segunda ou terça-feira, se Deus quiser.
A equipa missionária deseja a todos um Santo e Feliz Natal com as maiores bênçãos do Deus Menino. Que a sua brilhe no coração de cada um de nós.

P. Vítor Mira

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Assembleia Diocesana e Ano da Misericórdia

Olá, muito boa tarde.
De novo aqui nos encontramos para partilharmos mais um pouco da vida da nossa missão.
Este mês de Dezembro, que ainda decorre, foi marcado por dois momentos importantes na vida desta diocese do Sumbe.
Convém informar que aqui o ano pastoral tem um ciclo diferente de Portugal.
Aqui as “férias grandes” têm lugar nos meses de Dezembro e Janeiro e este ritmo influencia a vida da Igreja. Assim, considera-se que o ano pastoral começa em Fevereiro.
Até há pouco tempo era em Janeiro que tinha lugar a Assembleia Diocesana de avaliação do ano pastoral que terminara e programação do novo ano. Ultimamente esta assembleia tem decorrido no mês de Dezembro, este ano de 9 a 13.
Todas as paróquias e missões de fazem representar com os seus párocos e/ou vigários, irmãs e catequistas. Cada paróquia e missão resume perante a assembleia os aspetos mais importantes do ano que termina, o mesmo acontecendo com os vários serviços e movimentos diocesanos.
Depois são definidas as prioridades e linhas de ação para o novo ano.
Nesta assembleia a diocese de Leiria esteve presente com dois representantes: a irmã Olinda Oliveira, natural do cercal, que pertence às irmãs Servas de Nossa Senhora de Fátima e trabalha em Cassongue, e eu. Estamos na foto.
O ano que vai começar está marcado pelo Jubileu dos 150 anos da segunda fase da evangelização de Angola, que culminará com um congresso eucarístico nacional no próximo mês de Agosto, e pelo Ano da Misericórdia, em sintonia com a Igreja Universal.
Os trabalhos da assembleia terminaram no fim da manhã de sábado.
No domingo, dia 13, como em muitas outras dioceses, fez-se a abertura oficial do Ano da Misericórdia com a abertura da Porta Santa da Catedral.
Na noite anterior choveu muito e por isso a participação nesta celebração dos fiéis foi menor do que é habitual nestes dias. A cidade do Sumbe estava muito encharcada e quem vive nos bairros periféricos da cidade nem conseguiu sair de casa porque todos essas áreas são de terra barrenta que com a chuva se transforma em lama.
Apesar disso, a catedral esteve cheia e a celebração foi viva e intensa.
Por agora é tudo. Despeço-me com um abraço até uma próxima oportunidade.


P. Vítor Mira

sexta-feira, dezembro 18, 2015

2.ª Sessão de Formação FEC

A 2.ª Sessão do Plano de Formação de Voluntariado organizado pela FEC (Fundação Fé e Cooperação) realizar-se-á nos dias 9 e 10 de janeiro, em Fátima, no Seminário do Verbo Divino.

Seminário do Verbo Divino, em Fátima

As inscrições poderão ser feitas até ao dia 4 de Janeiro. Para esse efeito, preencha o respectivo formulário, clicando aqui.
Apresenta-se a seguir o programa detalhado:

Tema: Voluntariado e Cooperação para o Desenvolvimento
Local: Seminário Verbo Divino – Fátima

Sábado – 9 de Janeiro
09h30: Acolhimento
10h00: Apresentação dos participantes e início dos trabalhos
10h30: As desigualdades no mundo
11h30: Pausa
12h00: A Educação para o Desenvolvimento/Cidadania Global                     
13h00: Almoço
14h30: Conceitos de Cooperação e de Desenvolvimento  
16h00: Intervalo
16h30: Voluntariado e Cooperação para o Desenvolvimento - problemas e desafios
18h00: Intervalo
18h30: Sínteses e Conclusões
19h30: Jantar
21h00: Testemunho Missionário   
    
Domingo – 10 de Janeiro
08h30: Pequeno-almoço
09h00: Ciclo do Projecto
                - Apresentação das etapas do Ciclo do Projecto
                - As fases de Identificação e Formulação do Projecto
10h00: Formulação do Projecto
                - Trabalhos de equipa
11h00: Eucaristia             
12h00: Partilha dos Trabalhos de Equipa/Formulação de Proposta do Projecto
12h30: Síntese e indicações bibliográficas / Avaliação        
13h00: Almoço       


Formadora
La Salete Coelho | Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo | Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto 

Testemunhos  
Sofia Baptista | Voluntariado Missionário Maria Ana Mogas | Missão de 1 mês na Bolívia

Equipa Plataforma Voluntariado Missionário 
Catarina António | FEC | 936245545
Ir. Adelaide Varanda | Missionárias Dominicanas do Rosário 


Inscrição na Formação FEC – 1 sessão = 10€; 5 sessões = 20€
Estadia pensão completa em quarto duplo = 28€ 
Estadia pensão completa em quarto individual = 33€
Refeição = 9€  
Só dormida (1 noite) = 12€ 
(o almoço do primeiro dia - sábado, dia 9 - será partilhado, sendo todos convidados a contribuir com algo)
 


Continuação de um bom Advento!

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Sapato com pedalada, Chitonde com chuva

Boa noite.
O mês de Dezembro já é mês de férias escolares em Angola. Por isso, o retiro dos padres e a Assembleia Diocesana de Pastoral estava marcada para as duas primeiras semanas deste mês para dar oportunidade de participar aos padres e irmãs que dão aulas.
Por isso, neste mês as idas ao Gungo têm que ser de “fugida” devido a estes compromissos. Nestas alturas aproveitamos para visitar aldeias mais próximas e também de mais fácil acesso porque a chuva está a deixar as suas marcas na picada.
Assim, no dia 29 de Novembro, primeiro domingo do Advento, visitámos a aldeia do Sapato.
Por ali passamos sempre que vamos para o Gungo mais interior. A picada atravessa a aldeia ao meio e são sempre muitas as pessoas que nos saúdam à passagem, e mais ainda as crianças com o seu “padrééé, xauéééé".
Mas desta vez parámos e estivemos praticamente todo o dia com a comunidade.
É uma aldeia com os seus problemas, principalmente de alcoolismo, ainda para mais, tem lá uma loja que vende bebidas alcoólicas à descrição.
Mas sentimos que a comunidade se mobilizou para receber a equipa e com muito entusiasmo. À capela de pau a pique e chapa de zinco foi acrescentada uma varanda coberta de lonas velhas e rasgadas, mas nem assim o espaço foi suficiente para albergar tanta gente que ali acorreu, vinda também de aldeias vizinhas.
Os cânticos cantados com todas a “ganas” até me fizeram arrepiar, apesar do calor. E o entusiasmo era tanto que tive que mandar parar o canto do Glória, logo no início, porque já estávamos no Advento.
No fim do almoço ainda houve uma reunião com os “casais da Igreja” que estavam sedentos por escutar palavras que dessem certeza e segurança à opção que fizeram; um dos problemas que estas comunidades vivem são as separações e também a poligamia de homens que casaram pela Igreja. É uma força da tradição e muitos acabam por se perguntar “porque não faço o mesmo?”. Nestes casos a formação é essencial.
No fim tirámos uma fotografia com os “resistentes” que ficaram por ali até à nossa despedida.

No domingo passado fomos ao Chitonde. Na sexta subimos até à Donga para ver como estava a nossa missão; muita chuva, lama e dança na picada. Num lamaçal quase entalávamos o jipe, mas lá saiu. Passámos o dia de sábado na missão e no domingo de madrugada descemos até ao Chitonde.
Lá estava a comunidade à nossa espera, embora não muito numerosa. Este é um centro com alguns problemas, com as comunidades muito enfraquecidas e dispersas.
Graças a Deus, deslocaram-se ao Chitonde alguns catequistas do centro vizinho da Tuma que ajudaram a preparar e a animar a Liturgia.
No fim, sentia que para aqueles que foram à missa tinha valido a pena, que aquela gente estava mesmo a precisar assim de um dia com a presença do padre. Pois, também já não celebrava lá havia cerca de um ano.
No fim do almoço teve lugar uma reunião com os catequistas, numa das salas da escola. A reunião teve várias pausas por causa das fortes chuvadas que iam caindo e faziam um enorme ruído sobre a chapa de zinco. Já se adivinhava durante a missa porque o sol estava forte e quando espreitava por entre as nuvens mandava umas “olheiradas” que até parecia que esmagavam.
No fim da reunião e no momento da despedida receava pela viagem de regresso.
Mais uma vez dançámos, demos uns tombos, sofremos umas escorregadelas, mas com calma chegámos ao Sumbe sem novidade, mas com o coração bem apertado. Quando saímos do Chitonde já tínhamos mudado os dois pneus de socorro que levávamos. Mais um furo significaria “maca grossa” (grande problema). Mas, graças a Deus, tudo correu bem.
Amanhã começa, aqui no Sumbe, a Assembleia Diocesana de avaliação pastoral e programação do próximo ano.
Um abraço para todos.

P. Vítor Mira

sexta-feira, novembro 27, 2015

Mais uma triste notícia: Faleceu o tio Vitorino

Saudações a todos, 

Foi ontem, quinta-feira, dia 26 de Novembro, durante a tarde, que, no hospital provincial do Sumbe, o nosso estimado amigo Vitorino Nguluve deixou este mundo e partiu para o Pai.
Recebi o seguinte SMS da parte do Pe Vítor: "Boa tarde. Mais uma triste notícia: acabou de falecer o Sr Vitorino, no hospital do Sumbe. Ontem de manhã fui visitá-lo e achei-o muito mal. Levei-o para o hospital. Infelizmente faleceu. Estava com problemas de coração e cheio de edemas."
Foi com estas palavras que recebi a notícia e vo-la transmito.
Os últimos dias do tio Vitorino foram de grande sofrimento.  Já há alguns meses que se debatia com problemas de saúde.
Foi um grande homem por tudo aquilo que fez pelo Gungo e o seu povo quer como catequista, como enfermeiro, como pai... Foi sempre um grande entusiasta da geminação e acompanhou a Equipa Missionária em muitas das suas visitas.
Na liturgia procurava dar sempre uma ajuda para que se pudesse celebrar melhor. Por vezes ele próprio pegava no batuque para ensinar os jovens... As fogueiras à noite, onde ele estivesse eram bem animadas com a dança do candimba (coelho) e as suas histórias cheias de ensinamentos profundos...
A sua partida é uma perda sentida por todos aqueles que o conheceram e puderam contactar com ele. Os povos do Gungo choram a sua partida mas também os voluntários do grupo Ondjoyetu que estiveram em Angola e todos os que puderam contactar com ele aquando da sua visita em 2009, sentem a tristeza.
Junto algumas fotos que fazem memória de alguns bons momentos vividos com Ele e a alegria do seu sorriso.

Tio Vitorino descanse em Paz


Pe David

quinta-feira, novembro 26, 2015

Novembro com calor e chuva

Olá, muito boa tarde.
Antes de mais, parabéns a Angola pela celebração dos 40 anos de Independência.
O mês de Outubro começou com as primeiras chuvas e logo se lançaram nos campos as sementes, principalmente de milho, feijão e ginguba.
O mês de Novembro continua a ser generoso com esta bênção do céu e por isso o nosso Gungo está bem bonito, bem verdinho e dá gosto ver os milheirais a crescer.
No domingo, quando regressávamos ao Sumbe, umas vezes dançando outras escorregando com o jipe na lama da picada, a Teresa comentava num tom de satisfação: “com esta chuva assim para a semana o milho já vai estar a bandeirar”.
Pedimos a Deus que esta chuva não pare enquanto este milho não estiver suficientemente crescido.
Com a chuva vem o calor, muito intenso principalmente no litoral.

Também na lavra da missão, durante o mês de Outubro, foram semeadas algumas dezenas de quilos de sementes de milho e feijão. É de saudar esta coragem que tiveram os que cá ficaram. Assim, com esta ajuda do nosso esforço, se Deus quiser, a nossa missão irá em frente.

Mas o nosso trabalho não fica por aqui.
Os últimos domingos têm sido celebrados com a comunidade, no Gungo. No dia 8 foi na Donga, onde fizemos o programa da missão até ao fim do ano.
Dia 15 visitámos o centro vizinho da Chitiapa, onde confirmámos o novo ondjango que tem agora como catequista geral o Manuel Pinto Culinhãla.
De 20 a 22 de Novembro visitámos o centro da Chitunda, com as habituais reuniões e encontros com os vários grupos da comunidade. O dia de sábado foi cheio destas reuniões e no domingo decorreu a celebração de Cristo Rei com mais gente fora da capela do que dentro dela.
E como o dia era festa, os catequistas resolveram fazer uma coleta entre si e comprar um cabrito para um almoço em que estivemos todos juntos.
No fim despedimo-nos com os cânticos e ouvimos o pedido para que visitemos a comunidade com maior frequência. Tentaremos.

Como já dissemos, a chuva é uma bênção que faz dançar. É maior senão deste tempo. Também há uma panóplia de insetos que nos invadem os espaços dos quais temos que nos defender pois alguns deixam marcas bem visíveis. Mas ao mais difícil são mesmo as viagens.
Temos que ir muito devagar, o jipe escorrega, dança, às vezes faz lançar uma suspiro assustado a algum passageiro, por vezes ameaça enterrar… mas por agora ainda vamos circulando sem percalços de maior.

Desta vez por aqui nos ficamos. Deixamos fotos que ilustram o que dissemos e mostram , ao longe, o bairro da Chitunda.

Um abraço e, desde já, bom Advento.


P. Vítor Mira

segunda-feira, novembro 23, 2015

Visita das irmãs Susana e Paula à Ondjoyetu

Olá, muito bom dia.
Gostaríamos de iniciar a semana dando nota de uma, ou melhor, duas visitas que tivemos na semana passada e que tivemos muito gosto em receber.
Como foi noticiado neste espaço, a irmã Susana, das Filhas de Santa Maria de Guadalupe, viajou no mesmo avião que eu e o Sr. Filipe. Ela veio a Angola para trabalhos da sua congregação. Ainda falámos da possibilidade de ela dar um “saltinho” ao Gungo, mas o programa não permitiu.
Mesmo assim, veio conhecer a Ondjoyetu, no Sumbe, acompanhada da irmã Paula, angolana da mesma congregação.
Como não foi possível vir sequer tomar uma refeição, pelo menos vieram visitar-nos e conhecer a nossa casa. Foi um gosto, ainda que com pena pelo fato da visita ter sido tão rápida.
Mas fica o registo, a gratidão e a foto.
Bom regresso a Portugal, irmã Susana.
Cumprimentos a todos.
 
P. Vítor Mira

segunda-feira, novembro 09, 2015

De Regresso à Missão com duas notícias tristes


Olá, muito boa noite.
Como foi dito, dia 1 de Novembro viajámos para Luanda o avô Filipe, a irmã Susana e eu.
A viagem correu bem. Mas no aeroporto nos despedimos da irmã que tinha as suas irmãs de congregação à espera ao passo que eu e o avô tínhamos a Bernardeth e o Carlos.
Permanecemos em Luanda até sexta-feira. Na terça chegaram o Mário e a Teresa no camião com uma carrada de sacos de carvão para um cliente da missão em Luanda.
Durante esses dias recebemos várias ofertas para nossa missão e também fizemos algumas compras. Como não conseguíamos levar tudo para o Sumbe no nosso Unimog tivemos que deixar alguns bens num armazém de um transportador nosso amigo que depois fará o favor de transportar esses bens para o Sumbe. Na sexta-feira apanhámos muita chuva em Luanda, o que ainda complicou mais a logística.
Com tudo isto, chegámos ao Sumbe na sexta à noite.

No sábado de manhã descarregámos o camião, carregámos o Cavalinho Branco e partimos para a Donga onde chegámos no final do dia.

Levámos connosco o catequista José Capoco que nos deu a triste notícia de que a Cristina, uma menina de 11 anos em caminhada catecumenal, tinha sido ferrada por uma cobra no dia de Fiéis Defuntos, ao  aproximar-se do túmulo de um familiar para colocar uma flor. Ainda resistiu durante cinco horas… foi levada ao posto do Eval Guerra, mas não havia medicamentos nem ambulância. Com impasses, indecisões, falta de meios… foi o desenlace fatal. Como era catecúmena, e bem corajosa, recebeu o batismo de moribundo.
O catequista ainda desabafou “se a equipa aqui tivesse passado como aconteceu da outra vez com a outra senhora…” pois, mas desta vez, infelizmente, não passou. Fica a sua foto numa das idas à Donga na caminhada de catecúmena (fazia 40 km. a pé para lá ir).

No Domingo de manhã recebemos outra notícia triste. No final do dia de sábado tinha falecido o Neto, um jovem que para nós era sempre como um menino e de que já falámos por várias vezes no Blogue e no nosso jornal.
Durante muitos anos, principalmente as nossas missionárias leigas deram-lhe muito apoio e ensinaram a comunidade a lidar com um menino que era diferente dos outros, mas que pela sua fragilidade devia merecer mais atenção e carinho. E houve mudanças: de escorraçado e desprezado, passou a ser tratado com mais respeito por muita gente (este povo tem muita dificuldade em lidar com estas situações de deficiência).
Mas a vida foi-se tornando cada vez mais frágil, ainda recentemente andava com uma grande ferida no tornozelo por causa de ter caído no fogo (tinha ataques de epilepsia). Que Deus lhe dê em abundância aquilo de que mais se viu muito privado na sua passagem pelo mundo: amor.

No domingo Celebrámos a Eucaristia com a comunidade e de tarde tivemos a nossa reunião do Conselho Permanente com os catequistas visitadores. Tratámos de vários pontos relativos à vida da missão e fizemos o programa das próximas semanas da missão.
Hoje regressámos ao Sumbe, onde chegámos no final do dia.

Um abraço para todos e uma boa noite.

Estamos juntos.


P. Vítor Mira

quinta-feira, novembro 05, 2015

1.ª Sessão de Formação FEC

O Grupo Missionário Ondjoyetu vem por este meio informar que a FEC (Fundação Fé e Cooperação) dará brevemente início ao Plano de Formação de Voluntariado Missionário deste ano pastoral, tendo como tema A Missão é uma paixão por Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, pelas pessoas (Papa Francisco). 
A 1.ª Sessão de Formação realizar-se-á no fim-de-semana 28 e 29 de novembro, em Mem Martins - Sintra, na Casa de Saúde do Telhal, e será orientada pelo Prof. Juan Ambrosio, da Universidade Católica Portuguesa.

Casa de Saúde do Telhal - Mem Martins - Sintra

As inscrições poderão ser feitas até ao dia 22 de novembro. Para esse efeito, contacte o Grupo Ondjoyetu ou envie um e-mail para catarina.antonio@fecongd.org (Catarina António - FEC), contendo o mesmo as seguintes informações: nome do(s) participante(s), organização/movimento a que pertence(m), tipo de pensão pretendida (completa, só refeições, só dormida…).
Apresenta-se a seguir o programa detalhado:

Tema: Voluntariado Missionário e Espiritualidade
Local: Casa de Saúde do Telhal – Mem Martins (Sintra) 

Sábado – 28 de novembro
09h30: Recepção dos Participantes
10h00: Início dos trabalhos: Laicado e Missão
11h30: Pausa
11h45: Laicado e Missão (cont.)
13h00: Almoço                  
14h30: Reinício dos trabalhos
17h00: Pausa
17h30: Testemunho Missionário
19h00: Pausa
19h30: Jantar
21h00: Convívio
    
Domingo – 29 de novembro
08h30: Pequeno-almoço
09h00: A Espiritualidade Missionária
10h00: Eucaristia
11h30: A Espiritualidade Missionária (cont.)
13h30: Almoço                  

Formador convidado  
Prof. Juan Ambrosio – Professor da Universidade Católica de Lisboa 
Testemunho 
Elisabete Ferreira | Jovens Sem Fronteiras | Missão de 1 mês no Brasil 
Equipa/Organização  
Catarina António | FEC | 936245545
Grupo Missão Mundo   

Inscrição na Formação FEC – 1 sessão = 10€; 5 sessões = 20€
Estadia pensão completa (1 dormida + refeições) = 12,50€
Preço/refeição (almoço ou jantar) = 3,50€  
(o almoço do primeiro dia - sábado, dia 28 - será partilhado, sendo todos convidados a contribuir com algo)




 
Aproveitamos ainda para relembrar que se encontram à venda Agendas FEC 2016.
Tendo como tema Cuidar da Casa Comum | Desenvolvimento Sustentável, esta agenda pretende ser também um instrumento de mobilização dos cidadãos para a construção de um mundo mais inclusivo e sustentável.
Os lucros obtidos na sua venda revertem a favor do financiamento das actividades do Plano de Formação de Voluntariado Missionário.
Encomendas: Catarina António, catarina.antonio@fecongd.org, 218 861 710 / 936 245 545
À semelhança dos anos anteriores, quem desejar adquirir a Agenda FEC também poderá fazê-lo dirigindo o seu pedido ao Grupo Ondjoyetu: ondjoyetu@gmail.com, 926 031 382.

segunda-feira, novembro 02, 2015

Pe. Vítor, Avô Filipe e Ir. Susana a caminho de Angola

O Pe. Vítor, o Avô Filipe e a Ir. Susana já se encontram a caminho de terras angolanas. Chegarão esta manhã a Luanda. 

De malas e corações cheios, o Pe. Vítor e o Avô Filipe regressam a Angola depois de um mês por terras lusas.
O Pe. Vítor aproveitou este tempo para estar com os seus, descansar e fazer as habituais diligências missionárias. Com as forças restabelecidas e a motivação renovada, retoma nestes dias, com o apoio de todos os de lá e de cá, a missão que Deus lhe confiou.
Por sua vez, o Avô Filipe, cozinheiro da Missão, viveu um tempo único na sua vida: veio conhecer finalmente o “tal o Puto” (Portugal). Com um sorriso de felicidade, à pergunta “Gostou de estar em Portugal?” responde sempre “Muito! Todos me trataram muito bem!” E repete com grande satisfação: “Todos me trataram muito bem!”. Também em Angola o Avô Filipe trata muito bem os missionários que por lá passam, encantando-nos logo pela sua ternura e bondade, reflectidas de um modo particular na confecção de pratos altamente nutritivos e saborosos! :)
A sua presença constituiu uma bênção para a diocese, pelo seu testemunho, e de um modo especial uma bênção para o Grupo Missionário, quer para os que já haviam convivido com o avozinho na Missão do Gungo e cujas saudades apertavam, quer para os que, sempre na linha da retaguarda, acompanhando-o, ansiavam por lhe dar o primeiro abraço.
Obrigada, Pe. Vítor e Avô Filipe, pela vossa presença, disponibilidade, testemunho e amor à Missão!

A Ir. Susana rumou também a Angola, onde permanecerá cerca de um mês, a fim de realizar trabalhos no âmbito da sua congregação, as Filhas de Santa Maria de Guadalupe, em Luanda e no Sumbe, aproveitando aqui a oportunidade para visitar a nossa casa, a Ondjoyetu, na Pedra Um, bairro onde se situa igualmente uma comunidade guadalupana. 

À Ir. Susana desejamos-lhe uma boa estadia e um bom trabalho por Angola! Ao Pe. Vítor, ao Avô Filipe e a toda a equipa missionária, agora muito reduzida, desejamos muita alegria missionária e muita coragem para continuarem o excelente trabalho em prol do bom povo do Gungo.

Nota: aproveitamos para relembrar que no próximo sábado, dia 7, terá lugar no seminário diocesano, às 21h, a habitual reunião mensal de grupo. Até lá!

quarta-feira, outubro 14, 2015

Missão: o que o amor não pode calar

Estamos em pleno mês das Missões!... Na verdade, todos os meses o são, mas o de outubro é-o de forma especial e em todo o mundo, convidando-nos a aprofundarmos a acção e o espírito missionário na nossa vida e na nossa comunidade. 
Neste contexto, encontra-se a decorrer, na vigararia da Batalha, a Semana Missionária, que contempla visitas a idosos e doentes, encontros com a comunidade em geral e grupos de catequese, testemunhos missionários, momentos de oração, celebrações eucarísticas e, nos dias 17 e 18, actividades de escutismo na Quinta do Escuteiro.

Além disso, na próxima sexta-feira, dia 16, na igreja matriz da Batalha, realizar-se-á a Vigília Missionária Diocesana. Com início às 21h, esta será uma noite de oração e reflexão que contará com a presença e testemunho de missionários que têm dado tempo da sua vida à Missão lá fora e cá dentro.
O tema e o esquema da vigília seguirão a proposta constante do guião missionário das Obras Missionárias Pontifícias, que pode e deve ser utilizado ao longo do ano.


Esta semana missionária culminará no domingo, dia 18, com a celebração do Dia Mundial das Missões. Neste dia, que acontece durante a celebração da XIV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, com o tema "A vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo", o Papa Francisco canonizará Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeira das Missões.

Continuemos a viver este mês animados pelos sons e cores missionárias e pelos desafios propostos pelo nosso Papa: acolher sempre a alegria, olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança.

segunda-feira, outubro 12, 2015

Imagens da Missão

Olá amigos e amigas, muito boa tarde.
Costuma dizer-se que uma imagem vale por mil palavras. Por isso desta vez deixo apenas umas fotografias tiradas recentemente na nossa missão com as respetivas legendas para ajudar a percebê-las.
Espero que gostem.
Um abraço.

P. Vítor Mira












terça-feira, setembro 29, 2015

Agenda FEC 2016

A Fundação Fé e Cooperação (FEC) lançou este mês a Agenda 2016

Tendo como tema Cuidar da Casa Comum | Desenvolvimento Sustentável, esta agenda pretende ser também um instrumento de mobilização dos cidadãos para a construção de um mundo mais inclusivo e sustentável.

Os lucros obtidos na sua venda revertem a favor do financiamento das actividades do Plano de Formação Anual dos voluntários que se preparam para partir em missão.

Encomendas: Catarina António, catarina.antonio@fecongd.org, 218 861 710 / 936 245 545

À semelhança dos anos anteriores, quem desejar adquirir a Agenda FEC pode fazê-lo dirigindo o seu pedido ao Grupo Ondjoyetu: ondjoyetu@gmail.com, 926 031 382.

Para mais informações, clicar aqui.


quarta-feira, setembro 23, 2015

Conclusões das Jornadas Missionárias 2015

À semelhança dos anos anteriores, uma delegação de vários membros do Grupo Missionário Ondjoyetu participou nas Jornadas Missionárias, que decorreram este ano nos dias 19 e 20 de setembro, em Fátima.

Missão sempre e em todas as frentes. Ad Gentes e Igrejas particulares foi o tema sobre o qual reflectiram os cerca de 300 participantes, consagrados e leigos, nestes dois dias de aprendizagem e comunhão missionária.

Transcrevemos a seguir as conclusões destas jornadas.

1. Portugal está convocado para a missão, mas a resposta é ainda muito ténue.
2. É fundamental ter claro que a missão ad intra não anula a missão ad extra.
3. É vital que as dioceses entrem num dinamismo de partilha de pessoas e bens.
4. As geminações de algumas dioceses (Leiria-Fátima / Sumbe e Braga / Pemba) são rosto de uma Igreja aberta, universal e solidária.
5. Os participantes alegraram-se ao verem em vídeo os primeiros passos da comunidade cristã criada na Mongólia há 20 anos. A informação sobre outras Igrejas particulares favorece a comunhão eclesial e o compromisso missionário.
6. O Decreto Ad Gentes sobre a atividade missionária da Igreja, aprovado há 50 anos no fim do Concílio Vaticano II, apresenta desafios cruciais para hoje. Assim:
      a. O início da missão acontece na experiência de Cristo no meio de nós.
      b. A Igreja é missionária na sua natureza e, como tal, quando falta a missão, não há Igreja. A pastoral nas paróquias só se entende se organizada de maneira missionária.
      c. A finalidade da missão não pode ficar somente no anunciar ou no conhecer; é imprescindível fazer discípulos.
      d. Os caminhos da missão terão que passar pelo testemunho, caridade e diálogo.
      e. A renovação das paróquias e dioceses só acontecerá quando existirem iniciativas missionárias.
7. As Obras Missionárias da Igreja (Infância Missionária, São Pedro Apóstolo, Propagação da Fé, União Missionária) são propostas que procuram envolver todo o povo de Deus na missão da Igreja. É preciso conhecê-las para entrarmos nesta rede universal de solidariedade espiritual e material.
8. A Igreja em Portugal celebra o 5º aniversário da Carta pastoral «Como Eu vos fiz fazei vós também». Para um rosto missionário da Igreja em Portugal que propõe a criação de Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários Paroquiais. Estes caminhos levam as comunidades a descobrir que sair é uma riqueza e não um empobrecimento. Há dioceses que já deram esse passo; é fundamental que outras acreditem e o concretizem.
9. A missão de alto risco foi-nos trazida, em primeira pessoa, pelo P. Paul Karam, libanês, de rito maronita e Presidente da Caritas nacional. O Médio Oriente é hoje, para os cristãos, terra de mártires. Estamos comprometidos com este drama que gera milhões de refugiados. Vamos abrir as portas e o coração aos nossos irmãos que fogem da morte e da perseguição. Salvar vidas é uma grande missão.
10. As próximas Jornadas Missionárias serão realizadas em Fátima a 17 e 18 de setembro de 2016.


Reportagem da Agência ECCLESIA:



Por fim, queremos destacar o grupo Jovem, Levanta-te, constituído por jovens da paróquia da Amora e que, na noite de convívio missionário, a todos nós nos encantou com as suas actuações de singela e ímpar beleza e nos tocou com o seu testemunho de vida.
Nas imagens do vídeo que a seguir publicamos (e que vimos replicadas ao vivo nas jornadas), o nome de Jesus é o protagonista.


Continuação de boa Missão, com Cristo no centro!

sexta-feira, setembro 18, 2015

Calendário das actividades Ondjoyetu 2015/2016

Saudações missionárias!

Divulgamos desta forma o calendário das actividades Ondjoyetu previstas para este novo ano pastoral.

Aproveitamos para relembrar os eventos mais próximos:
  • 19 e 20 de setembro - Jornadas Missionárias 2015, em Fátima (é já amanhã e domingo!)
  • 2 de outubro - Sessão de Apresentação do Grupo Ondjoyetu
  • 3 de outubro - Reunião Mensal de Grupo
  • 11 a 18 de outubro - Semana de Animação Missionária, na vigararia da Batalha
  • 16 de outubro - Vigília Missionária Diocesana

Clicar na imagem para fazer o download do calendário

Bom ano pastoral!

quinta-feira, setembro 17, 2015

Jornadas Missionárias 2015 - é já no sábado e domingo!

Conforme foi já noticiado em Julho ,realizam-se em Fátima as Jornadas Missionárias 2015, nos dias 19 e 20 de setembro, com o tema Missão Sempre e em Todas as Frentes | Ad Gentes e Igrejas Particulares.

As jornadas continuam o seu objectivo geral de descobrir, aprofundar e traçar novos caminhos de evangelização a partir de Cristo, focando-se este ano, de um modo particular, no constante incitamento do Papa Francisco a que a Igreja se abra e chegue a todas as pessoas, até nas mais longínquas “periferias existenciais”.

As Jornadas Missionárias começam no dia 19 com a abertura por D. Manuel Linda e a comunicação Missão 'Ad Gentes' e Igrejas Particulares: Profecia e solidariedade, pelo Pe. Fernando Domingues, director geral da Obra de S. Pedro Apóstolo. Durante a tarde realizam-se cinco workshops em simultâneo, seguidos de um plenário e Eucaristia. À noite, a partir das 21h00, terá lugar um convívio com testemunhos missionários.
No segundo dia, a 20, o Pe. Vito Del Prete, director geral da União Missionária Pontifícia, fala sobre Obras Missionárias Pontifícias: Carisma e Atualidade. Às 10h30, no santuário, será celebrada a Eucaristia Dominical. À tarde, a partir das 15h00, o Pe. Paul Karam discorrerá sobre o tema Missão nas 'periferias'. O último momento: "envio e conclusões" será às 17:00h.

A organização do evento é da responsabilidade da Comissão Episcopal de Missões, das Obras Missionárias Pontifícias e da CIRP.

Compareçam. É sempre uma bela oportunidade de partilha com outros missionários. Mesmo se alguém não se increveu previamente poderá fazê-lo na hora e participar.


Fazer surgir na Igreja portuguesa Centros Missionários Diocesanos (CMD) e grupos Missionários Paroquiais que possam fazer com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã.

[…] aconselha-se vivamente que o CMD seja constituído em todas as dioceses de Portugal em ordem a imprimir uma dinâmica missionária a toda a actividade diocesana.

Carta pastoral Para um rosto missionário da Igreja em Portugal, n.º 20 e 21


Continuação de boa Missão!