sexta-feira, outubro 12, 2018

Calendários Ondjoyetu + Formação FEC


Calendário Ondjoyetu


Calendário das Sessões de Formação da Rede de Voluntariado Missionário - FEC
(para aceder ao folheto na íntegra e em pdf, clique aqui)

sexta-feira, outubro 05, 2018

Agarra o desafio da Missão!

A Conferência Episcopal Portuguesa decidiu que, de outubro de 2018 a outubro de 2019, Portugal viverá um intenso Ano Missionário. Este propósito tem como base a decisão do Papa Francisco de convocar para o mês de outubro de 2019, na Igreja Universal, um Mês Missionário Extraordinário, no contexto do centenário da Maximum Illud, uma encíclica missionária, publicada pelo papa Bento XV em 1919. 

A Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa para este ano missionário com o título “Todos, tudo e sempre em Missão” apela a um maior vigor missionário em todas as dioceses, paróquias, comunidades e grupos eclesiais, desde os adultos aos jovens e crianças. Toda a Igreja se deve sentir em estado permanente de missão, pois ela existe para evangelizar. A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece.

O Papa Francisco faz algumas propostas para se preparar e viver o mês missionário extraordinário, mas que podem servir-nos todos os dias: 1 – Encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Igreja: Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária. 2 – Testemunho: os santos, os mártires da missão e os confessores da fé, que são expressão das Igrejas espalhadas pelo mundo. 3 – Formação: bíblica, catequética, espiritual e teológica sobre a missão. 4 - Caridade missionária: ajuda material para o imenso trabalho da evangelização e da formação cristã nas Igrejas mais necessitadas.

Para todos sentirmos este imperativo missionário e o de que somos chamados por vocação a sermos universais, é feita a proposta de irmos até outra paróquia, outra diocese, outro país em missão e deste modo tomarmos consciência de que temos responsabilidade não só sobre a nossa comunidades, mas sobre o mundo inteiro.

Este ano, na diocese de Leiria-Fátima, para celebrarmos o outubro missionário, vamos centrar a nossa atenção na Vigararia de Leiria com algumas actividades de animação missionária nas respectivas paróquias, seguindo um programa acordado com os párocos. Um momento importante na celebração do mês missionário é a vigília missionária, que terá lugar no dia 19 de outubro, sexta-feira, às 21h00, na Sé de Leiria, sendo presidida pelo D. António Marto. Nesta noite de oração, realizar-se-á o envio de quatro jovens voluntários Ondjoyetu para a diocese do Sumbe, em Angola: Carolina Oliveira, Inês Moreira e Mónica Rocha, que irão em missão por 1 mês, e Humberto Ribeiro, que irá em missão por 6 meses. É nosso desejo que os jovens participem activamente nesta celebração. Na verdade, o tema da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões é dirigido particularmente aos jovens, pois em outubro se celebra o Sínodo que lhes é dedicado: “Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos.” Na mensagem, o Papa Francisco afirma que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia, e acrescenta que a missão revigora a fé. Convida os jovens a não terem medo de Cristo e da Igreja, pois neles está o tesouro que enche a vida de alegria e partilha a sua própria experiência: “[…] graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar.” Convida os jovens a olharem para as testemunhas da fé do passado, para aprenderem na escola dos santos, que nos abrem para os vastos horizontes de Deus. Pelo Batismo também os jovens são membros vivos da Igreja e, juntamente com os outros, têm a missão de levar o evangelho a todos. A união na fé e no amor ao próximo são um modo de construir pontes entre as diferentes gerações. A necessidade e urgência da missão continua a ser uma realidade. Há ambientes humanos, culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da Igreja. É a missão às periferias extremas, não só geográficas, mas existenciais, para onde são enviados os discípulos missionários, com a certeza de que Jesus está sempre com eles (Mt 28, 20; Act 1, 8). “A missão até aos últimos confins da terra requer o dom de nós próprios na vocação que nos foi dada por Aquele que nos colocou nesta terra (cf. Lc 9, 23-25); para um jovem que quer seguir Cristo, o essencial é a busca e a adesão à sua vocação.” O encontro com Cristo nas várias realidades paroquiais e nas experiências de voluntariado missionário podem ajudar os jovens a decidir-se pelo dom total deles mesmos como missionários para a vida toda.

O mês de outubro será mais uma oportunidade para os jovens cristãos de todas as idades serem discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela missão até aos últimos confins da terra.


No dia 29 de setembro, partiram para o Sumbe o Pe. David Nogueira, o Carlos Santos, a Sílvia Antunes e a Vanda Marques, membros do grupo missionário Ondjoyetu. Agradecemos a Deus e às suas famílias pela sua generosidade em quererem partilhar algum tempo das suas vidas com os mais necessitados.

Não esqueçamos: missão é de coração a coração; é partilhar com o outro a alegria de sermos discípulos missionários.

Não nos esqueçamos de rezar pela obra missionária da Igreja, pelos cristãos perseguidos, pelos que na vanguarda, por vezes no meio de muitas dificuldades, anunciam a Boa Notícia a todos os confins da terra. Sejamos generosos na partilha com os mais pobres. Lembro que o ofertório do Dia Mundial das Missões é para as Obras Missionárias Pontifícias, que farão a distribuição dos donativos pelas Igrejas mais necessitadas. Procuremos com a nosso testemunho de vida atrair para Jesus: “Haverá outra maneira de evangelizar que não seja a de partilhar com o outro a nossa experiência de Deus?” (Paulo VI)

Que Maria, Rainha dos Apóstolos, Sta. Teresinha do Menino Jesus, S. Francisco Xavier, S. Pedro Claver, o Beato Paulo Manna (fundador da Obra da União Missionária) e todos os grandes missionários e missionárias que estão junto de Deus intercedam pela obra missionária da Igreja e nos ajudem a todos a sermos verdadeiros discípulos missionários.

Pe. Joaquim Domingos Luís

quinta-feira, outubro 04, 2018

O sonho “sonhado” durante o último ano está a acontecer


E finalmente o dia chegou!
No dia 29 de Setembro partimos da diocese de Leiria- Fátima rumo a Lisboa, ao avião que nos iria trazer à terra que está no coração de todos os missionários Ondjoyetu – Angola. Aqui chegaremos ao Sumbe, ao Gungo, à Donga... Que antes eram apenas nomes e entretanto passarão a ser locais “nossos”.
No aeroporto deparámo-nos com o pesadelo do peso das malas, mas com trocas e baldrocas acabámos por conseguir arrumar e trazer quase tudo. Numa correria desenfreada pelos corredores do aeroporto chegámos ao terminal 44 e, “ops!”, era o 42... volta atrás! E com o coração a pular embarcámos no avião da TAP que nos trouxe a esta terra tão desejada.
Era noite quando aterrámos em Angola, não podíamos acreditar. Ao sair do avião sentimos um abraço caloroso, o calor africano. E, em Luanda, fomos acolhidos pelo Sr. Filipe Santos, nosso compatriota, que nos alojou em sua casa para os primeiros dias.
Durante a estadia em Luanda, tratámos dos preparativos para a ida para o Sumbe aproveitando para fazer alguns recados. Ao provermo-nos de reforços, foram-nos oferecidas muitas, muitas caixas de pudim de baunilha que fomos partilhar com as Pequenas Irmãs da Sagrada Família. Elas têm uma escola para cerca de 2000 mil crianças, para além do apoio familiar e de saúde que dão à comunidade. Deparámo-nos também com alguns imprevistos que acabámos por superar, mas a missão é lidar com isto mesmo, imprevistos e improvisos.
Em resultado de alguns atrasos partimos para a nossa casa do Sumbe. O dia já ia longo o que impossibilitou a tradicional fotografia no Miradouro da Lua. Com a estrada à nossa frente intercalada com pedaços de picada, seguimos a velocidade cruzeiro. Salto para um lado, encontrão para o outro… CHEGÁMOS AO SUMBE!
À nossa espera estava o Sr. António Batata, nosso guarda e o Kiko, o nosso cão, que não cabia de alegria ao ver o amigo Pe. David. À chegada foi-nos dito: “Bem vindos à Ondjoyetu! Esta é a vossa casa”. E isto é verdadeiramente o que sentimos, esta é a nossa casa e esta é também a nossa família.
Durante a estadia no Sumbe estivemos a fazer melhoramentos na casa, a arrumar e a preparar tudo para a subida à Donga na próxima sexta-feira.
Hoje fomos recebidos pelo Sr. Bispo do Sumbe, D. Luzízila Kiala, que nos desejou uma boa estadia e uma boa missão.
Ao sair de casa e ao desejar “Bom dia”, a palavra que mais ouvimos é “Obrigado”. Obrigado é a palavra que temos no nosso coração.OBRIGADO às manas da casa por nos acolherem, OBRIGADO às crianças que nos fazem sorrir em cada encontro acenando, OBRIGADO ao povo do Sumbe.
Os novatos da Linha da Frente
(Carlos, Vanda e Sílvia)

terça-feira, outubro 02, 2018

Reunião mensal de outubro

A próxima reunião mensal realizar-se-á neste sábado, dia 6 de outubro, às 21h00, no Seminário Diocesano de Leiria. Entre outros assuntos, faremos o balanço das Jornadas Missionárias e o ponto de situação da preparação das diversas actividades a realizar neste presente mês. Não faltarão ainda os momentos de convívio e de oração.

Para todos, um bom Outubro Missionário, com a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus e de São Francisco Xavier, padroeiros das Missões.

Ó Jesus, meu amor! Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Santa Teresinha do Menino Jesus

sexta-feira, setembro 28, 2018

Jornadas Missionárias 2018

Mais uma vez, estando eu nas jornadas missionárias com o grupo missionário a que pertenço, o grupo missionário Ondjoyetu, tento esquivar-me dos trabalhos, mas calha-me sempre qualquer coisa. Desta vez calhou-me dar testemunho da vivência passada nos dois dias em que estive nas jornadas. É sempre uma alegria podermos partilhar com os outros grupos e com as outras pessoas a nossa alegria! Afinal de contas, qual é o sentido da vida? Ser feliz! 
Bom, tudo começou no sábado, dia 15, com cerca de 250 presentes, logo pelo cair da manhã com cantoria e muita dança, para despertarmos o lado melhor que há em nós. É uma alegria ver tanta gente e tanta variedade de idades em comunhão! Seguiu-se a abertura das jornadas pelo bispo D. Manuel Linda, que relatou as problemáticas e as temáticas que seriam abordadas naqueles dois dias. Para a malta se conhecer melhor, fez-se um quebra-gelo que consistia no seguinte, à entrada foram distribuídos a todos os presentes papéis com um número aleatório entre 1 e 60, depois, na altura do quebra-gelo, foi pedido que cada pessoa se juntasse com as pessoas que tivessem o papel com o mesmo número. Grande algazarra e confusão! Uns gritavam pelo número que tinham recebido ao início do dia para encontrar os seus companheiros, outros escreviam numa folha de papel em letras grandes... Bom, daí resultou o famoso CINQUENTA E TRÊS (53), que foi o número que me calhou e e que eu e os meus companheiros de grupo andámos todo o fim de semana a gritar... Já antes do almoço, o Dr. Juan Ambrósio fez o que sabe melhor: colocar a plateia em dúvida consigo mesma, expondo os traços que definem um verdadeiro missionário. Tudo isto faz respeitando sempre as exortações apostólicas do papa Francisco.

@OMP

Chegou a hora de almoço! Sempre antecedida por uma oração a dar graças pela comida que temos à mesa. Os workshops tiveram lugar no decorrer da tarde. Abordaram-se temáticas como a “Igreja e diálogo”, “missão e comunhão”, “missão na periferia”, “todos, tudo e sempre em missão”, “ser missão” e “partilhar a viagem”. Temáticas de grande importância para a igreja nos dias de hoje, dada a sua reforma. Após o jantar seguiu-se um momento com um misto de emoções, diversão e reflexão proporcionado pela banda “Missio”. Entre umas músicas e uns “CINQUENTA E TRÊS”, houve oportunidade para ouvir também alguns testemunhos de missão lá fora que muito significam para quem está para partir. O dia terminou com uma pequena oração, estando todos ansiosos que o dia seguinte chegasse. 
Na manhã seguinte, o dia, como não poderia deixar de ser, começou com uma manifestação de fé. De seguida, debateu-se o tema “Que Igreja pretendemos? Para uma missão mais comprometedora” na “mesa redonda”, tendo sido possível ouvir vários testemunhos de fé para iniciar a abordagem. O dia estava prestes a terminar com a eucaristia e envio de quem ia partir em missão. “Foi um momento alto”, ditou-me então a Ritinha, a minha namorada! Mais que um testemunho individual, é um testemunho em comunhão, pois quem fica também parte!

@OMP 

Mais fotos aqui.

sexta-feira, setembro 21, 2018

Curso de Missiologia

De 27 de Agosto a 1 de Setembro decorreu no Centro Missionário Allamano da Consolata, em Fátima, o vigésimo quinto curso de Missiologia.
É um curso bienal e calha sempre na última semana de Agosto. Os anos pares correspondem ao 1.º ano de formação e os impares ao 2.º. E não é preciso fazer seguido porque os temas vão sempre sendo atualizados e alterados.
Julgo que fomos sensivelmente 40 pessoas entre leigos e religiosos de várias congregações e de vários pontos do mundo (Timor, Indonésia, Moçambique, Angola, Brasil, etc.).
Como guias e orientadores tivemos connosco o Pe. Adelino Ascenso, o Pe. Simão Pedro e a Irmã Célia Cabecinhas.
O dia começava com a oração da manhã e, por dia, tínhamos um orador ou oradora a falar sobre um determinado tema. Fazíamos sempre um trabalho de grupo, onde debatíamos um pouco as nossas ideias e foi muito bom poder aprender com outras pessoas e desfrutar dos contrastes culturais. Terminávamos sempre com a eucaristia.
Os temas que foram tratados nesta semana foram:
- a missão de São Paulo (Bispo de Lamego, D. António Couto);
- a evangelização na época dos descobrimentos, séc. XV a XVI (Pe. David Barbosa, do Verbo Divino);
- a interculturalidade (prof. Uni. Porto, Diana Palanca);
- missão e comunicação (jornalista da SIC, Joaquim Franco);
- e a evangelização na exortação apostólica “A alegria do Evangelho” (Pro. Uni. Lisboa, Teresa Messias).
No último dia tivemos uma tertúlia com o Pe. Nuno Lima (missão no Japão), com o Pe. Adérito Barbosa (missão em Moçambique - Nampula) e com o casal de Leigos da Boa Nova, Ana e Sérgio (missão em Moçambique - Pemba).
No decorrer da semana fomos ainda visitar o museu da Consolata, assistimos ao filme “Que mal fiz eu a Deus” e usufruímos de um momento de convívio e partilha de costumes e tradições de cada continente.
Estas atividades realizaram-se à noite e não posso deixar de agradecer aos amigos Combonianos que me acolheram em sua casa. Ana, David, Glória, Laura, Márcia, Maria José, Mário e Pedro, um abraço cheio de carinho e votos de muito sucesso para o vosso caminho.
Foi sem dúvida uma experiência muito enriquecedora e aqui deixo o meu sincero incentivo a participarem.

Sílvia Antunes

sexta-feira, setembro 14, 2018

Semana missionária em Figueiró dos Vinhos e Pedrogão Grande

De 11 a 19 Agosto 2018 decorreu uma linda semana de missão cheia de alegrias e emoções!
Antes de sermos enviados, com uma bonita celebração na Sé de Leiria presidida pelo nosso cardeal D. António Marto, tivemos vários encontros de preparação e planeamento, bem como duas visitas iniciais à comunidade de Figueiró dos Vinhos e de Pedrogão Grande. Após uma seletiva recolha de informação, aprofundámos conhecimentos, idealizámos um plano, definimos tarefas e redigimos uma lista com os bens necessários a levar para colocarmos mãos à Sua obra e fazer o que a Igreja nos pede: sair!
Fomos acolhidos pelo Sr. Pe. Júlio e mais algumas pessoas que nos guiaram e orientaram, ajustando o nosso plano às necessidades da comunidade durante a nossa estadia. Neste âmbito, temos muito a agradecer à D. Teresa Almeida, à D. Margarida Crespo e ao Sr. Jacinto Gomes, que tanto nos apoiaram na arte logística, imprescindível ao confronto com as alterações quase diárias da nossa missão, segundo as necessidades do pároco.
A equipa missionária permanente foi constituída por 10 pessoas, às quais nos fins de semana se associaram outros membros do grupo
A semana foi marcada pela celebração de missas, visitas porta a porta, procissões de velas e oração do terço em Figueiró dos Vinhos, Arega, Ana de Aviz, Foz de Alge, Pedrogão Grande, Graça, Bairradas e Troviscais. Além disso, salientamos o lindo testemunho da nossa querida missionária Andreia recém-chegada de Angola; a alegria de todos contagiada pela voz e viola do Sr. Pe. Joaquim; o nosso almoço na Graça, onde estabelecemos uma nova amizade com companheiros de Oeiras que dizem que temos “uma Irmã muito à frente”; a união e empenho de todos no Santuário de Nossa Senhora da Penha de França; os habitantes de Ana de Aviz, que nos receberam tão bem no nosso já conhecido trabalho de porta a porta (um obrigado especial à D. Adília e Carina que nos presentearam com um gracioso jantar em família), culminando com a Celebração Eucarística e uma bonita procissão de velas; o peixinho frito do Rio Zêzere que a D. Gracinda fez para o nosso almoço partilhado em Foz de Alge; as viagens na carrinha que a simpática Avó Inês nos emprestou; os vários momentos de partilha, brincadeira e oração; a visita ao Lar e Centro de Dia de Arega, que encheu os nossos corações de ternura e onde o nosso Alexandre não resistiu a pedir à cozinheira a receita da melhor sopinha de espinafres que já comera (mas não revelamos o segredinho); a visualização do filme “Shooting Dogs”; a visita ao mercado municipal de Figueiró, onde foi impossível não ficarmos enternecidos com as pessoas que nos cumprimentavam por já nos conhecerem e que tanto pediam que ficássemos e fôssemos também visitar outras terras circundantes; os petisquinhos da D. Cristina em Pedrógão e a sua boa disposição; o convívio e palavras de afeto que fomos trocando com as pessoas que se cruzavam no nosso caminho; o almoço em Troviscais, oferecido pelo Sr. José Crespo e sua família, que descobrimos serem amigos do nosso Humberto, que os ajudou na altura dos fogos; a celebração das nossas Eucaristias, onde, por curiosidade, sempre entravam uns convidados “especiais”, gatos ou cães, que inclusive participavam connosco nas procissões, constituindo, quem sabe, um alerta para uma Igreja mais unida e preocupada com o cuidado da natureza e do ambiente.
Bom, e como nem só de trabalho vive o homem e a mulher, também tivemos uma tarde de lazer, passeando segundo a rota traçada pelo Sr. Pe. Júlio e com uma guia da paróquia de Troviscais, a professora Margarida. O passeio incluiu a barragem de Bouçã, Cabril e de Santa Luzia, lugares que maravilharam os nossos olhos.
A nossa presença trouxe um pouco de alegria a estas populações ainda abaladas pelos grandes incêndios do ano passado, que fizeram dezenas de vítimas humanas e animais, bem como muita destruição patrimonial. Infelizmente a onda de solidariedade que se criou no país e no estrangeiro ainda não chegou aos mais necessitados. As pessoas sentem que há muita injustiça, corrupção e mentira na atribuição das ajudas.
Falou-se muito na gestão ordenada da nossa floresta, mas por todo o lado nas áreas ardidas se nota a plantação de novos eucaliptais. O lucro fala mais alto que a gestão da floresta e a segurança das populações.
Esta foi uma missão que se revelou cheia de imprevistos, geradora de outros tantos improvisos. E é assim a maravilha da Missão! Tem tudo para correr bem quando Ele nos chama e quando nos entregamos de braços abertos “como uma criança que estende os braços a seu pai”. Ao olharmos nos rostos das pessoas, eis que aparece a Sua obra e assim concluímos a nossa missão.

Missionários:
Padre Joaquim Luís, Irmã Nancy Casas, António Canhoto, Júlia Canhoto, Sílvia Antunes, Maria do Rosário, José Marrazes, Armando Franco, Alexandre Moura, Ana Luiza, Emanuela Dias, Andreia Pereira, Victor Mendes, Humberto Ribeiro, Vanda Marques, Carolina Oliveira, Carlos Santos, Lúcia Ferreira e esposo Carlos Ferreira, Fátima Gameiro e Amélia Moura.

Agradecimentos especiais:
Primeiramente a Deus, por esta linda experiência de partilhar a nossa Fé. E, a seguir, a todas estas lindas pessoas com as quais convivemos nestes dias:
Padre Júlio, João, Pedro, Teresa Paula, Margarida e seus pais, Adília e sua família, Jacinto e seus pais, Gracinda, Carlos e sua família, Cristina e sua família, e todas as comunidades que nos receberam e acolheram tão bem. Sem esquecer a Avó Inês e Sr. Luís Lourenço por terem disponibilizado a sua carrinha missionária para mais uma missão Ondjoyetu.
Que Deus faça sentir a cada dia o grande Amor de Pai por cada um deles!
Estamos juntos na oração e na Missão de cada dia!

Sílvia Antunes, Pe. Joaquim Luís e Ir. Nancy Casas

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