terça-feira, outubro 20, 2020

o elefante também semeia

 Nestas semanas que a equipa missionária esteve na Donga começou-se a semear.

O nosso unimog (elefante) a puxar três charruase orientadas pelos charueiros,  semeou cerca de dois hectares de milho em dois dias. Aproveitam-se todos os meios para conseguir trabalhar a terra de uma forma mais eficaz. Agora falta um pouco de chuva e espera-se pela colheita 


segunda-feira, outubro 05, 2020

A cisterna talvez já veda

 Na última semana quando a equipa missionária desceu ao Sumbe,enviou umas imagens de um dos trabalhos que têm feito, que é, acabar de impermiabilizar a Cisterna. 

A próxima subida que aconteceu este fim de semana, será também aproveitada para testar se ficou a vedar convenientemente e assim que estiverem reunidas todas as condições conseguir fazer a ligação da nascente até à Cisterna.  A esperança é que em breve se possa ter água de melhor qualidade na Donga além da que se consegue acumular  na cisterna que se construiu junto à casa da missão e que tem os telhados canalizados para lá.

Aqui ficam alguma fotos dos trabalhadores.




estamos juntos Jacinta


domingo, setembro 27, 2020

o Gungo tem sido notícia em Angola

 Nas últimas semanas várias têm sido as notícias que têm saído nos meios de comunicação social tanto em Jornais como em rádios locais de Angola. Este trabalho tem sido fruto de um grande esforço que o grupo volta a África e seus amigos que conhecem o projeto do grupo missionário e também o acarinham. Neste momento estão movidos pela vontade de fazer um passeio todo o terreno com cariz solidário até ao Gungo .  Para que tal aconteça é preciso melhor as condições principalmete o estado da picada que está muito má e muitas mazelas tem deixado no nosso cavalinho. 

Aqui fica a última notícia que saiu no jornal de Angola e vamos mantendo a esperança que com todos estes esforças se consiga melhor a acessibilidade ao Gungo para facilitar um pouco a vida dos camungungos e o trabalho da equipa missionária.

Para ler a notícia, coloque o cursor sobre a imagem,
clique depois no lado direito do rato e seleccione "abrir link num novo separador/aba".
Aberto o separador, clique na imagem de forma a que ela fique num formato maior.


Um bem haja por todos estes esforços que nos ajudam a todos a caminhar.

estamos juntos Jacinta



sábado, setembro 12, 2020

Algumas fotos desde as últimas novidades

 Saudações caríssimos,

Por cá vamos trabalhando. Não temos transmitido grandes novidades mas vai havendo. Eis algumas fotos e uma pequena frase para acompanharem:

Pintura de chapas

A união faz força a empurrar uma pedra

A comunidade a escolher jinguba

 

Trabalhos de pedreiro na futura serralharia

Os membros do Apostolado da oração na Donga

O Zeferino aprende serralharia

A latada para o maracujá

A porta da nova horta levou um "upgrade"

O caminho para a nova serralharia já está sem pedras











sábado, junho 20, 2020

Confinados, mas activos!


Subimos ao nosso Gungo no passado dia 30 de Maio e, pelo caminho, fomos distribuindo doces e balões antecipando o Dia da criança (1 de Junho) que este ano não podemos comemorar com uma festa de arromba como no ano passado, mas fizemos questão de o marcar de alguma maneira. Como a picada é extensa e a média das nossas viagens para 137km é de 9h, já estava a ficar escuro e esta tarefa terminou na viagem de regresso ao Sumbe no dia 16 Junho. É tão bom ver os seus sorrisos e os pulos de alegria, sentir a felicidade destes pequenos que vão ser o nosso amanhã… Que estes sentimentos encham também os vossos corações, muitas destas prendinhas vêm da vossa generosidade. Aproveitamos para reiterar o nosso agradecimento por todos os apoios, por estarem perto e viverem a Missão connosco. Sim, todos os apoios! Não só os materiais, mas também os telefonemas, as mensagens, as lembranças nas datas comemorativas… Tal como crescem os filhos, também este projeto missionário se desenvolve e são sempre precisas mãos amigas para o cuidar e proteger.
Finalmente chegou à Donga o atrelado! Este atrelado era uma rolote que foi transformada para vir servir a Missão. Veio de Portugal num barco até Luanda, depois de camião até ao Sumbe e de Unimog até à missão. E já trabalhou! Com a nossa gingubinha (amendoim) da lavra.
Estes tempos têm sido duros, é preciso cavar a terra que está bem rija para assim desenterrarmos a ginguba. Depois fica a secar, ripamos da planta, fica mais um tempo ao sol e é ensacada e armazenada à espera de ser malhada e escolhida para se vender. A vida do campo não é fácil e, no entanto, é um dos bens mais importantes que temos, o que garante a nossa vida. Deveríamos ter o Dia do Agricultor! Ou será que já temos?
Já terminámos a renovação do nosso galinheiro, ficou bem bonito com uma porta nova. As nossas galinhas gostaram, em duas semanas já temos 4 ninhos reservados.
A nova serralharia também está a avançar com a betonagem dos pilares e até já tem um pórtico da estrutura metálica de pé.
Trouxemos os nossos gatinhos do Sumbe para dar, já estão todos nas novas casinhas deles a caçar ratinhos e lagartixas.
Nos entretantos o nosso forno solar não pára e assim poupamos no gás e carvão para degustar deliciosos manjares.
Temos feito mais máscaras e ensinado a quem quer aprender a fazer a sua própria máscara. Quem sabe se será um novo futuro para alguém, uma maneira de se emancipar e empreender.
Continuam a chegar até nós vários casos de paludismo, ferimentos causados por acidentes de mota ou de trabalho, casos de tensão alta, enfim uma panóplia de situações que vamos tentando ajudar e dar solução.
Tudo complica com o COVID-19, mas vamos dando o nosso melhor e precavendo-nos sempre com os cuidados a ter.
Continuamos a realizar as nossas celebrações familiares ao domingo respeitando as normas e trazendo conforto para todos os corações.
Sábado, dia 13, concretizou-se o Concelho Permanente, onde se reúnem catequistas visitadores vindos dos 11 Centros que constituem a Missão. A tarefa deles é trazer as preocupações e novidades dos centros que acompanham, incluindo cada bairro, e ,ao mesmo tempo, difundir mensagens e orientações instruindo as pessoas para uma vida melhor. São o elo de ligação de uma área de 2100km2 de difíceis acessos e comunicações; os grandes apoios para o bom funcionamento da Missão.
Nesse dia fizemos um jantarinho "em conjunto" (com as devidas distâncias) e vimos o filme "Francisco, o Padre Jorge". Um filme que retrata a vida do nosso Santo Padre, o percurso dele como seminarista e os problemas e dificuldades com que se deparou no seu país e antes da sua nomeação.
Agora vamos ficar uns diazinhos no Sumbe, depois as manas Sílvia Antunes e Ção Julião regressaram a Portugal e, após a quarentena, voltaremos ao nosso Gungo.
Adeus até ao nosso regresso e continuação de boa missão a todos.

A Equipa Missionária










quarta-feira, junho 17, 2020

Olhá noticia fresquinha…


Olá Portugalito, há muito que não vos falamos, mas aqui o tempo passa mais rápido que o “expresso que parou na Piedade, pão de trigo e linguiça p’ra merenda, sempre dá para matar a saudade”…
Como sabem, no dia 14 de Abril, deixámos o nosso mano Ventura no aeroporto e sabemos que ele já está bem junto da sua família. Depois, ao regressar ao Sumbe, cumprimos a nossa quarentena, tal como manda o protocolo do COVID-19.
Neste tempo fomos até á Conda reabastecer a nossa dispensa de água, fizemos máscaras para nós e para os nossos trabalhadores, a mana Ção fez uns lencinhos para a cabeça (os “piratinhas”), os rapazes trataram da manutenção do cavalinho e do elefante, fizemos as “limpezas da Páscoa” (depois de ter passado a Páscoa, mas valem na mesma), aplicámos um produto para os bichinhos que queriam comer as nossas estantes do cartório/biblioteca e cuidámos da nossa hortinha do Sumbe que é pequenina, mas tem salsa e couve e feijão e rama de batata-doce e mufulé (folhas de abóbora) e muitas coisinhas boas e caseiras.
Preparámos tudo e fomos para o nosso Gungo encantador. Avançámos com o trabalho de recuperação do galinheiro, terminou-se a casota para proteger as torneiras da cisterna, impermeabilizámos o muro de suporte de terras da futura casa de apoio aos catequistas e apoiámos nos trabalhos das hortas e lavras. Plantámos mais uma árvore para compor o ramalhete, uma moringa, se não conhecem pesquizem, é muito boa, rica em vitaminas, por exemplo as folhas podem-se comer em sopas e saladas ou fazer-se chá…Da próxima iremos plantar 2 nogueiras que germinámos com o mano Ventura.
Desta vez a temporada na Donga foi de 2 semanas, então as manas foram até ao rio “banhar” e lavar roupa. Fez-se também trabalho de cartório e atendemos os casos urgentes para consultas. Continuam a chegar até nós vários casos de paludismo que, mesmo estando cientes do risco que corremos por via do Corona Vírus, apesar de todas as precauções (uso de máscaras, desinfecção dos espaços, lavagem das mãos com água corrente e sabão), não podemos deixar de atender estas pessoas. Infelizmente obtivemos a notícia de que um bebé que atendemos não resistiu e acabou por falecer no caminho de regresso a casa. Pálpebras, lábios, língua e palma das mãos extremamente brancas, sinais evidentes de anemia, também um dos sintomas do paludismo. Fizemos o teste e, estava positivo! Dêmos-lhe o tratamento, mas num caso tão avançado e tratando-se de um bebé de 9 meses e onde não há 1 médico, nem aparelhos, nem um hospital que o pudesse assistir e socorrer… Que o Pai do Céu embale este bebé, o Pedro Segundo, no seu colinho. Paz à sua alma!
Concretizámos também o nosso Concelho Permanente, onde debatemos acerca dos procedimentos que devem ser adoptados nos bairros, falamos e instruímos acerca das medidas de prevenção e tomámos decisões para o futuro da nossa Missão nos próximos tempos.
Nos Domingos temos feito as nossas celebrações só para as pessoas cá de casa. É estranho, mas necessário, e nas nossas orações sempre todos estão presentes. Rezem também por nós! Para que tenhamos Ecolelo linene (muita coragem).
De volta ao Sumbe ainda parámos na picada com a nossa marreta, juntaram-se a nós uns quantos motoqueiros que iam parando e todos juntos destruímos uma pedra gigante que sempre gostava de aborrecer no nosso Cavalinho Branco (Land Cruiser).
Estamos 4 diazinhos no Sumbe para abastecer e voltamos sábado para o Gungo para passar mais duas semanitas.
Relatos desde o início de Abril  a 30 de Maio de 2020.

Até à próxima cumprimentos à distância para todos.


quarta-feira, abril 29, 2020

José Calei e Ana Pereira - entrevista na Rádio Renascença

O nosso (grande!) catequista-geral do Gungo, José Calei, que esteve por terras lusas nos meses de dezembro e janeiro, foi entrevistado no programa «Porta Aberta» da Rádio Renascença. Juntamente com ele, foi também entrevistada a nossa missionária Ana Pereira.

Para ouvir a entrevista, clique, por favor, na seguinte ligação:

quarta-feira, abril 15, 2020

Chegada do Boaventura

No dia 14 de Abril o nosso voluntário Boaventura Batista chegou de Angola.
O estranho silêncio do aeroporto, a utilização de máscaras que mais faz parecer um baile de carnaval, dificultou um pouco o reconhecimento imediato, mas o sorriso de quem vem de missão é fácilmente reconhecivel. Os mesmos cuidados que temos em Portugal também ele tinha visto em Angola.
A maior do tempo de missão foi passado no Uquende na continuação da construção da capela  que avançou bastante. Foi uma experiência especial muito gratificante e que certamente depois dos 14 dias de quarentena  que tem que cumprir  irá partilhar mais histórias connosco.
Um bem haja ao Boaventura pela disponibilidade de estar este tempo com o povo do Gungo e agora o trabalho será mais de retaguarda no apoiodo lado de cá disponível para tudo o que puder.
Jacinta 

quinta-feira, abril 09, 2020

Saudações pascais


Directamente do Sumbe, Angola, a Linha da Frente saúda familiares e amigos Ondjoyetus!

Cá estamos para vos dar as novas em terras do Gungo. Após a partida para o Puto (Portugal) da mana Teresa Maria regressámos ao Sumbe, para, logo em seguida, subirmos à nossa sede na Donga, onde nos esperam sempre muitos afazeres pois a missão, como todos sabemos, é um trabalho de continuidade. De passagem apanhamos o avô Filipe e o mano Boaventura que tinham ficado para os trabalhos da capela no Uquende.
Então, no sábado dia 14/03, foi tempo de formação para catecúmenos e, no domingo, noivos. Houve celebração do 1º escrutínio, seguindo-se no Domingo, IIIº da Quaresma, a Eucaristia com o 2º escrutínio dos catecúmenos. No início da semana a equipa repartiu-se entre a Donga e Uquende. Assim o Pe. David e o avô Filipe seguiram para o Uquende e as manas ficaram na Donga com o Boaventura a cuidar de várias tarefas.
No Uquende o Pe. David dinamizou o fim do rejunte da capela e a conclusão do telhado que já se vê à distância!!! Entretanto, na Donga, os trabalhos não se fizeram esperar entre consultas que são sempre muito solicitadas pela comunidade, colheita do feijão na lavra, malhar e limpar o lixo. Dia 19/03, enquanto no Uquende se comemorou a festa de S. José, Padroeiro da missão, e o Aniversário da eleição do Papa Francisco, com a visualização de um filme sobre a vida do Papa, na Donga, esta mesma comemoração fez-se à volta da mesa num simples jantar/convívio com os trabalhadores. Em seguida, a equipa voltou a reunir-se na Donga, onde se realizou, no sábado dia 21, o Conselho Permanente. No domingo, IV da Quaresma, a celebração e o encontro de penitentes. 

Na semana que iniciou a seguir e com o mano Boaventura em pleno, os trabalhos recomeçaram com todo o entusiasmo e coragem e, assim, foi possível concluir a cerca da horta (cujos pilares já tinham sido feitos), as bancadas novas na cozinha (de vidro e cimento), melhoramentos no forno do pão (novo lastro, reboco e rede de protecção à prova de cabritos) e obras na capoeira das galinhas. Em viveiro ficaram também mais sementes para a renovada horta. Quanto aos nossos animais, temos a anunciar o nascimento de 2 cabritos e 4 porquinhos que se mostram com boa energia e prometem crescer e aumentar a população de quatro patas. Na lavra foi tempo de sementeira de feijão com o charrueiro e os bois e sachar a ginguba. Fizemos ainda uma visita ao bairro do Chimano mesmo aqui pertinho da Donga. Fomos recebidos com alegria e houve distribuição de balões que sempre fazem as delícias das crianças (agradecemos as dádivas dos balões).
Bairro do Chimano
 Durante este tempo (Como o nosso avozinho Filipe esteve um pouco incomodado (adoentado) e para lhe dar o descanso necessário para o seu restabelecimento), fomos também apaparicados com os cozinhados da tia Ção: pão, ginguba torrada e maçãs assadas usando o forno solar (agradecemos também ao doador do forno solar), bolas de Berlim, rissóis, etc… porque nem só de trabalho vive o homem!:D
Enfim, o regresso ao Sumbe para reabastecimento e porque as preocupações acerca da pandemia nos levam a tomar medidas e a fazer algumas alterações no programa de actividades relacionadas com a Páscoa… desejamos que todos estejam bem aí no nosso Portugalito, até breve, enviamos abraços virtuais de toda a equipa,
A Linha da Frente,
Ekolelo linene!
















quinta-feira, março 12, 2020

Apesar do calor as notícias frescas



Dia 21 de Fevereiro, depois do matabicho pelas 07:15 e da oração da manhã, iniciámos os preparativos para a subida ao Gungo. Após o almoço, confeccionado pelo avô Filipe, frango de churrasco, esparguete e funje, que estava uma delícia, começámos a carregar produtos alimentares, peças de mecânica, a bagagem pessoal de cada um de nós e, assim, o Cavalinho, deu início à nossa viagem por volta das 15:00. A galopar por caminhos sinuosos, buracos e mais buracos, charcos de água motivados pela forte chuva que caiu há dois dias atrás nesta zona da Província do Kuanza Sul. Chegando à localidade do Gundo, iniciou o pior troço da picada. Foi muito difícil todo o trajecto até à Donga onde, graças a Deus, chegámos pelas 2:00 madrugada.
Dia 26 de Fevereiro, 4ª feira de cinzas, fomos até ao Centro da Chitiapa para celebrar o primeiro dia da quaresma e, na Eucaristia, fazer a imposição das cinzas. A equipa foi recebida com cânticos de alegria e muitos sorrisos estampados no rosto das crianças, jovens e adultos. “Juventude de todas as idades” divertiram-se com jogos da bola nova! Depois do almoço, regressámos à Donga. Tanto na ida como na vinda o Cavalinho, viajou sempre de lotação esgotada. Ao final do dia, preparativos para a saída do Elefante em direcção ao Sumbe na manhã seguinte.
Dia 28 de Fevereiro, de manhã, Sr. Padre e mana Teresa Maria foram para a ponte da Donga desenterrar as pedras que ficaram submersas pelas águas do rio e desfazer tossas de capim e terra que impediam a água de circular livremente pelas manilhas. Enquanto isso, na missão, decorreu a formação dos líderes da pastoral da criança e a concentração de catecúmenos para mais uma etapa das suas caminhadas. Com a presença dos catecúmenos foi possível dar continuidade à apanha do feijão e conseguimos malhá-lo todo.
Nestes dias da presença da equipa missionária no Gungo a população recorre à missão para pedir auxílio e as consultas revelam que ainda há um trabalho muito grande a fazer no que diz respeito à prevenção. Sendo o serviço de saúde nacional um préstimo quase inexistente e quase inacessível, o melhor e mais viável é evitar as situações de risco e ameaça. Assim, a equipa esforça-se para informar e dar ferramentas às comunidades que as protejam. Coisas simples, como lavar as mãos antes de comer e depois de ir à casa de banho, dormir com rede mosquiteira e não estar exposto aos mosquitos nas horas mais críticas, ferver a água e/ou tratá-la com lixívia antes de se consumir, rehidratar com soro caseiro após uma diarreia, etc.
E agora não se assustem, mas temos uma novidade “fantabolástica” para vos dar, a nossa cozinha da Donga tem uma bancada nova, em vidro temperado, que vai facilitar o trabalho de alimentar e nutrir muito bem toda a equipa. TXANANNNN J
Mais um trabalho iniciado (há muito em lista de espera) foi a construção das vedações das nossas hortinhas. O Sr. Pe. David fez os moldes para os pilares de cimento que irão sustentar a rede e, neste momento, os pré-fabricados da Donga já começam a ter o seu lugar nos terrenos.
No sábado, o mano Boaventura esmerou-se com a dedicação ao melhoramento do nosso forno. Para tirarmos a prova dos nove, fomos logo testá-lo. Et voilá! Uma bela fornada de pão a sair que foi amassado pela mana Ção e cozido sob a vigilância e supervisão do mano Boaventura. Aos outros manos coube-lhes a árdua tarefa de provar. Equipa, é equipa! J Ao fim do dia assistimos à sessão dos «101 Dálmatas» com forte afluência de miúdos e graúdos e muitas risadas.
Domingo foi dia de celebrarmos a nossa Santa Missa e, à tarde, houve encontro dos penitentes.
Segunda-feira (dia 2 de Março) rumámos ao Uquende para mais uma semana de trabalho na capela e, no dia seguinte, foi colocada a primeira chapa na cobertura do telhado. Neste momento já foram colocadas todas as chapas só falta a cumeeira…
E agora outra novidade “cutxi cutxi”… (suspense) as crianças trouxeram um esquilo bebé que foi acolhido e adoptado pela mana Sílvia. O “Chico”, pequenino e frágil bichinho, vinha um pouco abalado com os saltos e piparotes das crianças, mas, rapidamente recuperou com os cuidados e alimentação.
Fizemos um curso de costura orientado pelas manas que decorreu durante 3 dias. Maioritariamente apareceram crianças e jovens que trouxeram as suas roupinhas para remendar (devido à época de trabalhos nas lavras as mães não compareceram). Uns com mais jeitinho, outros com algumas picadelas, mas tudo faz parte e revelou-se um momento de partilhas e muito divertido.
Como extras temos sempre o trabalho de cartório que continua sempre que as actividades o permitem e consultas “médicas” também no Uquende. Apesar de haver um posto de saúde, nem sempre o único enfermeiro consegue prestar os cuidados de saúde a todas as pessoas. Falamos da sede comunal onde existe um número aglomerado de pessoas maior e do único local em todo o Gungo cuja escolaridade vai até ao 10º ano, concentrando, como tal, mais estudantes.
E não podemos deixar de referir as actividades com as crianças que sempre nos vêm requisitar, quer para ajuda nas tarefas escolares, quer para enriquecimento curricular, lúdico e prático.
No Domingo, último dia da estadia no Uquende, depois da celebração, fomos visitar a Capela (em ruínas) na Pedra Gonga que, apesar do avançar do estado de degradação, estava “limpa” e sem capim a invadi-la.
A seguir ao almoço descida ao Sumbe - com as dificuldades da picada e da chuvada que caiu durante a noite!
O mano Boaventura e avô Filipe ficaram no Uquende cheios de coragem para dar continuidade aos trabalhos da capela. Durante a semana o telhado foi sendo colocado a um bom ritmo e vai-se dar continuidade ao trabalho de rejunte. As manas e a comunidade foram trabalhando ao longo da semana para deixar terra refinada e areia lavada para os mestres não terem de parar...
Igreja da Muxima
Assim, já no Sumbe, segunda-feira, após o almoço viajámos para Luanda. Passámos na Muxima a acender uma velinha e pedir pela nossa Missão e famílias.
Terça, regresso a Portugal da mana Teresa Maria que completou 3 meses com a Linha da Frente e agora continuará a missão no “tal é Puto”! Assim embarcou a nossa querida companheira que, já sabemos, chegou bem a casa.
A vinda a Luanda implica também a resolução de assuntos como compras e contactos de apoios para a missão. Desta vez trouxemos para manutenção o motor da nossa Mula (a carrinha Toyota Hylux) que coitadinha já está imobilizada há quase 6 meses…
Quinta-feira, 12 de Março, regresso ao Sumbe para nos prepararmos para a próxima subida à Donga na sexta e logo em seguida ao Uquende onde nos espera o resto da equipa.
Igreja da Pedra Gonga
E assim nos despedimos por agora! Não saiam dos vossos lugares porque nós voltamos sempre com novidades fresquinhas.
Tukasi kumosi!

A Linha da Frente