
No dia 5 de janeiro iniciámos a nossa subida até à Donga. Apesar da ausência de chuva, que se tem sentido nos últimos tempos, ter facilitado a subida do cavalinho pela picada, é bem visível a falta que ela faz. Por isso, em cada oração, pedimos que a chuva venha e encha os rios, regue as lavras, faça o milho crescer e virar fuba, para que os irmãos camungungos possam saciar a sua fome comendo funge.
A nossa estadia no Gungo centrou-se principalmente na
preparação do novo ano pastoral. A assembleia da missão reuniu os catequistas
dos diversos centros do Gungo para fazer o balanço do ano que passou e preparar
o próximo.
Durante estes dias as manhãs iniciaram às 5h40 com oração e
trabalhos na lavra, antes das reuniões da assembleia.

Para além das muitas consultas efectuadas e da continuação ddos trabalhos de mecânica e serralharia, juntámo-nos às diversas tarefas das
mamãs e papás. Num dos dias debulhámos milho enquanto enxotávamos galinhas. É
‘só’ dar à manivela com um ritmo certo, deixar entrar a espiga direita para não
encravar e não parar. Parece fácil! Noutro dos dias escolhemos ginguba,
enquanto ouvíamos histórias contadas pelo Tio Zé, do “outro tempo” em que os
montes do Gungo eram cobertos de girassóis e cisal, e, por momentos, somos
também nós transportados para essa época e pensamos “Como é possível o ‘nosso’
Gungo ser ainda mais bonito?”.
No dia 10 de janeiro, chegou o dia da descida da picada.
Esta foi a última descida das manas Carolina, Inês e Mónica. Ou talvez não
tenha sido a última, pois os seus corações ficaram presos num embondeiro….talvez
um dia elas regressem para os recuperarem.
2 comentários:
Meu Deus! Como sou grata por estas notícias... se por uma lado mato a saudades, por outro as saudades aumentam 💗🙏🏽💗
Parabens pelo vosso trabalho pelo vosso testemunho de vida cristã. Deus vos recompense. Um graaande abraço de urso bem apertadinho desde o Mexico. Estamos juntos.
Longe da vista mas perto do coração!
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